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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

01/09/2015 13:53

Ex-ministro afirma que MS precisa investir em logística para crescer

Liana Feitosa
Rodrigues (à esquerda) falou sobre os desafios da agricultura no país e no Centro-Oeste. Compuseram ainda o seminário Rui Carlos Otonni, Almir Dalpasquale e Samuel de Abreu Pessoa (extrema direita).Rodrigues (à esquerda) falou sobre os desafios da agricultura no país e no Centro-Oeste. Compuseram ainda o seminário Rui Carlos Otonni, Almir Dalpasquale e Samuel de Abreu Pessoa (extrema direita).

"Mato Grosso do Sul precisa vencer o desafio da estratégia para continuar contribuindo com o crescimento do país através do aumento na produção de alimentos e obtenção de energia", considera o ex-ministro da agricultura, João Roberto Rodrigues. Ele falou sobre o tema durante a Bienal dos Negócios da Agricultura do Brasil Central, que acontece no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

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Engenheiro agrônomo há 50 anos, Rodrigues falou sobre os desafios da agricultura no país e no Centro-Oeste. "É preciso investir em logística, já que essa é uma região central. Esse é o principal desafio da região", analisa.
Também participou do evento o doutor em Economia Samuel de Abreu Pessoa, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Para o economista, o produtor rural de Mato Grosso do Sul precisa ter jogo de cintura para driblar a atual situação econômica do país. "O produtor do Estado precisa operar bem o câmbio pensando em mercados futuros. Ele tem que saber comprar e saber vender, comprar os insumos e vender o produto", pontua.

Ex-ministro Roberto Rodrigues acredita que principal desafio do Centro-Oeste é investimento em logística.Ex-ministro Roberto Rodrigues acredita que principal desafio do Centro-Oeste é investimento em logística.

Independência - "Ele também tem que se preparar para depender menos do financiamento público. O Tesouro está com sérias dificuldades, não tem muito dinheiro mais pra crédito subsidiado. Todos os setores produtivos, e isso não vale só para a agropecuária, precisa depender menos do Tesouro. Quem depender muito do setor público não vai pra frente", garante.

No entanto, para Rodrigues, os desafios do país e, consequentemente, do Estado, já que é um dos campeões do agronegócio, incluem barreiras de comunicação. "Falta à sociedade visão adequada sobre a importância da agricultura", afirma.

"O peso que a agricultura tem na economia não é o mesmo que ela exerce na política. Falta visão adequada da sociedade sobre a importância da agricultura para que a população faça exigências ao governo. O governo é reflexo da sociedade", detalhou Rodrigues. Ele foi ministro durante o governo Lula e é engenheiro agrônomo há 50 anos.

Relação 'siamesa' - Segundo o ex-ministro, o agronegócio é responsável por 1/3 dos empregos gerados no país e por 1/4 do PIB (Produto Interno Bruto), que é o resultado da soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil.

Entretanto, a sociedade tem dificuldade de assimilar a relação entre o agronegócio e o bolso do consumidor. "Nosso grande problema é de comunicação. Precisamos mostrar para a sociedade que a relação entre o meio rural e urbano é siamesa. O Brasil é um país agrícola, mas essa ainda não é uma visão que existe. Precisamos mostrar pra nós mesmos como é importante a agricultura pra esse país", define.

Nesse cenário se destaca claramente o Centro-Oeste, segundo Rodrigues. "O Centro-Oeste é o Maracanã onde vai ser jogada a partida final da Copa do Mundo da alimentação e da energia", brinca. Para ele, a região tem as qualidades ideias para contribuir com o crescimento do país, mas precisa investir em logística, tecnologia e capacitação para continuar avançando.

O peso que a agricultura tem na economia não é o mesmo que ela exerce na política. Falta visão adequada da sociedade sobre a importância da agricultura para que a população faça exigências ao governo, afirmou ex-ministro."O peso que a agricultura tem na economia não é o mesmo que ela exerce na política. Falta visão adequada da sociedade sobre a importância da agricultura para que a população faça exigências ao governo", afirmou ex-ministro.



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