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    com Manoel Afonso


27/09/2013 14:21

‘Partidos & Negócios’

Manoel Afonso

‘PARTIDOS’ J.Barbosa disse que eles são de mentirinha, sem consistência pragmática ou ideológica, não representam os eleitores. Querem o poder pelo poder. A criação de mais duas agremiações partidárias confirmam as declarações do ministro.

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PORQUE? Os partidos, na sua maioria, não ajudam na consolidação da diversidade da democracia. Confundem a cabeça do eleitor, apenas atendem aos projetos políticos pessoais sem dar respostas convincentes à sociedade já desiludida.

‘FOLCLÓRICOS?’ Uma ova! Prefiro chamar de espertos os personagens ‘salvadores da pátria’ dos filmetes do horário eleitoral gratuito na TV. Bradando bordões moralistas e ufanistas em nome de partidos que a grande maioria desconhece.

‘SIAMESES’ Não há grandes diferenças entre os estatutos e programas dos partidos antigos e novos. O advento da internet ajudou e todos seguem o modelo tradicional que preconiza ‘o regime democrático e o bem estar da sociedade’.

OBJETIVOS Além dos repasses do Fundo Partidário, esses dirigentes barganham o apoio e o espaço no horário eleitoral por empregos, além de garantir verbas para ONGs que fundam para torrar o dinheiro público em projetos discutíveis.

A SAÍDA Seria a reforma eleitoral, mas desse jeito é bom para o Governo: divide a oposição, facilita o “toma lá da cá”. Aliás, os próprios partidos desmoralizados por atos de corrupção dos dirigentes se encarregam de facilitar essa ação governista.

ENFIM... Quem controla livro de atas de partido está bem arranjado; tem uma estrutura de domínio amparada na legislação frágil e proposital. É melhor fundar um partido que se aventurar nos negócios da iniciativa privada e ser refém de tantos impostos.

EXEMPLO Lupi e Manoel Dias mandam no PDT; pelo apoio ao Governo e com o tempo na TV, tem o Ministério do Trabalho e as superintendências de Trabalho nos Estados. As verbas saem do Ministério para as pastas e as tais ONGs. Uma festa.

COLIGAÇÕES O eleitor sabe o que está por trás daquele monte de siglas de partidos nas propagandas eleitorais? Cada qual ocupa o assento como ‘passageiro ilustre’ no ônibus do candidato na ‘majoritária’ e a recompensa depende do acerto.

REFLEXOS Não é obra do acaso a tendência do eleitor em votar baseando na qualificação do candidato, ignorando a questão partidária. Por isso candidatos tentam esconder sutilmente a sigla do partido nos seus cartazes. Já notou?

GANGORRA Dilma pulou dos 30% em julho para 58% na pesquisa Ibope. Será que os 31% de indecisos mudarão o cenário? Marina teria carisma para aglutinar a oposição e virar o jogo? Duvido! Oposição só vale acompanhada de indignação.

NA TELINHA... Aécio deu as caras no horário do PSDB. Mas tem gente dizendo que suas aparições em várias regiões do país lembram a estratégia de Collor. Mas terá sequência? Essa guerra interna dos tucanos estará resolvida quando?

A DÚVIDA Os vereadores, ao invés de dar aquele empurrãozinho e derrubar Bernal estariam preferindo sentar à mesa para conversar? Os especialistas dizem que em outros tempos esse prefeito sem time e projeto já teria dançado. Cenário bisonho.

DESVIO Delcídio e Azambuja adotaram a estratégia de manter distância de Bernal. Previdentes, temem contaminação, não querem associar suas imagens ao prefeito que ajudaram a eleger. Mas seus partidos participam da gestão prefeitural.

FINALMENTE alguns parlamentares de MS conseguiram aparecer na mídia nacional. Depois de Vander no caso da ‘máfia do asfalto’ e Biffi por faltar à sessão que cassou Donadon, é a vez de Marçal Filho por estar sendo cobiçado pelo PROS.

PROJETO No caso de Marçal justifica-se a hipótese de sair do PMDB. Seu sonho, a exemplo de Geraldo Resende, é se eleger prefeito de Dourados. Egocêntrico demais teria dificuldades para atrair lideranças e concretizar alianças. Portanto...

‘MAKTUB’ A velha expressão árabe serve para prognosticar a postura do PT e PMDB no MS. A leitura correta de declarações de lideranças e acontecimentos nos bastidores sinalizam a tendência desse entendimento de candidatura única.

QUESTÕES: Pesquisas vão ditar o rumo a tomar? Nelsinho se enquadraria como candidato à vice de Delcídio, por exemplo? A vaga de Senador seria de Simone, André ou de Azambuja? Neste ônibus teria lugar para tantos nas janelas?

ACOMODAÇÃO Para alguns esse entendimento teria dois aspectos práticos: evitaria gastos absurdos que uma campanha exige;– afinaria a viola com o Planalto, onde Dilma tem boas chances de se reeleger, viabilizando recursos que MS precisa.

DÚVIDAS Fora do acerto Azambuja viabilizaria sua candidatura ao governo ou seria candidato à reeleição? Há muita prosopopeia sobre isso. A aferição de seu potencial eleitoral não pode ter como único parâmetro a última eleição na capital.

E MAIS... A história mostra o PSDB como um apêndice do PMDB no MS. Nas duas tentativas de chegar ao Governo perdeu. Na Assembleia sua base parlamentar sofreu variações ao longo do período e hoje permanece engessada.

PERIGOSO É de 16,8% o número de brasileiros com cartão de crédito e que ganham um salário mínimo. Em 2009 eram 6,2%. Duas loucuras: de quem deu o cartão e de quem aceitou. Com esses juros pornográficos é impossível sobreviver.

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Como afirmar que o pluripartidarismo fortalece a democracia se o maior pais do mundo que tem a maior democracia, possui apena dois partidos, há séculos. Sua moeda também jamais muda. As cédulas (dolars) são as mesmas desde que me conheço. E o povo cobra das autoridades medidas austeras de governo. E os políticos tem medo e respeitam a população.
Aqui , quanto mais partido melhor , para cada vez mais aumentarem as negociações visando as benesses do governo.
Viva a democracia Brasileira...Viva o STF, viva Roseany, viva "nois".
 
Alicio Mendes em 30/09/2013 09:23:21
Na minha modesta opinião, o pluripartidarismo fortalece e consolida a democracia; contudo, a legislação que trata do assunto, deveria prever uma limitação no número de partidos, para coibir a criação dos conhecidos partidos de aluguel. Sabe-se que hoje, criar um partido político é muito mais fácil do que registrar um time de futebol amador nas respectivas ligas. Lamentavelmente, são figuras destituídas de princípios ideológicos, e, por intermédio de ações e atitudes ardilosas procuram se manter no poder, oferecendo apoio em troca de coligações para ceder tempo no horário político eleitoral. Infelizmente, na política é que se encontra terreno fértil para que pessoas inescrupulosas possam agir de maneira sub-reptícia, e assim, tirar proveito da situação. É pura esperteza mesmo.
 
benedito rodrigues da costa em 29/09/2013 07:25:53
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