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    com Manoel Afonso


21/11/2014 11:05

As relações estranhas dos prefeitos e as igrejas

Manoel Afonso

AGUENTA! Circulou no saguão da Assembleia Legislativa o livro de assinaturas para criação do Partido Ecológico Progressista. Outras 21 siglas aguardam legalização; entre elas, o Partido Militar Brasileiro, o Partido Pirata do Brasil e o Partido dos Servidores Públicos.

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AZAMBUJA Sabe que um governador deve ter o Chefe da Casa Civil articulado politicamente, o Secretário de Fazenda afinado e o presidente da Assembleia Legislativo de total confiança. Esse triunvirato garante a governabilidade tranquilamente.

PÉS NO CHÃO Assim defino o vereador Elizeu Dionízio que obteve 39.074 votos para a Câmara Federal. Diz que a condição para substituir Márcio Monteiro em Brasília seria a renúncia do tucano e não sua simples licença como se prega por aí.

ELIZEU é um rapaz preparado, tem futuro político desde que não se empolgue e não faça bobagens. Renunciar a vereança sem segurança do mandato na Câmara Federal, seria trocar o certo pelo duvidoso. E Márcio Monteiro, topa renunciar?

INCERTEZA Será que o PMDB esquecerá suas rusgas e escolherá Marquinhos Trad para tentar a prefeitura da capital em 2016? Após os últimos dois desastres eleitorais presume-se que os velhos cardeais tenham aprendido a lição das urnas.

BALANÇO Não há no PMDB outro nome com densidade e sem desgaste eleitoral. Os 35.007 votos (dobro do 2º colocado) que ele obteve na capital nas últimas eleições comprovam isso. Essa prevenção contra a Família Trad não leva a nada.

E AGORA? Depender de um partido ainda em formação é complicado. Marquinhos sabe disso. Quem garante que Marina Silva aceitará a filiação dele à REDE? Qual seria mesmo a afinidade do deputado com a complicada ex-ministra de Lula?

REPENSAR Para Picarelli o PMDB precisa sim exorcizar seus fantasmas para ter um bom desempenho em 2016. O deputado entende que o partido não pode abrir mão de uma candidatura competitiva na capital e que Marquinhos tem um bom currículo.

EMBOLORADOS Em todos os níveis tanto o PMDB como o PT não se oxigenaram e vão sofrendo o desgaste do tempo. Aqui não é preciso fazer muito esforço para detectar as velhas figurinhas que dão as cartas e por conveniência não querem gente nova.

O QUADRO Hoje o PT tem em Zeca o melhor nome para concorrer a prefeitura da capital. Mas teria dificuldades para se contrapor ao discurso de renovação da vereadora Rose e até de candidatos alternativos como o colega Tatá Marques, por exemplo.

TUDO PODE Na capital, partidos nanicos poderão lançar candidatos alternativos ligados a mídia , ao invés de negociar seu tempo no horário eleitoral. E mais: alguns ‘dirigentes partidários estão estigmatizados’, com o prazo de validade vencido.

PREOCUPA Com a saída de Jerson Domingos abrirá um vácuo na referência de liderança e comando na Assembleia Legislativa. Sua capacidade de agregar supera divergências partidárias. Não vejo outro nome com sua estatura para substituí-lo.

JERSON transita bem em todos os poderes, é bem informado, é de fato o chefe da Casa Civil do Governo. Para os profissionais da mídia que atuam na Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas será enriquecido com a chegada de dele.

’SUGESTÃO’ Que tal se criar a associação dos prefeitos e vereadores afastados por suspeita de corrupção e irregularidades no MS? Poderiam aprender, por exemplo, como dar entrevistas coletivas para tentar explicar o injustificável. De leve...

EM CASA como se diz, é que ‘são elas’. Como lidar com os filhos antenados que pedem explicações pelos fatos na mídia e dos comentários maldosos dos colegas de escola? E esse pessoal terá coragem para continuar morando na cidade?

A INSPIRAÇÃO para ‘atravessar o sinal’ viria dos exemplos escabrosos que estão no noticiário e na avaliação equivocada da própria inteligência. Será que a humilhação inesquecível pela prisão, servirá como reflexão a muita gente que se diz ‘esperta’?

A PERGUNTA que se faz ao Ministério Público Estadual de cada Comarca: até onde as prefeituras podem disponibilizar ônibus para transporte de fieis de igrejas, como se vê com frequência na maioria das cidades? A administração pública não é laica?

ESTRANHO que o MPE não tenha atentado ao fato. Lembro: no caso de acidente envolvendo os passageiros destes ônibus, o município terá que responder também pela indenização às vítimas e seus familiares. E isso acabará estourando no prefeito.

A RELAÇÃO dos prefeitos com as igrejas é contaminada pelos interesses eleitorais. Pelo visto ignoram a orientação da própria assessoria jurídica, confiam na sorte e não querem quebrar uma ‘tradição ilegal’ da boa convivência com os religiosos.

EXEMPLOS? Ônibus escolares de prefeituras interioranas são vistos aos domingos perto da Igreja Universal do Reino de Deus, na avenida Mato Grosso, na capital. Desvio de finalidade que o MPE ignora por miopia ou comodismo. Muito estranho.

INSISTO O contribuinte que paga o desgaste destes veículos tem o direito e o dever de questionar a ilegalidade, mas infelizmente se omite, se acovarda. Ônibus escolares tem destinação exclusiva. Mas será que a Assomasul nunca alertou seus prefeitos?

ARROYO O deputado respira aliviado com as perspectivas cada vez melhores de que será o próximo deputado – após Jerson – a ser indicado ao TC/MS. Quanto à Giroto, deve esperar a futura vaga decorrente da aposentadoria de Marisa em 2016.

Ganhar e deixar ganhar; O sol nasceu para todos”. (Samuel Klein-Casas Bahia)

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Importante ressaltar a estranha relação dos prefeitos com as igrejas; sabe-se que os clérigos exerciam forte influência nos governos de regime monárquico; naqueles tempos, o poder de um Bispo por exemplo, era tão forte ao ponto de reis e rainhas, antes de qualquer tomada de decisões, se submetiam a consulta dos clérigos. O catolicismo, por vários séculos soube impor a autoridade dos Papas, dos Cardeais, dos Bispos etc... até mesmo os padres nas menores províncias eram muito respeitados, e considerados autoridades de primeiro escalão. O Brasil é um país de maioria católica, e, desde sua colonização tiveram os padres como autoridades; recentemente, os evangélicos conquistaram o seu espaço na organização social e política do país, e, diga-se, com muita força e competência. Bene.
 
benedito rodrigues da costa em 22/11/2014 07:48:19
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