31/01/2012 13h22

Economia para pagamento de juros da dívida supera meta do governo em 2011

 
Marta Ferreira

Brasília - O superávit primário, receitas menos despesas, excluídos os juros da dívida, do setor público consolidado – governo federal, estados, municípios e empresas estatais – chegou a R$ 128,710 bilhões, em 2011. O resultado superou a meta para o ano, que era de R$ 127,9 bilhões e corresponde a 3,11% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Somente em dezembro, o superávit primário ficou em R$ 1,934 bilhão. O resultado de todo o ano passado foi superior ao de 2010, que ficou em R$ 101,696 bilhões (2,7% do PIB).

Mas o esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros nominais (encargos financeiros) que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 20,574 bilhões, em dezembro. No ano, atingiram R$ 236,673 bilhões. Esse resultado correspondeu a 5,72% do PIB, o mais alto desde 2007 (6,11%). Com isso, o déficit nominal, que são receitas menos despesas, incluídos os gastos com juros, ficou em R$ 18,640 bilhões, no mês passado, e em R$ 107,963 bilhões, em 2011, o resultado anual mais alto da série histórica do BC, iniciada em 2001. Em relação ao PIB, o déficit nominal chegou a 2,61%, o mais alto desde 2009 (3,28%).

No ano passado, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência) registrou superávit primário de R$ 93,035 bilhões, com R$ 2,503 bilhões registrados em dezembro. A meta do Governo Central era atingir R$ 91,76 bilhões.

Os governos regionais (estaduais e municipais) registraram déficit primário de R$ 508 milhões, no mês passado. No ano, houve superávit primário de R$ 32,963 bilhões. Ao serem incluídos os resultados das empresas estatais municipais e estaduais, o superávit primário desse segmento atinge R$ 35,096 bilhões, quase R$ 1 bilhão abaixo da previsão de R$ 36,1 bilhões para o ano.

As empresas estatais federais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, apresentaram superávit primário de R$ 579 milhões em 2011. Nesse caso, segundo Maciel, a previsão para as empresas estatais federais era “neutra”.

No ano passado, o grupo de empresas estatais – federais, estaduais e municipais – registrou superávit primário de R$ 2,712 bilhões. Em dezembro, houve déficit de R$ 61 milhões.

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