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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016


  • Luca Maribondo
  • Luca Maribondo

    Coluna


07/01/2011 18:17

Cidade desumana

Luca Maribondo

Não encha o saco!

Todos os dias é possível ler, ouvir e ver na mídia o variado noticiário sobre o trânsito da cidade. De maneira geral, as notícias não são boas: mortos e feridos protagonizam o noticiário. Quase sempre o que se narra é a batida, o atropelamento, o acidente com algum motorista, motoqueiro ou pedestre estendido no chão.

Campo Grande é uma cidade em que você acorda pela manhã e sabe que até o início da noite que alguém vai morrer ou se ferir em acidente de trânsito. Esta é a cidade de Campo Grande, bárbara, desumana, mal administrada, perversa, a grande cidade limpa de Campo Grande repleta de lixo em todas as sarjetas e esquinas do centro.

Embora a questão do trânsito seja um dos principais desafios de Campo Grande, está se falando também de uma cidade caindo aos pedaços, principalmente no centro, cheia de buracos, crateras, sujeira, uma cidade que privilegia o transporte individual e despreza o coletivo. Uma cidade carente de praças e parques, sem falar da falta de arte nas ruas —onde estão os monumentos? As principais ruas e avenidas com o pavimento em péssimas condições. Uma cidade sem saída. Uma cidade desumana.

Haja vista que toda intervenção do poder público altera sobremaneira a vida dos cidadãos. Isso pode ser facilmente verificado com as inúmeras obras viárias —como tal orla (orla sabe-se lá do que) morena e os chamados parques lineares que a Prefeitura realizou nos últimos meses. São obras que realmente mudam a cidade, mas passam ao largo da humanização.

Na segunda metade da década de 1970, o prefeito Marcelo Miranda tascou na sua administração o conceito de humanização da cidade, na tentativa de convencer os cidadãos da necessidade de humanizar Campo Grande. O conceito se consubstanciou no slogan "por uma cidade mais humana".

Miranda, que na época chegou a trazer o engenheiro e urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, sequer chegou a completar seu mandato, tendo isso nomeado governador do Estado, e a idéia da humanização foi abadonada. Seus sucessores, sem exceção, simplesmente se esqueceram do conceito de humanização.

É um desafio e tanto o de inverter a perversa lógica que dominou o desenvolvimento das cidades nos últimos quarenta anos. É um desafio mudar as coisas na Morenópolis devido a muitas razões. Até porque muita gente está convencida de que uma delas é que nada precisa mudar. Prevalece o mito de que tudo está bem assim como está.

Aliás, a ordem tem sido de elogiar a cidade. Com o apoio e o aplauso da mídia de maneira geral, a ordem é dizer que é bela. Que é florida, verde e sua natureza, exuberante. Que sua gente é ordeira, educada e limpa. Além de bonita, saudável e feliz. Que recebe visitantes de braços abertos. Que, enfim, é diferente. A interpretação é a seguinte: esta cidade não precisa mudar.

Mas, uma cidade não é, sempre, muitas cidades? Não há, sempre, um pouco de cada uma das cidades invisíveis de Ítalo Calvino (in "As Cidades Invisíveis") em cada cidade real? Então: é possível defender que a Morenópolis é diferente? Que não precisa mudar? Será esta a verdade ou Calvino está certo quando afirma que "jamais se deve confundir uma cidade com o discurso que a descreve"?

De fato, a maioria da gente que nela vive é simples, humilde e trabalhadeira. Outra parte, entretanto, tem nariz empinado e é esnobe, arrogante e preguiçosa. E nem se trata daquela preguiça boa, dos índios. Trata-se da de quem suja, mas manda os outros limparem. De fato, a paisagem urbana é aprazível. Ainda. Porque a especulação imobiliária vai devastando, aceleradamente, o que resta de natureza. A urbe é cada vez mais asfalto e concreto. E cada vez menos paisagem aprazível —isto é: riachos limpos (estes estão poluídos desde priscas eras), ar respirável, árvores.

Na verdade, a cidade é bela pra poucos, para a minoria de esnobes. Para os que preferem carros, luzes e shoppings. Não para quem paga tarifa elevada de ônibus e mora distante do local de trabalho. Aliás, não para quem trabalha.

Para a maioria dos moradores, principalmente dos bairros periféricos, a cidade não é mais humana —e isso faz é tempo. Isso, porém, não importa para a minoria que manda os outros, a maioria, limparem a sujeira que fazem. A seu modo, humanizam a cidade. Subtraindo mais umas árvores. Limpando, esteticamente, fachadas de shopping e expelindo, higienicamente, ambulantes. Escondendo as favelas.

Em resumo, compreendia uma série de ações para tornar esta urbe mais aprazível, organizada, menos opressora e desagradável aos sentidos. Enfim, mais humana. A despeito dos compromissos, reconheço com inevitável tristeza que a Morenópolis continua profundamente desumana. As ruas são sujas e maltratadas, o patrimônio histórico é desprezado, a cidadania é achincalhada, córregos, riachos e suas nascentes são poluídos, as poluições sonoras e visuais ultrapassaram todos os limites. E os cidadãos mandaram aas favas o respeito.

Cada um acha que tem mais direito que o outro, seja no trânsito, nas filas, nos estacionamentos ou nas repartições. O poder público não organiza nem planeja. Ao contrário, executa suas ações em resposta às demandas imediatas, de afogadilho, no grito. O resultado é uma cidade que não garante o bem-estar das pessoas. Não existem boas áreas de lazer, as praças são poucas e abandonadas. Nota-se claramente que não há um tratamento prioritário para a questão da qualidade de vida, expressão usada a três por dois nos discursos e publicações oficiais.

É uma pena que o “governar pensando nas pessoas” nunca tenha passado de promessa vazia entre os dirigentes morenopolitanos. Administrar o Campão com foco no ser humano implicaria em proporcionar espaços públicos de lazer e convivência, como existem em tantas outras cidades. Algumas até menores, mas certamente mais aprazíveis.

Há anos se fala num projeto de reestruturação urbana e mobilidade no âmbito do centro de Campo Grande. Mas nada do projeto sair do papel.

Já passou da hora de discutir o projeto com toda a população e propor um desafio aos administradores da cidade: ampliar e consolidar os laços entre prefeitura, universidade, entidades da sociedade civil, ongs, mídia e realizar a partir de 2011 oficinas permanentes nas quais estudantes, professores, técnicos municipais e a população em geral se debruçarão sobre as diretrizes urbanísticas, projetos e ideias para o futuro da cidade, propondo soluções de desenho urbano contemplando desde novas praças e parques até a humanização da cidade, sinalização, arborização e mobiliário urbano.

O mais importante é garantir que toda essa energia esteja a serviço da construção e consolidação de uma ideia: a humanização da cidade. Humanizar significa inverter a perversa lógica que dominou o desenvolvimento das cidades nos últimos quarenta anos, tendo o carro como ator principal.

Antes que seja tarde, precisamos perceber que a solução para as cidades não está em criar mais ruas, viadutos, estacionamentos e espaços aos carros, deixando as cidades feias, poluídas e inviáveis. Carro é sinônimo de paralisia, deseconomia e estresse.

Uma ideia a ser construída pela mídia, empresários, universidade, políticos e cidadãos: a cidade sustentável se estrutura a partir de meios de transporte saudáveis, eficientes e ecológicos, prevendo densidades altas e concentrando moradia, trabalho, estudo e lazer num mesmo lugar para que as pessoas possam circular a pé, de bicicleta e através de sistemas integrados, eficientes e baratos de transporte coletivo. O futuro é das cidades sustentáveis, independente de seu tamanho ou localização.

Será, porém, que é isto que o morenopolitano deseja? Principalmente, será que a administração municipal deseja mesmo a participação do cidadão na formulação das políticas públicas? A postura dos governantes demonstra ser exatamente inversa: não venha dar palpite na vida da cidade —pague a taxa do lixo, a iluminação pública, o IPTU, o ISS, o IPVA, o IR e as dezenas de impostos e taxas da cidade, do estado e do país e não encha o saco!

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Artigo muito bom, porem não vai sair daqui, como nada que seja de interesse de todos, porque para que aconteça, sempre alguem tem que lucrar, é assim as coisas. Infelizmente aqueles que querem andar na contramão do sistema, apenas perdem seu tempo, limpando e derrubando manchas e barreiras que são novamente construidos pelos sucessores.
Acredito que o tudo possa ser tão belo como nesse artigo, mas certamente isso só ocorrerá em uma outra vida.
 
João Luís Flores em 14/01/2011 12:58:38
José Fábio de Castro Santos, acho que voce se enquadra bem nessa parte da coluna:Até porque muita gente está convencida de que uma delas é que nada precisa mudar. Prevalece o mito de que tudo está bem assim como está.
Pobre engano seu.
 
Ewerton Tabosa em 14/01/2011 12:56:43
É tem gente que não faz ideia de que é humanização, enquanto as pesooas acreditarem no seu conformismo vai ser assim com a potencia de arrecadação que o municipio tem se torna uma piada, uma vez assistindo a uma tv vi um tal de "bairro que eu quero" sera que alguem se lembra ah não vem ao caso, o fato é que a manipulação foi tão descarada muitas vezes o asfalto que a coisa + barata e facil de se fazer era campeao o que ninguem estava preocupado é com a velocidade que as aguas de chuva iriam chegar nos corregos minusculos que temos, façam um teste joguem um copo d'agua na terra e numa calçada por exemplo, plano diretor paracoleta seletiva de lixo? por que a prefeitura não concede desconto no iptu para quem intalar em sua residencia lixeiras para separar o lixo solido do organico, a verdade é que quem esta no poder não ouve os cidadãos que são lembrados de 4 em 4 anos!Marinbondo sou yeu fã!!
 
Domingos Savio em 14/01/2011 11:01:08
Sr. José Fábio de Castro Santos — Um dos males grandes males deste país é o conformismo, passividade e inação é um dos grandes males do povo tupiniquim: "sou brasileiro e não desisto nunca". Suas frases ("Campo Grande é uma capital e como toda capital ela atrai pessoas de todos os lugares e com isto tem uma crescimento que o poder público tenta controlar sem consegui por inteiro seu objetivo" e "agora querer coisas como algumas escritas [quais são elas?] no artigo acho meio utopico por causa dos motivo que expus acima"). são de uma passividade acaçapante. Quanto ao seu conselho —"mais aconselhavel para o autor do artigo seria mudar para alguma cidade do interior"—, é perfeitamente dispensável, até porque não sou passivo e prefiro agir como um morenopolitano ativo e lutar pra que minha cidade melhore.
 
Luca Maribondo em 14/01/2011 08:17:40
Artigo muito bom e apropriado - mas, como é que a(s) pessoa(s) que deixam CG nestas condições acreditam que podem governar o Estado de MS? - é uma coisa muito mais complexa, envolvendo infraestruturas muito além da suas possibilidades . Se não for possível consertar buracos na cidade, como vai ser com os BRs? A meta dos governantes não deve ser "uma cidade bonita" (cidade dos onibus, praia Morena, mais 20 shoppings &c.) mas uma cidade viável e confortável para a população - as condições de saúde, segurança e educação são lamentáveis: cada 4 anos as promessas são polidas (tirando pô) para as cidadãos escolher quem vai gastar as verbas dos impostos caros na próxima gestão. Temos que pensar melhor -este artigo deve ajudar.
 
MIchael R Honer em 13/01/2011 07:22:55
É isso ai, excelente a coluna do senhor Maribondo, Campo Grande é isso ai que nós vimos no dia a dia, de quem depende ônibus, ou tem que transitar de carro pelas ruas esburracadas da cidade, este é o retrato, retrato este que vendem totalmente diferente lá fora. Propaganda enganosa. Enquanto a administração da cidade ficar ai, nas mãos de meia dúzia ou da mesma família, que mandam e desmandam e ainda manipulam a imprensa, a cidade vai continuar este caos. As últimas chuvas que o digam...
Aliás onde está a arrecadação municipal??? Todos nós sabemos que praticamente todas as obras na cidade, são de recursos federais...Onde estão nossos vereadores???
Ou melhor as 21 vaquinhas de presépio que o povo elege e reelege?? Mas a culpa de tudo isto é mesmo do próprio POVO!!!!!.
Grato...
 
Jaime Fernandes Júnior em 13/01/2011 03:10:04
Realmente campo grande é uma bela morena....mas só do joelho pra cima...como disse
o nobre colunista.....as vias (pernas) estão péssimas....
 
CARLOS VERGUEIROS em 12/01/2011 11:23:12
Todos os comentários são unânimes. Nestas últimas eleições, um candidato dizia.
- "No meu governo, a educação terá um esforço acima de qualquer interesse, seja partidário, religioso, socioeconômico, racial e outros, um bom projeto educacional, será capaz de melhorar muito, muito mesmo o nosso país". O que aconteceu... a posse já diz...
E é este projeto educacional, que certamente trará para esta nação um beneficio infinito,
mesmo sabendo que levará muitos anos...
 
Moacir V. Ferreira em 12/01/2011 10:19:17
Agora entendi o porque da peça teatral deznecessários e dezimprovisa veio até Campo Grande, por causa da dezhumanização, do dezinteresse publico, das coisas dezcabiveis que acontecem aqui, da dezmoralização de nossa politica e da dezinformação dos cidadãos que aqui residem em relação ao que a prefeitura e governo pretendem fazer conosco.
è isso aí Marimbondo, ferroada 2011, é só no Campo Grande News, só não lê quem é DEZINFORMADO OU DEZMIOLADO... PARABENS LUCA
 
maximiliano nahas em 12/01/2011 05:39:12
A cidade não é desumana. Acontece que tem parte da população, governantes e governados , muito ruim: irresponsável, má educada, doente e sem vergonha. Dirigentes obreiros de não prioridades; o que interessa-lhes são as propinas; valorizar recursos humanos é criar inimigos. Pessoas dando mais valor a alma exterior em vez de estudar, de cuidar da própria saúde e de criar seus filhos melhores, para um mundo melhor. Desumanos portanto somos quase todos nós.
 
Oswaldo Rodrigues em 11/01/2011 12:46:11
Excelente a matéria crítica numa bela crônica. Vale ressaltar que cada povo tem o governo que merece.
Acredito que o "tudo está bem assim como está" tem grande significado para nós deste fundão de quintal brasileiro em virtude do continuismo de idéias dos grupos seletos que nunca deixam o osso da administração pública. O "bastão" de nossa política campograndense fica restrito à esse grupo seleto dentro do "bastião" protegido por interesses peculiares. Talvez, por sermos de um Estado fronteiriço e miolo de continente, onde a miscigenação impera oriunda de todos os cantos do planeta, escolhemos sempre os puros sangues de alguma raça que não seja tropicáliamente brasilis. Tudo bem que ajudaram no desenvolvimento da região, mas isto não garante o domínio exclusivo.
Nós, campograndenses temos um grande defeito quando saímos de nossa cidade, só observamos lá fora aquilo que realmente destaca como coisas incomuns.
O digno cronista poderia elencar uma série de desmandos, erros, desleixos e etc em nossa cidade, mas acho que a matéria seria muita extensa e daria um livro.
Podemos reforçar alguns mais graves; a sincronização dos sinais de trânsitos no centro de Campo Grande é um desastre e um convite à corrida dos 30 metros rasos. Não há intervalos para que o pedestre tenha tempo suficiente para usar sua faixa de direito, pois quando fecha um pista para os veículos já se abre a outra de imediato para os apresssadinhos que estão como numa largada de autódromo. Isto não existe em outros centros urbanos desenvolvidos de outros Estados brasileiros.
Tenho observado recentemente os usários do transporte público passarem por dificuldades ao tomar seus ônibus na praça Ary Coelho. O Poder Pùblico quis copiar o sistema de Curitiba, porém, o plágio sempre não é uma cópia de bom agrado. Aquilo virou a maior confusão e é preferível ir para outros pontos onde aquela idéia maluca não está instalada, desorganizada, sem estruturas que só veio para complicar. Conheço o sistema de transporte público de Curitiba, estive lá várias vezes, e notei que além dos preços de passagens serem bem mais baratos, os sistemas de embarques, as frequências de ônibus são louváveis de muitos elogios. Os pontos de embarques como tentaram instalar aquí, lá é todo de acrílico e muito bem organizado, protegido, seguro sem complicações e sem opções de burlas por parte dos espertinhos, de fiscais ou de quem mal-intencionado. É comum aquí no Brasil o pedestre cruzar as ruas fora de suas faixas, principalmente em Campo Grande onde essas não valem pra nada. Na Praça Ary Coelho onde está instalado o ponto de embarque para quem cometer esses costumes passa pelo vexame de ser interpelado pelo fiscal. (Aí entra a burla: "só vou dar um blá com alguém!")rs.
Outro problema nosso é a Estação Rodoviária que ficou distante, sem hotéis por perto (o preço de um taxi custa próximo de uma diária de hotel 3 estrela). Os taxistas não tem um abrigo decente para se esconder das constantes interpéries da natureza (frio, sol, chuvas torrenciais). Toda vez que chove um pouco mais do normal nossa nova Rodoviária fica inundada. Alí é proibido o turista fazer fotografias, coisa que nem na europa fui impedido e nem nas rodoviárias de nosso país onde estive (várias de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso). Transimte a impressão que algo estranho acontece alí e não pode ser desvelado.
Hoje, a população aplaude de pé as obras que estão dando destaque em nossa cidade, mas é bom lembrar que isto não advém de nosso IPTU. São obras de verbas federais do PAC.
Para terminar, nossa mídia corporativa fez tanto barulho para trazer a Copa para cá. Quais seriam mesmo os interesses? Cifrões para zipar a boca?
 
Ezio José em 11/01/2011 11:35:45
Concordo com muito do que disse e discordo do mesmo tanto. Vai me dizer que você é um exemplo a ser seguido? Trafega pelo trânsito via transporte coletivo, nao joga nenhum lixo nem ela janela nem no chão, da lugar a gestante, lactante e idosos em uma sexta feira as 18 horas no transporte coletivo? Olha, acredito que a hipocrisia é o pior defeito do ser humano. Nosso governo que tem que mudar, precisamos de mais árvores e menos prédios, enquanto nossos politicos aumentam o salário deles, muitas pessoas ficam reclamando da dublagem feita pelo filne da Globo... Perai! Está certo que precisamos educar nossos filhos, mas antes precisamos realizar algo para que sigam o exemplo e continuem o feito. Sou pai, tenho um filho de seis anos. Além das nossas crianças (futuroa governantes da cidade) temos que trabalhar com nossos governantes, afinal se ele, por definição, é o representante do povo, e nós somos o povo, de uma certa forma, ao sermos permissivos e liberais, somos nós os responsáveis por vivermos no tão criticado lixo de cidade que vivemos, pois muitos já estão acomodados, sentam em sua cadeira e reclamam o dia todo, mas cadê a atitude? Cadê a atitude?
 
Filipe Paniago em 11/01/2011 10:57:02
Talvez o Sr esteja falando de uma outra Campo Grande, porque na que eu vivo com minha família é uma cidade linda , muito bem cuidada e muito bem administrada, mas se o Sr estiver falando da capital de MS eu convido-o a sair do conforto de seu escritório da frente de seu PC e andar pela cidade e ver que falta alguma coisa a fazer sim, mas a grande maioria das coisas já foram feitas, casas populares, escolas,escola em tempo integral ceinfs, PSF, asfalto, rede de esgoto, agua encanada, melhorias no transito...,pra mim isso é humanizar a cidade, talvez o Sr tenha outro conceito a respeito, só não aceito populismo barato e desqualificado pq isso não nos leva a nada e essa cidade não aceita esse tipo de pensamento e atitude, prova disso que digo se teve em outubro passado. mas ande mais pela cidade e veja que os problemas que ainda existem nela são frutos de seu crescimento.
 
serpa neto em 11/01/2011 10:17:44
Artur, assim que soube da materia de Veja sobre as cidades tinha certeza que Campo Grande seria a Campeã. Foi triste saber que nem mesmo comentarios sobre nossa cidade havia lá. Olha, enquanto continuarmos com essa mania de grandeza dizendo que Campo Grande é a melhor cidade do Brasil, como por exemplo:"Campo Grande e 100 vezes melhor que Cuiaba", frase de um cidadão quase da nossa cidade, não iremos a lugar algun.
 
AGRICIO ARAUJO em 11/01/2011 05:24:02
Os comentarios do Luca são perfeitos, é bem assim mesmo, mas o que mas chamou a minha atenção são aqueles sobre as ruas esburacadas- eu digo esburacadas e abandonadas - nunca vi Campo Grande com ruas tão ruins, acho que as ruas de pedras da decada de 80 e 90 eram bem melhores. O pior de tudo é que os nossos politicos jão estão se movimentado para as eleições de 2012, quando deveriam estar se movimentando para salvar Campo Grande do caos. Caos Av. Guaicurus, Euler de Azevedo, Calogeras, Afonso Pena, Bandeirantes e, principalmente, Caos corrego Anhandui que esta sofrendo crime ambiental todos os dias. Salvem Campo Grande!
 
AGRICIO ARAUJO em 11/01/2011 05:17:49
PRECISAMOS VER NA CIDADE, APENAS TÓTENS INAUGURANDO A VIDA E SUA MAIS PERFEITA FORMA DE VIVER.

És uma linda morena, ó cidade encantada desde as épocas de outrem...

NADA ESTÁ PERDIDO, AINDA TEMOS MUITA ESPERANÇA E VONTADE DE MUDAR O QUE POR HORA ESTÁ ERRADO.

ESSA INTERIORANA CAPITAL DO ESTADO, É LINDA, DE BELEZA SEM IGUAL.

PARABÉNS PELO ARTIGO, PENA QUE 1% DA NOSSA POPULAÇÃO DISPENSA 10 MINUTOS PARA UMA BOA LEITURA DIÁRIA E SÓCIO-EDUCATIVA.

ABRAÇO
 
Juliano Vaka em 11/01/2011 04:36:58
Concordo plenamente contigo, acrescento o fato irrevogável de que aqui, quem comanda o trânsito são as camionetes, quanto mais pontente o motor, menos inteligente o condutor. Passam por cima de qualquer coisa que esteja em seu caminho...
 
Marco Cardoso em 10/01/2011 11:59:23
O problema só será solucionado quando a humanidade obrir os olhos em relação aos governantes e em relação a indústria. A primeira dita o comportamento social (ordena que se trabalhe e pague os impostos) e a segunda dita o consumo (compre um carro novo a cada ano, um celular moderno a cada seis meses). O povo tem que se conscientizar de de é ele (o próprio povo) quem deveria ditar as regras, dizer como serão as relações sociais e o que deve ser produzido e em que quantidade. Ou seja, nunca teremos uma solução para esses problemas, já que as pessoas adoram reclamar do governo, mas nunca tomar uma atitude verdadeira (como votar de forma inteligente), e adoram também a cegueira cômoda do consumismo descabido.
 
Tiago Butarelli em 10/01/2011 11:17:49
Concordo com o que foi dito e digo mais, não basta contruir praças e fazer leis, o poder público tem que fiscalizar, cuidar, tomar conta do patrimônio público, pois é dinheiro nosso, não basta contruir postos de saúde por exemplo, se não colocar médicos suficientes para atender a população, concordo com o João Carlos tudo é uma questão de educação e digo mais de conciência do cidadão, mas para isso é preciso que as pessoas se sintam como cidadãos. A algum tempo vi um carro com um adesivo contra a instalação de usina de álcool no pantanal, mas no entanto do seu interior jogavam garrafa pet na rua e papéis de embrulho, onde então estava a conciência ecológica apregoada no adesivo do carro?
 
Milton de Alcântara em 10/01/2011 11:02:11
Realmente o artigo expressa tudo que acontece na cidade sob os olhares complacente de seus habitantes Sr. Luca, Estes dias li um ponto de vista em uma revista que dizia sobre o "deficiente cívico" , aqule que não est´´a nem ai para o direito do outro, e Campo Grande está cheio deles, e para que essa questão e outras possam serem resolvidas concordo plenamente com o João Carlos Maciel tudo é uma questão de educação, devemos ensinar as nossas crianças desde cedo o civismo, partindo dos próprios pais indo até a escola. É um trabalho que demora a dar resultados, más de algu
 
Milton de Alcântara em 10/01/2011 10:48:21
Muito bom o artigo, o autor consegue retratar o q a maioria dos campograndenses sentem mas não falam...essa cidade é desumana, sem atrativo para a coletividade, especulativa.
Falar dos defeitos da cidade parece ser proibido típico de um país que acostumou com o LULISMO.
 
Juarez Souza em 10/01/2011 10:45:03
Cá estou eu novamente à dar os meus pitacos...Sr. Luca, concordo com quase tudo o que dissestes, porem, acho que faltou dizer que talvez a maior mudança que deveríamos fazer seria na educação. Sim na educação, porque quando passamos no centro da cidade e vemos as lixeiras vazias e o chão apinhado de lixo é uma questão de educação, quando reclamamos dos nossos governantes que não estão fazendo o que deveria ser feito, também é uma questão de educação, pois fomos nós que escolhemos os nossos governantes e nem sabemos como cobra-los(VIVA A DEMOCRACIA), e por fim, AMO A MORENOPOLIS VOU CRITICAR, PORQUE QUERO VE-LA CADA VEZ MELHOR E NÃO VOU SAIR DAQUI!!!
 
João Carlos Maciel em 10/01/2011 10:15:57
Concordo absolutamente com vc caro Luca, mas quero deixar neste comentário somente um exemplo do descaso do prefeito atual e de tantos outros que passaram pela Prefeitura desta Capital, a Avenida "Afonso Pena" porta de entrada de nossa cidade, pelo menos para quem aqui chega vindos de todas as partes do país via aeroporto, simplesmente vergonhoso, o asfalto que alí esta foi feito nos anos sessenta, e de lá para cá só recebe remendos, operações tapa-buracos e todo tipo de disfarces que se possa imaginar. Toda vez que por alí trafego, me sinto como se estive viajando pela antiga estrada entre Jardim e porto Murtinho-MS,antes do asfalto, ou seja participando de um verdadeiro raly, com direito a solavancos e sobressaltos dignos de uma aventura do gênero. Só resta o lamento e a indignação!!
 
Carlos Gonzales em 10/01/2011 08:08:01
Excelente texto, retratou de forma precisa a necessidade de mudança imediata para que possamos viver em uma cidade melhor, nossa cultura precisa ser revista, a idéia do individualismo está ultrapassada, temos que implantar políticas visando o bem estar da coletividade, todos os integrantes da urbe são cidadãos e merecem ser respeitados e reconhecidos e não apenas uma minoria como se vê atualmente. O provincianismo exercido em frases feitas de que a cidade é feita de gente honesta e amiga se faz um tanto demagógico, já que essas qualidades não bastam para tornar uma cidade melhor, se fosse assim, a maioria das cidades da região norte e nordeste do nosso país estariam entre as melhores do mundo. Não podemos nos acomodar achando que nossa cidade é perfeita e pregar a política dos incomodados que se mudem, temos que rever nossa política urbana e reconhecer que diante das poucas mudanças que houveram nossa cidade caminha a passos largos para o caos.
 
Tobias Gomes em 09/01/2011 12:06:32
porque voces não fazem uma reportagem sobre a qualidade do asfalto de campo grande, uma vergonha, um asfalto de péssima qualidade, é só verificar a avenida bandeirantes inteira e constatar que o asfalto da cidade é uma vergonha. não adianta prefeitura construir novas vias, efetuar mudanças no trânsito, se a vias principais, que necessitam de manutenção constante, estão a merce do tempo e do desgaste. a av tamandaré, do trecho entre a julio de castilhos e o supermercados comper também é uma vergonha, assim como a julio de castilhos também, até a avenida afonso pena, do aeroporto até o centro da cidade é uma vergonha, outro exemplo é a rua quatorze de julho do centro, até as proximidades da feirona, uma vergonha também. porque não temos um asfasto plano, sem ondulações e remendos como nas grandes cidades brasileiras...olhem para o asfalto de belo horizonte, olhem para os asfalto de florianopolis, olhem para o asfalto de qulaquer cidade do interior de sp e voce verá que cgr é UMA VERGONHA!
 
HUDSON FABIO em 09/01/2011 07:21:42
quando é mesmo que a prefeitura vai melhorar a qualidade do asfalto das principas ruas e avenidas da cidade? o asfalto de campo grande é uma porcaria, todo remendado, de péssima qualidade, é só dar uma chuvinha, que logo vem a buracada...atravessar a avenida bandeirantes é um desaforo, pra quem mora na região sul da cidade e tem que atravessar a bandeirantes todos os dias...impecheament de nelsinho trad já!
 
HUDSON FABIO em 09/01/2011 07:07:51
Gostei muito do texto. É isso aí ... Parabéns, Maribondo !!! Peço desculpas pelo surrado trocadilho, mas você deu uma bela ferroada nos poderes públicos constituídos. Aqui, é praticamente impossível participarmos dos destinos da cidade. Tudo vem de cima para baixo, prontinho, formatado, regularizado e colocado guela a baixo da população.

Não há discussão com a população e nem mesmo os cursos de arquitetura da cidade são consultados. Fico me perguntando o porquê disso. Acho que no seu texto, prezado Luca, agora menos Maribondo, faltou uma palavra, uma palavrinha, que explica em grande parte as opções urbanisticas de Campo Grande. Plaenge. A prioridade número da Campo Grande atual chama-se Plaenge. Tudo é realizado para favorecer os negócios da citada empreiteira.

Construir edifícios ao redor do Parque das Nações Indígenas, salvo engano desrespeitando as leis ambientais da cidade, e acabando com o nosso conhecido pôr do sol vermelho para quem caminha no parque, utilizando o bordão de uma comediante global, pode. Para a Plaenge pode. Cimentar todos os arredores das parques da cidade em prol da especulação imobiliária também pode. Resta, depois, construir piscinões para conter a água das chuvas.

Fechar uma das pistas da Afonso Pena perto do Shopping, durante vários dias, tornando caótico o trânsito da região, falem comigo, de forma uníssona, pode... Ai de mim, ai de nós, socorro, para a Plaenge tudo pode.

Cadê o humano na administração da cidade? Planejar a cidade pensando no bem estar da parte majoritária da população e na ecologia, pode? Para os atuais governantes, não pode ...

Abs
 
Paulo Camargo em 08/01/2011 12:08:17
Concordo parcialmente, o que falta é olhar para os mais carentes e manutenção do que já possuimos, os politicos (prefeitura e governo do estado) estão preocupados em fazer as malditas placas com numero de obras, faz-se um meio fio onde não há calçada e lá vai mais uma placa, OBRA NUMERO 50.527 PREFEITO NELSON TRAD QUE FEZ, fez e esqueceu, depois que a placa foi colocada esquece filho, nem a grama será cortada, foi feita uma alameda em homenagem a Arquiteta Urbanista, já falecida, Iris Ebner, fica nas imediações do bairro dos autonomistas, quando foi inaugurada ficou linda, uma alameda simpatica de bom gosto, onde foram feitos totens com quadros da arquiteta feitos em cobre por nossa artista plastica Neide Ono, a iluminação ficou linda, bancos, arvores, enfim deu até um visual europeu, passe por lá hoje, todas as placas foram furtadas, todas as luzes foram quebradas, onde havia grama, hoje só há mato, já mandei inumeros e-mail para o prefeito e para seu acessor, até hoje não obtive nenhuma resposta, desisti, na praça do Radio Clube, onde há o parquinho para as crianças brincarem há também fios de eletrecidade passando soltos entre a areia que as crianças brincam, Deus me livre mas se um dia desencapar um fio desses lá vem tragédia, e quem tinha que remunerar a familia da futura vitima devia ser o prefeito na posição de pessoa fisica e não a prefeitura, pois assim nós mesmo estariamos pagando com nossos impostos, o correto é quem deixou ficar assim pagar, nossa cidade está repleta de parques, praças, quadras e varias opções de lazer, mas todas estão sem manutenção, todas estão caindo aos pedaços, porque para o prefeito é mais vantagem fazer novas praças do que conservar as que ai estão, porque nas novas ele pode colocar mais e mais placas, é triste, mas é verdade, e o povo engole, se reclama, toma um showzinho gratis pra população e pronto, nossas ruas são largas, mas são esburacadas, falta a manutenção, nosso povo não é tão educado, o que impressiona o turista é que aqui não se buzina, dificilmente voce ouve uma buzina no transito, nossas ruas não são tão sujas assim Marimbondo, ande na cidade de São Paulo, Rio de Janeiro, Natal, Salvador, ou em qualquer outra capital que não seja da regiao sul do pais, todas são mais sujas do que a nossa, podia melhorar? claro que podia, mas a população não ajuda, nós não buzinamos, mas como jogamos lixo na rua, é impressionante, estes dias vi jogarem uma lata de refrigerante pela janela de um carro e fui reclamar, QUASE QUE APANHO, o cidadão educadíssimo, cuja mãe deve ter gasto rios de dinheiro para que ele se tornasse uma pessoa pelo menos convivivel, me mandou praquele lugar e mandou eu cuidar da minha vida, eu vou discutir? Nem morto, porque se matam crianças a tiro em pleno centro as duas da tarde imagina o que fariam comigo se fosse tirar satisfação com louco e porco, deixa quieto, é impressionante a quantidade de pessoas armadas que há em Campo Grande, acho que quando a policia faz blitze eles perguntam: Documento do veiculo, ok, carteira de habilitação, ok, o senhor está armado? sim? OK.
 
MAXIMILIANO NAHAS em 08/01/2011 10:15:05
O texto é bom, a leitura meio confusa. Com relação a nossa cidade, deêm uma volta pela periferia, não fiquem olhando os buracos do centro. Ruas sem asfalto, terreno baldio se transformando em lixão, esgoto a céu aberto, 40 minutos de espera por um ônibus coletivo. É triste, acho que a prefeitura deveria olhar essas regiões com mais atenção. Para quem vive no "asfalto" a cidade até que é bonita, cheia de prédios imponentes, avenidas largas. E a periferia? O Prefeito gastou em 2010 quase 40 milhões em obras contra as enchentes, Adiantou? Será que nao poderia gastar menos com essas obras mal projetadas e gastar mais levando infraestrutura para a periferia?
 
Joao Batista em 08/01/2011 09:03:20
Sou Campograndense de coração estando na capital desde 74, e de certa forma acompanhei o crescimento da capital morena. Luca Maribondo tem razão em seu comentario, embora com a sociedade que temos,seja um pouco utópico. Conheci algumas capitais no Brasil e digo sem bairrismo, poucas são melhores pra se viver do que a nossa quentissima Campo Grande. O que falta para Campo Grande é um projeto serio e pensado para 10, 20, 30 anos. Nossos políticos ultimamente so pensam nos quatro anos de seus mandatos. Não existe uma grande obra que embeleze a cidade. Aquele cruzamento da 31 de março com Afonso pena em frente ao Shooping, deveria ser embelezado com um moderno viaduto. No entanto as últimas obras, a chuva tem levado. Veja o exemplo da via morena. Toda agua de chuva desde o morenão até o prque de exposições, está sendo levada para os fundos do shoping norte sul, ocasionando a cada chuva todo auele prjuízo, que com certeza alguem vai pagar. Isso ocorre por falta de planejamento, não basta apenas construir largas avenidas, é preciso pesar o ônus e o bonus.
 
Valter A. Oliveira em 08/01/2011 08:43:00
MAXIMILIANO, assim como coloquei em meu comentário, concordo com você. Muitas vezes a população não ajuda. Eu moro não muito longe da praça do Papa, e naquele local foi necessário a presença de um segurança para que não fosse destruída. Outro exemplo é a Orla, que antes mesmo de estar pronta, já havia sido pixada em diversos pontos. Por isso volto a ressaltar que não se pode culpar unicamente a Administração Pública.
 
Rafael Pleutin em 08/01/2011 07:57:25
O tema é sempre atual e importantissimo, a materia tem total profundidade, até porque o nobre jornalista conhece bem a cidade. Parabés. Quero surgerir que quando a matéria for tão intensa que se faça em capítulo.
 
gabriel serafim da silva em 08/01/2011 02:11:04
Achei interessante a forma como o autor destacou esses pontos e até concordo com a maioria das coisas que foram escritas, no entanto, a partir do momento em que jogamos toda a responsabilidade nos ombros da Administração Pública, estaremos nos esquecendo do papel que deve ser cumprido por cada um de nós. Será que sempre que ocorre um acidente no trânsito, é por irresponsabilidade pública? Quem aqui que não conhece ao menos uma pessoa que costuma dirigir embriagada? As ruas estão cobertas de lixo? Será que é a falta de coleta, ou será que é a falta de consciência? É necessário a construção de mais locais para lazer assim como o Shopping Campo Grande, que é ponto de encontro de briga entre jovens? Indubitavelmente a Administração Pública tem que ter em mente que Campo Grande, não pode ser GRANDE apenas no nome, mas sim em todos os sentidos. Porém, esta responsabilidade cabe a TODOS. O que eu faço? O que você faz? O que nossos filhos farão? São questionamentos necessários para o progresso. Você já leu o livro "Utopia" de Thomas Morus? Observe o papel da sociedade perante o cumprimento de suas obrigações. Se quisermos mudar o mundo, devemos começar por nós mesmos!

 
Rafael Pleutin em 08/01/2011 01:24:57
Peço licença para acrescentar algo no meu comentário já realizado, e gentilmente publicado pelo campo grande news, abaixo. Quero dar um exemplo bem concreto dos desmandos apontados. Refiro-me as obras do cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Via Park. O cruzamento ficou um longo tempo interditado para obras. Acho que a maioria das pessoas teve paciência, e também quase perdeu a paciência, ao passar pela região. Lamento informar mas, infelizmente, o problema não foi solucionado nem para os dias correntes e muito menos para o futuro.

A solução definitiva para o problema do grande fluxo de veículos na região, mesmo para um leigo em urbanismo como eu, é muito simples. Bastava a construção de um viaduto. O trânsito nas grandes cidades seria ainda mais insuportável, e acredito totalmente inviável, sem a presença dos viadutos.

Bem, as obras do citado cruzamento não optaram pela construção de um viaduto. Ai, novamente socorro, meus sais, por gentileza... Está sendo construído um edificio no cruzamento. Não ficaria legal para os moradores um viaduto passando em frente aos primeiros andares do prédio. Qual é a construtora responsável pela construção do edifício??? Não me diga que é a Plaenge !!! Digo. Lembre-se a Plaenge pode.

Toda a vez que ficar preso no congestionamento da Avenida Mato Grosso com a Via Park, por enquanto somente nos finais de tarde, irei concluir de forma categórica. Plaenge, a culpada é você. Vamos fazer justica a Plaenge. Ela não é a única responsável. Na Assembléia Legislativa, assisti pela TV Assembleia, existem muitos deputados que defendem a Plaenge. Já realizarem uma audiência pública em desagrado as "calunias" feitas a Plaenge. Caramba. Os deputados que deveriam fiscalizar são os primeiros a defender esse tipo de urbanismo para a nossa cidade morena.

Não vou citar os nomes dos deputados. Assistam a TV Assembléia. É uma forma excelente de conhecermos a classe política do nosso estado. A raposa está tomando conta do galinheiro. Por quanto tempo?? Não sei. Mas, o que não está bom, tem que mudar.

Novos abs

 
Paulo Camargo em 08/01/2011 01:15:07
GOSTEI MUITO DO COMENTÁRIO DO LUCA MARIBONDO.
SOU DO INTERIORRRRRRRR DE SÃO PAULO,MORO AQUI EM CAMPO GRANDE HÁ DOIS ANOS.GOSTO MUITO DA CIDADE MORENA ,GOSTAMOS...EU E MEUS DOIS FILHOS JULIANA E RODRIGO.
SÓ QUE PARTICULARMENTE EU ACHO QUE A CIDADE PRECISA DE MAIS ATENÇÃO DOS GOVERNANTES, A CIDADE É SUJA,MAL TRATADA O QUE É UMA PENA A CIDADE É TÃO BONITA E GOSTOSA DE SE VIVER, APESAR DE SER LONGE DE TUDO,DIGO... LONGE DAS DEMAIS CIDADES.
E....APROVEITANDO A OPORTUNIDADE,QUERO MANDAR UM RECADINHO PRO PREFEITO.PREFEITO AS LIXEIRAS DAS RUAS DO CENTRO ESTÃO UM LIXO O SENHOR NÃO ACHA QUE TA NA HORA DE TROCA-LAS?
UM FORTE ABRAÇO
DA CAMPO GRANDENSE POR OPÇÃO
CARMEM
 
carmem camargo em 07/01/2011 11:41:42
A cidade mudou, disto não há dúvida.
Campo Grande é uma capital e como toda capital ela atrai pessoas de todos os lugares
e com isto tem uma crescimento que o poder público tenta controlar sem consegui por inteiro seu objetivo.

Agora querer coisas como algumas escritas no artigo acho meio utopico por causa dos motivo que expus acima.Mais aconselhavel para o autor do artigo seria mudar para alguma cidade do interior.
 
José Fábio de Castro Santos em 07/01/2011 10:19:57
Brilhante o texto. Alías, brilhante e lúcido como pouco de vê por aqui. Logico, será bombardeado por comentários discordando de quase tudo isso. Normal. Faz mais de década que somos bombardeados com a propaganda de que somos a melhor capital do País. E ja se tem uma geração inteira que acredita ser CG melhor que Curtitiba, Florianópolis, etc.
Recentemente, a revista Veja publicou uma matéria sobre o deslocamento do desenvolvimento para as cidades médias e do interior. Foram listadas 150 cidades, e Campo Grande foi totalmente ignorada. Nos falta mais que planejamento. Falta estratégia de crescimento. Enquanto os governantes de plantão nos iludem com idéias como instalação de fábrica de automóveis, perecemos da falta de criatividade real: cidades como a nossa jamais construíram automóveis. Que façamos como Floripa ou Campina Grande, que preferiu atrair empresas que fabricam sotware de computadores, e assim investir na formação desses profissionais, a partir das universidades, por exemplo.
Já não somos uma cidades de muitas arvores. Já não temos o clima agradável, ameno. E qualquer meia hora de chuva aterroriza a todos. A violência (basta ler as notícias desse site) é crescente. Estamos todos, então, à merce da criminalidade e nas mãos de uma geração de políticos moderninhos que querem resolver graves problemas tuitando e outros que administram aos gritos... Que Deus tenha pena de nossa cidade.
 
Arthur Netto em 07/01/2011 09:36:55
Sr. Eder Silva. Sua versão morenopolitana do bordão "ame-a ou deixe-a" é interessante, mas um bocado chauvinista.
 
Luca Maribondo em 07/01/2011 09:00:07
Apesar de não concordar totalmente com algum (excesso) de arrogância distribuído ao longo do desabafo, concordo com o ponto de humanizar a cidade. Mais calçadas, mais árvores, mais sombras, mais praças, mais verde. Nesse ponto, concordo completamente, no quesito "cidade jardim" com a qual Campo Grande foi concebida na virada do século XIX para o século XX.
 
Renan Helix em 07/01/2011 07:54:14
Acho seguinte - amo minha cidade - apesar de todos os problemas que ela tem - mas é a nossa morena - é onde ganhamos o nosso pão de cadan dia, as pessoas que aqui moram são acolhedoras - amigas - cada lugar tem os seus problemas - se não gosta de onde mora, procure outro lugar para viver esse nossos pais é tão grande e gereroso. é assim que eu penso - pelo menos todas as pessoas que conheço são trabalhadoras e honestas.

 
Eder Silva em 07/01/2011 06:55:18
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