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    com Manoel Afonso


27/01/2012 11:00

Amplavisão

Manoel Afonso

‘REVANCHE’... Apaniguados do PT na administração estadual podem estar com os dias contados . Com o ‘episódio Funasa’, o PT priorizou Teruel e agora André pode usar a caneta para responder a provocação. A conferir...

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A COLUNA é lida na capital, médias e pequenas cidades. No rol de leitores há gente de todas as classes sociais e tendências políticas. A abordagem generaliza as questões, mas são inevitáveis as comparações com os personagens de cada comunidade.

AS CIDADES, independentemente do tamanho, apresentam o mesmo pano de fundo. Os personagens do cenário sócio-político com poucas variações. Prevalece neles a luta pelo mando, a vaidade e a frenética busca pelo reconhecimento.

O ELEITOR já faz o jogo. Malandro, não se manifesta sobre as mudanças de postura de candidatos. É assim o porteiro do prédio, o frentista do posto, a caixa da farmácia e o garçom do restaurante - antes ignorados - agora paparicados.

CLARO! A aferição do candidato não passa exclusivamente pela popularidade. Pesa primeiro seu caráter, seu preparo gerencial/ capacidade de aglutinar forças políticas ( do bem) em seu projeto político. É isso que dá credibilidade.

CREDIBILIDADE é o ‘xis’ da questão. É absolutamente indispensável. Abre portas, vence resistências e convence até os céticos de plantão. Ela é uma espécie de chave da ignição de qualquer candidatura. Sem ela, não ‘pega’ nem no tranco.

POPULARIDADE Merece avaliação criteriosa. Se ela for apenas localizada, numa determinada classe social ou região, não prospera. É preciso detectar se ela tem o poder de contaminar e influenciar outras classes sociais.

A VANTAGEM da credibilidade aparece na comparação dos atributos pessoais dos concorrentes. É como o candidato perante a banca examinadora: tem que mostrar conhecimento. Divagações ilustrativas de nada valem.

ENQUANTO a base de sustentação da credibilidade é sólida/consciente/imutável, a popularidade às vezes se apóia apenas no eleitorado volátil, sem consciência política, sujeita portanto a mudanças ao longo de uma campanha.

O DISCURSO da crítica tem fôlego curto. É próprio do populismo. É preciso ir além, com propostas compatíveis e convencendo literalmente o eleitor de que ele - candidato - tem capacidade gerencial e política para executá-las.

OS LIMITES da credibilidade e da popularidade são fixados ao findar o discurso da encenação e iniciada a campanha. O eleitor, como no futebol, foca o mais popular, exigindo dele o melhor desempenho.’ Pobre Neymar contra o Barça’.

UMA CAMPANHA dificilmente se decide num lance de sorte, como é no futebol. Ela é longa, recheada de escaramuças, exigindo fôlego e estrutura (equipe) dos candidatos. Que os pretensos candidatos pensem bem sobre isso.

JOSÉ ANCELMO Mais que um conselheiro, um grande papo, embora mineiramente adote o hábito de ouvir mais. Tem uma visão sensata, experiente do universo político. É figura querida por onde transita. Impossível não gostar dele.

‘OBAMA’: “É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos a liberdade de imprensa.”

‘O NÍVEL’ O índice de reprovação para ingresso no magistério reflete a quantas anda o preparo desse pessoal. É o efeito dominó: profissão que não é bem remunerada atrai apenas os idealistas e uns poucos competentes. Não é?

‘FROUXOS’ Em todo o mundo o povo vai às ruas para protestar contra a corrupção, escândalos e até aumento do preço do pão. Aqui não acontece absolutamente nada. Até parece que os poderes públicos cumprem corretamente seu papel.

LEMBRETE Antes de chegar ao poder, o PT era craque em matéria de protestos. Hoje recolheu o ‘flap’. Mas quando é preciso, como no recente episódio contra o Kassab na Praça da Sé, terceiriza e orienta os‘manifestantes’.

NESTE ano – de eleições – veremos manifestações encomendadas, direcionadas contra determinados personagens regionais. Mas contra o Governo Federal continuará reinando essa calmaria suspeita. É muita coincidência, hein!

AZAMBUJA se apóia na primeira eleição de André para tentar a prefeitura da capital. Iniciativa louvável, por sinal. Mas lembro: o ‘italiano’ teve o apoio do governo estadual comandado por Wilson. E isso contou muito. E como!

‘TAPAS & BEIJOS’ O PMDB comporta-se como mulher de malandro. Leva porradas de vez em quando, bronqueia, mas não ‘aparta casa’. Temer faz a contabilidade fria e calculista: não é hora de sair da garupa. Segue a ‘galopeira’.

‘É NORMAL’ O cidadão estrangeiro fica pasmo com as tragédias urbanas no Brasil e principalmente diante da nossa passividade. O episódio recente no Rio mostrou exatamente isso. Um povo, acima de tudo, sem indignação.

A PROPÓSITO Obama falou nesta semana sobre os valores da Nação Americana. Deu inveja! Eu fico aqui matutando: ‘há ambiente no Brasil para fazer esse tipo de abordagem?” “E quais são os valores do povo brasileiro?”

“Fique tranqüilo. Sempre se pode provar o contrário”. (Millôr Fernandes)

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Já não vemos protestos como antigamente, e nunca tivemos tantos motivos para protestar como agora. Isso se deve ao fato de que quem protestava eram os integrantes da chamada "esquerda", os quais hoje em sua grossa maioria, estão "empregados" em todas as "tetas" possíveis oferecidas pela politicalha brasileira. Um ditado bem atual: O OPRIMIDO NÃO VÊ A HORA DE SE TORNAR OPRESSOR.
 
valter oliveira em 03/02/2012 11:45:26
Manoel Belo. Quanto tempo já faz que a ditadura se foi heim? é correto culpar o regime pela nossa anemia de hoje? Naquele tempo as edições estavam cheias de esquerdistas e recebendo dinheiro do governo. E protestos contra a corrupção sem nomes, sem caras, genéricamente como vemos é inócuo.
 
John Alves em 30/01/2012 11:21:28
Olá Xará. Todos os ítens apresentados são muitos interessantes. Gostaria de comentar sobre o ítem "frouxos". Achei bastante coerente. Sua abordagem, me leva a refletir e fazer algumas indagações: Seria uma herança dos períodos de ditadura? Será que os grandes críticos deste período morreram ou assasinaram seus ideais? Será que ainda somos refém do poder, e manifestar é assumir riscos indesejáveis?
 
Manoel Belo Viração Filho em 28/01/2012 12:05:45
Manoel Afonso, a leitura de sua coluna se tornou mania, e os pitacos, uma coceira; por vezes, relutamos em comentar, porém, é quase impossível, dada a maneira com que voce coloca as questões, dando assim, abertura para que seus leitores se sintam a vontade em se expressar. Os itens credibilidade e popularidade chamam nossa atenção, e, impossível de desconsiderá-las. Imprescendíveis argumentos.
 
bene rodrigues da costa em 28/01/2012 10:37:32
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