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    com Manoel Afonso


05/12/2014 14:42

‘Estado provedor incentiva a ociosidade’

Manoel Afonso

O GUERREIRO Nascido em 21/06/1918, o ex-governador Wilson B. Martins, após um AVC em 01/06/2013, sofreu embolia pulmonar e submetido a traqueostomia vai apresentando melhora significativa dentro do seu quadro clínico delicado.

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ESTIVE na casa do dr. Wilson e conversei com a sua filha Thais, mulher determinada que acompanha de perto as ações médicas, com carinho e zelo. Mostrou-me inclusive o elevador construído especialmente para acomodar uma cadeira de rodas.

ESFORÇOS e união familiar não tem faltado para minorar o sofrimento do dr. Wilson, onde o simples aceno com o seu polegar sinaliza resistência e vontade de viver. Aliás, o brilho dos olhos da atenta Thais reflete bem essa esperança de vida.

RABO PRESO Ironizaram no saguão da Assembleia Legislativa: “quantos políticos neste país resistiriam a uma faxina”? Uma referência às declarações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa nivelando partidos e governos por baixo.

LEMBRETE: “Há pessoas que adoram dinheiro e se metem na política. Se adora tanto dinheiro que se meta então no comercio, indústria ou que faça o que queira. Não é pecado. Mas a política é para servir ao povo”. (Presidente Mujica, do Uruguai)

A FRASE é um ‘chega pra lá’ em gente que só quer fazer bons negócios em proveito próprio dentro da política. Em alguns casos, ricos buscam holofotes para massagear o ego e ganhar a notoriedade que a iniciativa privada não proporciona.

‘MUITO BOA’ Chamado a opinar sobre as eleições da mesa da AL. o deputado Paulo Correa foi sutil ironizando o nome de Jr. Mochi ao dizer: “ Calma pessoal, o baile ainda nem começou. Já viu escolher a moça pra dançar antes da música começar? ”.

REPETECO Pela nossa estatura política no cenário nacional, MS só é lembrado pelos ‘cardeais’ partidários em raras ocasiões. Uma delas é a busca de votos de candidatos pela presidência da Câmara Federal, como fez agora Eduardo Cunha (PMDB).

DIVIDENDOS Como se diz, essa eleição ‘nem fede e nem cheira’ para nossos interesses. O deputado Eduardo Cunha tem compromissos com o Estado de São Paulo. Chegar a presidência da Câmara é um bom negócio, sonho de todo deputado.

VAZIO A posse de Dilma e Azambuja será no dia 1º de janeiro, início oficial do ano legislativo pela Constituição Federal. Já a posse dos senadores, deputados federais e estaduais deverá ocorrer no dia 2 de fevereiro, já que dia 1º cairá no domingo.

O FATO provocou polêmica em vários Estados e tentou-se inclusive – sem sucesso –uma emenda constitucional. Mas a justiça negou a coincidência da data das posses, já que a Carta Magna garante mandato de 4 anos para os deputados. E assim fica.

O DESCOMPASSO pelas datas diferentes de posse do Executivo e Legislativo já foi assimilado nos planos de quem vai assumir, mas não deixa de ser esquisito. Na pratica o deputado exerce o mandato vazio em janeiro, já que é o período do recesso legal.

AOS OLHOS do cidadão comum é um mês inteiro perdido para os novos governantes, que ficarão amarrados até a posse legislativa. Mas como o universo político é totalmente desligado da realidade, aconselha-se a nem tentar entender essas peculiaridades.

TACAPES Coincidência ou não com a proximidade da sua posse, a questão fundiária devido as invasões recentes dos Terenas, será um desafio maiúsculo para o novo governador. Ele terá que ser firme e ao mesmo tempo hábil nesta tratativa.

LEMBRANDO... Figuras de destaque do agronegócio perfilaram-se ao lado de Azambuja. Pessoas idôneas e capazes, mas que não conseguiram politicamente sensibilizar o Planalto no caso. Um espinho atravessado na garganta.

O EPISÓDIO mostra o desprestígio de MS. Ora! Tem sido comum certas soluções estapafúrdias do governo para atender interesses localizados. Deveria por exemplo, ser menos generoso lá no exterior e resolver essas graves questões internas.

DESGASTE Eleito – a exemplo de Bernal – sob a bandeira da renovação, o prefeito Felipe está afastado da prefeitura de Chapadão do Sul desde o dia 17 de novembro. Estive lá e senti o clima pesado e constrangedor. Como se diz: a decepção é geral.

O QUADRO: cidade pujante, alvo de investimentos até de multinacionais e o prefeito fora do cargo. Independente da veracidade das denúncias, a imagem dela foi arranhada. Pelo visto o padre Fábio de Melo terá que voltar à cidade para renovar as bênçãos.

‘BELEZA’ A facilidade na obtenção dos benefícios dos programas sociais empurrou muita gente para a ociosidade. Pessoas que trabalhavam nas atividades braçais tanto no campo como na cidade, ‘descobriram’ as facilidades do Estado provedor.

A RECLAMAÇÃO é geral: ninguém quer trabalhar apesar dos salários e vantagens oferecidos. Encontrar um servente de pedreiro, um ajudante geral sem especialização é ‘coisa de louco’. Com isso, quem produz e gera renda vai ficando desanimado.

‘BOCADA’ Os parlamentares não perderam a chance de liberar suas emendas em troca de votar com o Planalto a flexibilização do superávit fiscal. Nessa hora pesou tudo: dos compromissos políticos aos interesses das empreiteiras das obras.

POLÍTICO Às vezes tem que ter tutano, outras, jogo de cintura. Depende da situação. No interior é fogo! Como diz o deputado Jr. Mochi: “político não pode negar o número do celular, tem que batizar boneca e até ir ao enterro de cachorro”.

“Se corrupção desse caroço, o Brasil seria uma jaca”. (José Macaco Simão)

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Janeiro Vazio - É lamentável que lacunas como essa ainda não encontrou algum parlamentar sensibilizado com o tema, que prejudica o início de uma administração, até porque, trata-se de um período relativamente grande, são trinta dias improdutivos, que certamente provocarão um acúmulo de matérias importantes a serem analisadas pelo poder legislativo, o que de certa maneira, preocupa o governante, ansioso em alavancar os programas, projetos, enfim, colocar em prática o seu plano de trabalho. Alguns certamente dirão que se trata de matéria constitucional; tudo bem, porém, um erro não justifica outro, cabendo portanto uma emenda ou reforma para corrigir algo que provavelmente passou batido pelos legisladores no ato da aprovação, para tudo nesta vida existe solução. Bene.
 
benedito rodrigues da costa em 06/12/2014 05:11:42
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