A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016


  • Ampla Visão
  • Ampla Visão

    com Manoel Afonso


02/05/2014 14:30

'Eleição é igual casamento...'

Manoel Afonso

TRAMPOLIM O calendário eleitoral, estabelecendo eleições de 2 em 2 anos, permite que os detentores de mandatos vivam permanentemente em campanha eleitoral. De olho no cenário local conclui-se que não é diferente do restante do país.

Veja Mais
Corporativismo político sem limites, segue a avacalhação
Pizzas, os políticos não abrem mão delas

EXEMPLOS: Ao deixar o cargo para assumir a AL/Câmara/ Senado, um prefeito deixa ações/projetos inacabados. O mesmo raciocínio se aplica ao parlamentar que se elege prefeito e abandona a discussão de projetos/ideias que desenvolvia.

OS NÚMEROS mostram a obsessão dos parlamentares pelo Executivo. Em 2012, por exemplo, 87 deputados federais (17% dos 513) – 1/5 da Câmara - concorreram as eleições, travando praticamente os trabalhos daquele oneroso parlamento.

A DISPUTA por outros cargos geralmente tira o político do foco para qual se elegeu. A pretensão futura fala mais alto e ele reavalia ( às vezes para pior) seus conceitos sobre postura, ética, compromisso, lealdade partidária e administração.

CUSTOS Outro ponto criticado. Gasta-se muito com investimentos em equipamentos, locomoção de militares e isenção compensatória para os meios de comunicação devido ao horário eleitoral. Só o último pleito custou mais de R$ 1 bilhão.

DEFESA Baseia em dois pontos: votar fortalece a democracia ( e pelo visto também a corrupção) e não se deve misturar os debates das questões nacionais e estaduais com as questões de cada município. À luz do bom senso as teses são discutíveis.

‘SOLUÇÃO’ Defende-se a coincidência de mandatos no pleito de 2020, passando de 4 para 5 anos a duração. Mas seria preciso superar uma série de barreiras que podem não interessar aos detentores do poder. Assim, vai ficar como está. Esquece!

HIPOCRISIA O aperfeiçoamento democrático se faz com bastante eleições? Se isso fosse verdade países sob o jugo de ditadores – que promovem eleições encomendadas – teriam resolvido os problemas de seu povo e não apenas deles próprios.

MECANISMOS: Variam: da intimidação, partidarização do governo, seleção dos eleitores, questões religiosas, compensações diversas e leis ‘excepcionais’. Por analogia concluiu-se: os 37 milhões de ‘bolsistas’ vivem encurralados eleitoralmente.

MUDANÇAS? A julgar pelo perfil da maioria do Congresso teremos poucas. Inexiste o pensamento nacional, o pensar grande; só interesses localizados/individuais. Mas eu pergunto: na hora agá o seu deputado federal é diferente desta maioria?

SEM ILUSÕES Essa maioria não quer as reformas eleitoral, fiscal e a administrativa. Os motivos são óbvios, dispensam explicações. Isso permite ao Governo por exemplo inverter prioridades: Copa, ao invés de saúde/educação/segurança/transporte.

SUCESSÃO A viabilidade do projeto de Delcídio passaria pela aliança branca com Azambuja? Ao insistir na composição e se ela não vingar, pode estar valorizando o prestígio do deputado, caso ele (tucano) saia candidato ao governo.

QUESTÕES São muitas e que implicam nas candidaturas. Nem sempre as versões oficiais contidas em releases de assessores mostram a realidade. Claro que há muita especulação, mas os formadores de opinião olham mais de perto.

AZAMBUJA Reviu os planos com a candidatura de Simone. O projeto inicial previa a eleição ao senado e disputar a prefeitura da capital em 2014. Indaga-se: a densidade eleitoral do PPS/DEM/PSB compensaria a perda do eleitorado petista?

CÁLCULOS: Eles estão sendo feitos para aferir os votos obtidos pelas lideranças destes 3 partidos nas últimas eleições. Discute-se também o poder de transferência de votos destas lideranças e o discurso deles em relação ao cenário local.

DISCURSOS Nelsinho já mostrou o esboço, seria da continuidade. Delcídio faz o genérico focado no desenvolvimento. Azambuja deve se apegar a renovação, embora o projeto ‘pensando MS’ não tenha passado de mero proselitismo.

2º TURNO É o calcanhar de Aquiles dos pretendentes. Se o discurso for ameno corre o risco de ficar desacreditado e virar cavalo paraguaio. Se agredir demais provoca arestas que vão pesar num eventual 2º turno, culminando até com a derrota.

IMPREVISÍVEL Eleição é igual casamento: só se sabe como começa. Os exemplos das ‘surpresas’ estão aí. Se os resultados foram frutos de fatores diversos, da própria democracia inclusive, na pratica foram desastrosos para a população.

CHAPAS Agregar vários partidos tem sido a tendência. No mínimo garante tempo no horário eleitoral. A questão é se os escolhidos para vice e senado ciscam para fora ou para dentro. Só pose e nome podem não ajudar. Muito pelo contrário.

PESSOALIDADE Ela também influencia muito na escolha do governador. Eu diria cerca de 50%. O resto: a estrutura de campanha, conjuntura nacional, candidato ao senado, deputados estaduais, federais, prefeitos e vereadores.

PLANALTO O apoio do PMDB local à candidatura de Dilma lembra bem aquele livro ‘Crônica de uma morte anunciada’ do Gabriel G. Marques. Ao final cada qual terá sua desculpa para não cumprir o compromisso. O clima atual sinaliza isso.

SINAIS? A fala recente de Marcio Monteiro sobre a queda de Dilma nas pesquisas indica: Azambuja nacionalizará o discurso e preservar o fator local de olho no 2º turno. Os tucanos se livrarão da pecha ‘cara pálida’? É esperar e conferir.

Deixe que o tempo passe e já veremos o que ele traz.” ( Gabriel G. Marques)

Corporativismo político sem limites, segue a avacalhação
DESAFIO Se o presidente Michel Temer (PMDB) não vetar, caso o Senado aprove o projeto bizarro da Câmara, o país irá culpá-lo e perderá o apoio das ru...
Pizzas, os políticos não abrem mão delas
NÁUFRAGO Culpando a TV Globo e o juiz federal Sergio Moro, o ex-deputado Antonio Carlos Biffi (PT) tentou no saguão da Assembleia Legislativa justifi...
Invasores das escolas, a nova aposta do PT
LUZ AMARELA Os casos do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, com as finanças em colapso, estão sendo considerados pelo governador de Mato Grosso do Su...
Junior Mochi, ponto de equilíbrio na Assembleia
NOSTRADAMUS Não tenho seu dom, mas prevejo: o país de 2018 será outro. As delações premiadas da Odebrecht e Andrade Gutierrez cairão como meteorito n...



Fortalecimento da democracia - Será mesmo que as eleições a cada dois anos fortalece a democracia? Tenho minhas dúvidas; acho que se trata mesmo de um sistema vicioso que interessa apenas aos políticos carreiristas que atendem as aspirações dos seus correligionários que se "sacrificam" colocando seus nomes a disposição dos partidos que insistentemente se candidatam para se beneficiar das verbas partidárias ou ainda, brigar por uma boquinha no setor público; se fizer um levantamento do número de cargos comissionados nos tres níveis de governo, chegaremos facilmente a conclusão do "porque" a reforma política não se concretiza no país. Os interesses pessoais se sobrepoem aos interesses da sociedade que não encontra uma saída para a concretização de mudanças capaz de satisfazê-la.
 
benedito rodrigues da costa em 03/05/2014 04:47:32
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions