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    com Manoel Afonso


17/06/2016 10:07

Vantagem financeira incentiva candidaturas à vereança

Manoel Afonso

VEREANÇA A revista britânica ‘Economist’ acha no mínimo estranha essa habitual disputa pelo menor cargo na hierarquia política do país. Lembra os altos custos não declarados à Justiça Eleitoral e a feroz concorrência independente do porte da cidade.

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A PROPÓSITO Em Londres, o prefeito e vereadores ganham um vale transporte para desempenho das funções. Anual, o tíquete é para ônibus, trens e metrô. Táxis, só se não existir outra opção mais barata e a prestação de contas pode ser acessada pela internet.

VALE outro exemplo: Suzuka, no Japão, com 900 mil habitantes e que, numa eleição recente para as 20 cadeiras da Câmara Municipal, se apresentaram só 24 candidatos. O salário – 1 mil dólares – equivale ao ganho de um operário da indústria automobilística.

COMPARAÇÕES à parte, os nossos vereadores sem motivos para reclamar; faça sol, faça chuva. Se hoje o custo mensal de um vereador da capital beira R$ 200.000,00 – em Dourados o repasse mensal para a Câmara de 19 vereadores é de R$ 1.200.000,00.

TABELA: Até 7 mil habitantes o repasse mensal à Câmara corresponde a 7% da arrecadação; de 100 mil a 300 mil habitantes; entre 500.001 a 3 milhões de habitantes o repasse é de 4,5%. – caso em que se enquadra o legislativo da nossa capital.

NO BRASIL o voto para vereador não é ato político de consciência. É mais atitude de gratidão ou barganha, livre de responsabilidade. Para evitar dor de consciência, o eleitor ‘esquece’ seu preferido na última eleição, para continuar repetindo o erro de escolha.

A PERGUNTA é pertinente sim senhor! Você empresário escolheria um vereador da Câmara de sua cidade para gerir sua empresa? E mais: você teria coragem de entregar seus negócios para o seu prefeito administrar? Sim ou não; não vale o ‘velho talvez’.

BRONCA Dirigentes partidários do interior excluídos da partilha do Fundo Partidário, concentrado nas mãos do diretório regional, cujos valores repassados pela direção nacional são mantidos em segredo, a exemplo dos critérios de sua aplicação aqui.

VEJA: O projeto original era de R$ 289,5 milhões para o Fundo, mas o relator do Orçamento Romero Jucá, antevendo os estragos da Lava Jato, alterou para R$ 867,5 milhões. Tentando manter a base de apoio Dilma, não mudou uma vírgula. Assinou!

OS NÚMEROS do Fundo das siglas maiores: PT - R$ 117,4 milhões; PSDB – R$ 95,9 milhões; PMDB – R$ 93,7 milhões; PSB – R$ 55,0 milhões; PP – R$ 54,01 milhões; PSD – R$ 52,4 milhões; PR - R$ 49,4 milhões; PRB – R$ 38,9 milhões; DEM – R$ 36,3 milhões.

CONCLUSÃO Com o fim das doações das empreiteiras – já previsto em Abril, quando da promulgação da lei, os caciques partidários se garantiram aumentando o dinheiro do fundo a ser gasto nestas campanhas. Portanto, já fizeram suas reservas.

INTERESSANTE a opinião do prefeito Paulo Duarte, de Corumbá, sobre a realidade que exige nova visão administrativa. Diz que a vez é dos gestores com preparo técnico e que os políticos profissionais vão perder o lugar, se não mudarem a forma de governar.

O PREFEITO diz que o dinheiro curto e a necessidade de transparência, incentivam a mudança de gerenciamento. Cortar gastos e medidas preventivas ajudam na eficiência. Paulinho arremata: “os tempos são outros; só temos vacas gordas nos confinamentos”.

DESCASO A exemplo de FHC e Lula, Dilma não resolveu duas questões cruciais: da segurança na fronteira e o conflito indígena. As visitas do então ministro Cardoso foi apenas marketing político do PT, que se dizia o partido preocupado com as minorias.

A DEPUTADA Mara Caseiro (PSDB) acerta ao dizer que a União não tem interesse em titular os índios, dando-lhes direitos como proprietários, preferindo continuar mantendo-os reféns como usufrutuários. O pior: antes de sair, Dilma ampliou por decreto a área indígena.

JOÃO GRANDÃO (PT), na contramão, diz caber ao Estado a pratica de políticas que coíbam a violência contra os índios. Ora! Se a União, a grande tutora dos índios não consegue ou não tem interesse da solução do impasse, como o Estado poderá agir?

EM FRENTE... Apesar deste mar de incertezas na economia e política, Reinaldo vai se salvando no cenário nacional. Seu estoque de credibilidade ainda é grande perante a opinião pública, aliás ainda indignada com as revelações mostradas na ‘Coffee Break’.

‘NA POLE’ Ao seu estilo, que transmite confiança, Reinaldo vai se firmando como a nova liderança estadual. Senti isso no evento que liberou as emendas aos parlamentares. Os caciques de ontem precisam se conscientizar de que o relógio da política andou.

SOCORRO! Se Dilma ajudou a Venezuela e Cia, pouco atendeu os problemas domésticos básicos. Aliás, o senador Pedro Chaves revela que as liberações de verbas para MS em 2015 praticamente não aconteceram. Hoje, ele corre atrás dos prejuízos.

POLÍTICA Quem sobrará em nível nacional? A turbulência atinge todos os partidos, mostrando que o atual sistema precisa acabar. Mais que provado: o dinheiro das empreiteiras foi o grande combustível do sucesso eleitoral de dezenas de políticos.

AS DELAÇÕES mostram: Lula e Dilma – de comum acordo com os políticos e empreiteiras – financiaram projetos em vários países tocados por empresas daqui – desde que elas pagassem propina que seria gasta nas campanhas. Esse o PT ‘sério’!

A QUESTÃO: O país já chegou efetivamente no fundo do poço ou falta mais? Ouço os discursos do Planalto e olho a realidade ao redor. Há uma enorme diferença; há muito mais desconfiança do que otimismo. As placas ‘aluga-se’ ‘vende-se’ dizem a verdade.

Pergunta-se: “A exemplo de Zé Dirceu, Giroto ficará sem a visita dos amigos?”

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