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10/08/2014 09:41

Destinos internacionais pesam menos no bolso e atraem turistas

Liana Feitosa
A Argentina tem atraído turistas por oferecer valores parecidos com os praticados em viagens domésticas. (Fotos: Marcos Ermínio)A Argentina tem atraído turistas por oferecer valores parecidos com os praticados em viagens domésticas. (Fotos: Marcos Ermínio)

O mercado de viagens está aquecido. Em Mato Grosso do Sul, o primeiro semestre de 2014 apresentou um aumento de cerca de 40% nas vendas de pacotes turísticos para destinos internacionais na agência onde Patrícia Pazin atua como gerente geral. Para ela, o público está descobrindo que a viagem internacional se tonrou mais acessível. "Ainda existe um pouco do mito de que é muito caro, mas isso está mudando. Existe uma tendência de crescimento", garante.

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Além do preço menos salgado, existem outras explicações para o aumento na procura. "A oportunidade de conhecer uma nova cultura, a experiência de conhecer novos lugares e sair do seu país leva as pessoas a procurarem o exterior como destino", conta.

Procura equilibrada - Para o vice-presidente de relações internacionais da ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagens), Leonel Rossi Junior, não existe diferença na procura por destinos internacionais em relação aos destinos nacionais. "Ambos estão sendo muito procurados. Em 2014, houve um aumento entre 5% e 7% nas viagens tanto nacionais quanto internacionais em relação ao ano passado", afirma.

Mas, se comparado com o mercado exterior, está caro viajar pelo Brasil. Para o nordeste, uma das regiões mais procuradas, existem pacotes para casais que custam 10 mil reais para uma semana de permanência. Com o mesmo valor é possível encontrar pacotes para fora do país, que acabam chamando a atenção do consumidor por causa de vantagens como o parcelamento da viagem.

Nos destinos fora do Brasil é comum encontrar Buenos Aires como a primeira experiência internacional escolhida pelo brasileiro. "A Argentina oferece valores parecidos com os das viagens domésticas. Geralmente, a segunda viagem é para Miami e Orlando, nos Estados Unidos. Somente depois vem Nova Iorque e países da Europa", analisa.

No entanto, tudo depende do poder aquisitivo do turista. "Tem clientes que tem mais dinheiro e já estão acostumados a viajar. Esses geralmente procuram por viagens mais caras, lugares luxuosos, voos de primeira classe e locais diferenciados como Japão, Hong Kong e Austrália", explica.

Para atrair turistas, agências dividem o valor dos pacotes turísticos em até 10 parcelas.Para atrair turistas, agências dividem o valor dos pacotes turísticos em até 10 parcelas.

Para sair mais barato - Para manter o interesse do cliente, grande parte das agências dividem o valor dos pacotes turísticos em até 10 parcelas. Além disso, a antecedência é moeda valiosa nesse mercado. "Esse hábito que os clientes estão desenvolvendo é muito bom, só traz vantagens. Quando falamos de viagem internacional, é preciso lembrar que o cliente vai precisar comprar moeda do país para onde está indo, vai ter que se programar para uma viagem mais longa, pensar na tarifa aérea um pouco mais cara", contextualiza Patrícia.

"Por isso, é importante lembrar que todos esses fatores interferem no preço final da viagem. Se você se programa e planeja a viagem com antecedência, a passagem aérea fica mais barata, o hotel fica mais barato. Inclusive, os hotéis estão entendo que o passageiro que busca se programar antes, merece ser recompensado por isso", recomenda.

Visto - Apesar do serviço de emissão de vistos para os Estados Unidos estar com problemas em todo o mundo há duas semanas, o país norte-americano ainda é o campeão na lista de interesses dos turistas. Orlando e Nova Iorque estão no topo da lista, mas, como pontuou Rossi, destinos na América do Sul tem sido altamente requisitados, como Chile e Argentina.

Para aqueles que não abrem mão dos EUA e estão de olho em grandes promoções, aparentemente imperdíveis, a gerente dá a dica: não feche pacote se ainda não tem o visto. Caso a autorização para entrar no país seja negada, pode haver prejuízo financeiro. "Comprar uma viagem e depois ter que pagar uma multa alta para rescindir o contrato não compensa", alerta.

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