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03/06/2014 18:50

Com medo de crise, conselho apela a consumidor para economizar energia

Mariana Lopes
(Foto: Mariana Lopes)(Foto: Mariana Lopes)

Um dos principais impactos causados pela crise no setor de energia, que atinge todo o Brasil, é a poluição ao meio ambiente, por causa do uso excessivo das usinas termoelétricas. Diante da circunstância, a preocupação das distribuidoras de energia elétrica é conscientizar a população a reduzir o consumo.

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Segundo a presidente do Concen (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Enersul), Rosimeire Cecília da Costa, as usinas hidroelétricas no Brasil estão sem água, por isso que, hoje, a energia do País é produzida pelas termoelétricas, que funcionam à base de fósseis e impacta diretamente no meio ambiente.

“As pessoas precisam entender que a água é um bem finito e usar demais as termoelétricas para gerar energia é prejudicial ao meio ambiente”, ressaltou a presidente na tarde de hoje, durante a audiência pública promovida pelo Concen.

O consumo médio do sul-mato-grossense é de 200 kWh, o que pode gerar um impacto de R$ 6 na fatura quando a tarifa extra começar a ser cobrada, a partir de 2015. Apesar da preocupação, Rosimeire garante que ainda não se fala em racionamento e nem apagão.

De acordo com o presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), Nelson Leite, a situação de seca nas usinas hidroelétricas deste ano foi pior do que a de 2001, e, hoje, no Brasil, o uso de termoelétricas é três vezes maior.

Contudo, em contrapartida, atualmente há mais linhas interligando as regiões no país, o que permite a transferência de energia entre os estados. “O País está melhor em estrutura, mas isso custa caro. Temos um dilema forte de como pagar essa conta sem impactar nas tarifas”, pontua Nelson Leite.

Segundo o diretor técnico e comercial da Enersul, Marcelo Vinhaes, o maior desafio da concessionária é combater a fraude de energia. “Todos acabam pagando, o impacto deste tipo de crime vai direto na fatura dos outros consumidores”, alerta.

Diretor da Fiems (Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul), Antonio Braschigliari Filho disse, durante a audiência pública, que a indústria sofre com o fato de a energia no Estado ser uma dos mais caras do Brasil.

“Há quatro anos, a Enersul fez uma parceria com as indústrias para analisar onde estava o maior consumo de cada empresa, mas daí veio a crise e a parceria foi interrompida, não conseguimos nem ter um feedback, mas vamos retornar com o projeto”, garante o diretor.

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