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    com Manoel Afonso


29/08/2014 14:01

‘Nem sempre o candidato bonzinho ganha eleição’

Manoel Afonso

BEM PENSADO Se Juvêncio Cesar da Fonseca adorou, Levy Dias chegou às lagrimas com iniciativa inédita do prefeito Gilmar Olarte em homenagear ex-prefeitos da nossa capital. Como se diz: quem é que não gosta de ser lembrado nesta vida?

ATITUDES como essa agregam e desarmam os eventuais preconceitos contrários ao atual prefeito. Evidente, dificuldades existem, mas Olarte já reverteu o quadro da fase inicial da sua administração, onde o ceticismo era maioria na opinião pública.

NA POLÍTICA nem sempre a competência e tradição garantem o sucesso. Às vezes o fator sorte antecipa etapas, abre portas. No caso, Olarte se articulou bem para garantir a governabilidade e ocupar espaço no atual cenário - de olho na reeleição inclusive.

TRADIÇÃO na política tem o lado negativo: o exercício contínuo do poder acaba sedimentando o desgaste e cria ambiente para novos personagens. Lembro: nesta sua meteórica trajetória Olarte não construiu grandes inimigos. E isso conta.

REELEIÇÃO A posição de Marina Silva pela sua extinção obrigará seus concorrentes a se manifestarem sobre o tema. Ora! O modelo quebra o princípio da igualdade entre os candidatos; quem tem a chave da administração leva vantagem e a máquina geme.

DIFÍCIL mesmo será aprovar seu fim na sonhada reforma política como remédio contra esse sistema promíscuo, falido e corrupto, co-responsável pelas mazelas do país. Estimulando esse debate entre os candidatos começaremos abrir essa janela.

OPINIÕES não faltam sobre Marina Silva. Diz Alberto Goldman: “Ninguém duvida da sua integridade moral, mas ela começará sem nada. E se ganhar, como irá governar? Não basta parecer uma santa, imagem de Madre Tereza de Calcutá”.

MARINA: Apresenta-se como a Joana d’Arc e sua figura anêmica, frágil é protegida pela couraça da ética/honestidade. Seu desempenho no Jornal Nacional e nas pesquisas colocou-a na raia da 3ª. via, apesar da tese de que seria apenas uma bolha emocional.

‘MUDANÇA’ É mote da maioria das candidaturas em todos os níveis, quando deveria ser da competência. Mas o que tem mudando ultimamente? Daí o sucesso do bordão do Tiririca “Pior do que está não fica”, que lhe garantiu 1,1 milhão de votos.

PERGUNTAS no saguão da AL: O fator Marina ajudará ou prejudicará Nelsinho em que percentual? A caída de Aécio nas pesquisas refletirá em Azambuja? Já Delcídio – conservará a estratégia da campanha focada mais nos temas locais?

CENÁRIO Já há dúvidas se a vinda de Lula e Dilma (em queda) para apoiar Delcídio seria benéfica. Se o desgaste físico de Lula é visível em seu semblante, não empolgando tanto como antes, Dilma continua carente de simpatia e carisma pessoal.

NELSINHO Após o encontro com Marina deve redirecionar o discurso para sedimentar o apoio de fatia maior do eleitorado evangélico. A questão é: esse fato novo e a vinda de Marina à nossa capital inclusive, turbinarão de vez o desempenho do candidato?

CRÍTICAS Se não podem ser exageradas, também não podem faltar nos discursos dos candidatos. Essa história de ‘campanha propositiva’ nem sempre funciona, como mostra o desempenho decepcionante de Aécio Neves nas pesquisas até aqui.

OPOSIÇÃO tem que ter cara e discurso de oposição, sob pena de ser confundida com quem está no poder. Oposição deve passar o sentimento de indignação com veemência. E sinceramente não vejo isso na campanha tucana que aliás, não levanta voo.

PESSOALIDADE Esse fator pesa nas disputas regionais. Exemplo vem de Minas Gerais, onde o tucano Pimenta da Veiga está perdendo a disputa para o Fernando Pimentel, do PT e gerando inclusive um clima de desconforto na campanha de Aécio.

E MAIS... O ex-ministro Padilha tem apenas 5% dos votos nas pesquisas em São Paulo; Lindemberg Farias (PT) perde feio para Garotinho no Rio; no Paraná a ex-ministra Gleise Hoffman só tem 14% nas pesquisas, atrás de Requião e Beto Richa.

PROJEÇÕES Pelas pesquisas do Ibrape/Fiems (14/08/2014) haverá 2º turno no MS. O que se discute: dependendo de fatos novos ao longo da campanha e de mudanças na corrida presidencial, ‘para onde iriam os votos do candidato que ficar de fora’?

AS CONTAS O universo atual de 15% entre votos nulos (4%), indecisos (7%), Monge (1%), Sidney (1%) e Vendramini (2%) deve ser melhor analisado e interpretado, Afinal. num eventual 2º turno, quem seria mais beneficiado com esses votos?

LEMBRANDO... A tendência é que aquele eleitor que anulou o voto no 1ª turno acabe repetindo a opção no 2º turno por simples coerência. Quanto aos eleitores de Sidnei e Monge, é possível que a maioria deles decidam pela mesma opção no 2º turno.

VALTER PEREIRA Não esconde a satisfação com o desempenho de seu filho Beto Pereira na campanha para a AL. O ex-senador admite: os tempos são outros, além da experiência como prefeito de Terenos, conta muito o estilo ‘light’ dele.

FOCADO Na busca do 3º mandato o deputado Márcio Fernandes é a locomotiva na coligação de seu partido (PT do B), como mostram as pesquisas. É uma formiguinha presente nos segmentos que envolvem o agronegócio. Aprendeu o caminho.

DOURADOS A pulverização de candidaturas inviabilizam a eleição de mais gente. A vereadora Délia Razuk, o ex-deputado João Grandão e Barbozinha da Sanesul com chances de se juntar aos favoritos Laerte Tetila e Zé Teixeira e Takimoto.

O fim do ‘Fator Previdenciário’ continua ignorado na campanha presidencial.

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Se procurarmos nos dicionários, vamos nos deparar a definição do termo política como sendo a ciência do governo dos povos, ou ainda, como a arte de dirigir os negócios de uma nação ou estados; podendo ainda descer a níveis de detalhes que não se justifica neste caso. Porém, interpretações figurativas havidas em todos os níveis da educação, e, principalmente na linguagem popular, dão um tom distorcido da realidade acadêmica, porque no regime democrático, a tendência é da liberdade de expressão. Cada um de nós, temos uma visão diferente do tema, é como se vários jornalistas fossem descrever sôbre um fato acontecido; cada um descreveria de acordo com o seu ângulo de visão. Assim é a política, nem sempre aquilo que achamos positivo merecem a aprovação de nossos interlocutores. Assim assim...
 
benedito rodrigues da costa em 31/08/2014 07:15:34
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