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Campo Grande, Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

31/01/2016 13:00

Funcionários cruzam os braços e loja pode continuar fechada amanhã

Bianca Bianchi
Loja Matriz da Rede Bigolin Materiais de Construção, na Rua 13 de Maio (Foto: Marcos Ermínio)Loja Matriz da Rede Bigolin Materiais de Construção, na Rua 13 de Maio (Foto: Marcos Ermínio)

A segunda-feira será de incertezas para a Rede Bigolin em Campo Grande. Com salários atrasados, há uma movimentação entre colaboradores da rede de lojas de materiais de construção para que não haja atendimento amanhã (01).

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“Eu não vou trabalhar. Como todo mundo, tenho contas para pagar e compromissos para honrar. Só volto quando receber tudo que está atrasado”, afirma um dos funcionários, que pediu para não ser identificado.

De acordo com funcionários da rede, que pediram anonimato, o problema começou em novembro, quando o salário atrasou e foi pago de forma parcelada. A segunda parcela do 13º, que deveria ter sido depositada no dia 20 de dezembro não foi paga até hoje, assim como o salário de janeiro.

“Cada hora eles falam uma coisa, agora prometeram o 13º para o dia 5 de fevereiro e o salário para o dia 12, mas ninguém está contando que eles vão cumprir. É uma mentira atrás da outra”, comenta um vendedor que trabalha há 3 anos na rede.

Benefícios e impostos também estariam entre os problemas. Funcionários relatam que o FGTS não é depositado desde janeiro de 2015 e o vale alimentação não tem sido pago desde outubro do ano passado. Um dos funcionários também teria tido problema ao tentar usar o plano de saúde que tem convênio com a empresa, pois o percentual descontado da folha de pagamento não é repassado para a operadora contratada. Além disso, funcionários demitidos pela empresa estão sem receber seus direitos.

“Entregaram minha carteira de trabalho e disseram pra eu procurar outro emprego logo porque eles não tinham previsão de me pagar. Tive que recorrer à Justiça e agora o jeito é aguardar”, explica uma ex-funcionária, dispensada na primeira quinzena de janeiro.

O Campo Grande News entrou em contato com diretores da Bigolin, que não atendeu e nem retornou as ligações. 

Portas fechadas - Na tarde de ontem (30), as lojas das avenidas Júlio de Castilho e Coronel Antonino foram fechadas. Funcionários se recusavam a trabalhar com pagamentos atrasados, enquanto a gerência afirmava ser dia de balanço.

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