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    com Manoel Afonso


15/05/2015 11:21

'Os políticos e o doce osso do poder’

Manoel Afonso

A PERGUNTA: quando é que o político deve deixar a vida pública e se recolher à família e atividades inerentes à idade? A morte do ex-senador Luiz Henrique aos 75 anos, após 44 anos de militância e exercício de cargos oportuniza a abordagem.

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IMAGINO: Há tempos ele não sabia o que era ficar na fila do supermercado, banco ou andar na rua para tomar um café como simples mortal! É como digo: depois de eleitos os políticos vivem apressados e com o celular a vida deles ficou ainda pior.

OS POLÍTICOS teimam em não aceitar o conselho de Douglas Malloch, de que “ não podemos ser todos capitães... alguns temos de ser tripulação”. Todos eles querem ser o pinheiro no alto da serra, ninguém quer ser um simples arbusto no vale.

O TEMA é controverso, pois essa atividade é liberta de regras e conceitos. Depende das condições, da personalidade, carisma e apego ao poder que tanto fascina o homem no mundo em todas as épocas. Desapegar do poder é um desafio doído. Se é!

IMPERADOR Diocleciano é exceção. Largou o trono e exilou-se num sítio cultivando legumes. Um dia seu pessoal apareceu pedindo sua volta. Ele respondeu: “Pensei que quisessem ver meus repolhos e vocês vem falar de política! Por favor, não!”

NADA contra a longevidade política, mas Luiz Henrique vivia a política desde 1971. Deputado estadual, deputado federal 5 vezes, prefeito de Joinville 3 vezes, governador por dois mandatos e senador desde 2011 com mandato até 2019. Sem limites?

AS VEZES esse apego aos holofotes é justificada pela ‘experiência e equilíbrio’, indispensáveis na vida pública. Paulo Brossard, Pedro Simon, José Sarney, Tancredo Neves, ACM e Arraes são algumas figuras que se confundiram com o poder.

O EX-PRESIDENTE Jimmy Carter - por exemplo - no alto de seus 90 anos – viaja pelo mundo na defesa de causas justas. Mas existe o outro lado; ele é beneficiado massageando o próprio ego ao ser reverenciado. É assim que funciona.

IRONIA Aos 47 anos de idade Bill Clinton chegou a Casa Branca e aos 55 anos já teve que se contentar com a condição de ex-presidente e simples marido de senadora. Carismático, sem lugar no cenário. Incrível: é vítima da própria precocidade.

LONDRES Machado. E agora? Registrar as memórias dos 11 mandatos, cultivar os ‘hobbies’, amigos ou dedicar-se as atividades, das quais nem depende financeiramente? Quem o conhece diz que ele já fez a leitura sábia e sensata desse novo tempo.

ANDRÉ Até que tenta, mas faltar-lhe o cacoete de avô. Bastou pouco tempo para botar as ‘mangas de fora’. Está aí se reinventando para não ser excluído do cenário que tem nas eleições da capital o primeiro teste. A inquietude ainda é sua marca.

MUITO BOM Pode salvar vidas nas urgências de socorro medico o projeto do deputado Rinaldo em fazer constar o tipo sanguíneo e o fator RH na certidão de nascimento, na RG e carteira de motorista. Pratico e útil. Nota 10.

PREPARADO O noticiário mostra os desafios da administração estadual versando sobre reajustes salariais. Ao seu estilo – tranquilo – Reinaldo fará as tratativas com todas as classes, com as mãos na consciência, mas com os pés no chão.

REPRISE Mais uma vez o pessoal da educação mostrou força e união na Assembleia Legislativa. As divergências previsíveis, mas a habilidade democrática do presidente Jr. Mochi levou a bom termo esse evento que engrandeceu o próprio parlamento.

PARLAMENTO é isso: exposição de ideias. Os deputados aproveitam para mostrar seu comprometimento com a causa, fazendo com o que o Governo repense e aprimore seu projeto original versando sobre as eleições nas escolas. É do jogo.

RICARDO AYACHE: “...As recentes mobilizações, sobretudo as de junho de 2013 que centravam a questão da oferta de serviços públicos, já deixaram claro que o modelo atual, onde interesses particulares se sobrepõem aos coletivos, está esgotado...”

SEM ILUSÕES Ficaremos sem a estrada de ferro entre Três Lagoas e Corumbá, por culpa do modelo cruel de privatização e a frouxidão do Governo que permite os abusos da concessionária. E será que temos cacife político para reverter o quadro?

REPENSANDO Ganhando adesões a tese de que o aumento do número de vereadores em Campo Grande não trouxe os resultados esperados. Quantidade nem sempre resulta em maior qualidade. Quem assiste às sessões percebe facilmente isso.

LOUCURA As notícias e fofocas surgem todos os dias. Falam de denúncias, ameaça de greves, escândalos, conspirações nos bastidores e que fomentam a instabilidade administrativa da capital. Um quadro jamais visto, de alta combustão inclusive.

ENCURRALADA É a melhor definição para Dilma. A postura da Câmara mostra isso. Inflação, corte nos investimentos, desemprego, críticas de aliados, debandada de petistas e perda de credibilidade pelas revelações da Lava Jato compõem o quadro.

E RESOLVE? Um dos itens da pretensa reforma política fala em aumentar para 10 anos o mandato de senador. A dedução é simples e lógica: Legislam em causa própria, ignoram a necessidade urgente de oxigenar a política brasileira. Francamente...

PREOCUPA! Sobram imóveis residenciais e comerciais; vendas de veículos em baixa, inadimplência em alta, juros altos, demissões no comércio e queda no consumo familiar retratam a situação na capital e no país. O pior: esse Governo não tem projeto!

“Pena não falar latim para comunicar melhor ao povo da América Latina”. ( George W. Bush)

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Mandato massageia o ego, enche o bolso!
A CONTA Congelados os salários dos vereadores da capital em R$15.031,78. Atitude louvável neste universo de tanta sacanagem. Seria muito ou pouco o v...



SEM FERROVIA - O trecho compreendido entre Tres Lagoas e Corumba já foi desativado, porém, já está praticamente definido que a desativação partirá brevemente de Bauuru, com isso, os trilhos da saudosa NOB permanecerão enterrados para sempre, fruto de uma privatização cruel e desumana, conhecida como neo-liberalismo. As nossas lideranças permanecem paralisadas, perplexas, assistindo um patrimonio público, mais um, porque o mesmo aconteceu com a nossa ENERSUL, virar pó. O sindicato dos Ferroviários nada pode fazer, até porque sua função está restrita a homologar as demissões dos funcionários da empresa. Vou arriscar uma sugestão: a formação de uma Cooperativa dos funcionários, com partiicipação da sociedade, fomentado pelo BNDES não seria uma solução? Bene.
 
benedito rodrigues da costa em 16/05/2015 09:43:00
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