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Campo Grande, Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

07/08/2014 11:00

Inflação de julho tem leve alta, mas preço da alimentação ajudou a segurar

Luciana Brazil
Abastecer a despensa de alimentos ficou mais barato em julho, segundo IPC. (Foto: Arquivo)Abastecer a despensa de alimentos ficou mais barato em julho, segundo IPC. (Foto: Arquivo)

Impulsionada pelo grupo das Despesas Pessoais, como cartórios e mensalidades de clubes, a inflação em Campo Grande no mês de julho foi de 0,22%, representando discreta alta em relação ao mês anterior, quando o índice foi de 0,01%, o menor número dos últimos 11 meses, de acordo com dados divulgados hoje (7) pelo Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Universidade Anhanguera Uniderp.

O grupo Alimentação, quase sempre vilão no levantamento do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), desta vez apresentou deflação de -0,71%, sendo a batata (-25,51%) a grande responsável pela queda, seguida pelo repolho (-21,57%) e pelo tomate (-13,98%), antigo terror do consumidor. A gasolina (-0,04%) e o etanol (0,02%) também estão entre os itens que ajudaram a frear a inflação neste mês.

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O maior índice inflacionário entre todos os grupos, foi registrada na Despesa Pessoal, com alta de 2%. Serviços de cartório (16,65%), mensalidades de clubes (8,43%) e absorvente higiênico (8,11%) se destacaram no grupo. Já o sabonete (-2,43%) e o papel higiênico (-2,04%) registraram queda nos preços.

O fraco desempenho da economia, o endividamento do consumidor e a dificuldade na concessão de créditos por partes dos órgãos financeiros devem fortalecer o comportamento da baixa inflação até o fim do ano, como acredita o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, que explica ainda que desde abril, o núcleo tem registrado tendência de queda.

“O temor de que os preços da carne bovina poderiam impactar para cima a inflação, não aconteceu, mesmo já estando na entressafra desse produto. Apesar de algumas dificuldades dos frigoríficos em completar a sua pauta semanal de abate, o varejo está com excesso de carne e a demanda pelo produto está baixa”, explica.

Na análise foi constatado ainda o aumento ligeiro do consumo de carne suína, alavancado pela diferença de preço com a carne de origem bovina, segundo Souza. “A nosso ver, há uma migração do consumidor para esse tipo de carne, que está bem mais barata do que a carne bovina”, disse.

No entanto, o IPC também registrou queda nos preços da carne bovina. Os principais tipos que apresentaram redução foram: filé mignon (- 5,14%), costela (- 4,70%), peito (-2,55%), acém (-2,49%) e alcatra (-2,29%). “A carne bovina aumentou muito no final do ano passado, início deste ano e no período da Copa do Mundo. Por conta disso está havendo uma retração de consumo e a migração para as carnes suínas e de frango que estão com preços bem mais convidativos”.

Por conta disso, os cortes suínos começam a sentir os efeitos da procura expressiva, com destaque de 4,81% registrado na costeleta, 3,69% do pernil e de 0,60% da bisteca. O frango resfriado teve queda de preço de -1,88%, e os miúdos de frango elevação de 2,27%.

Os responsáveis pela inflação do mês de julho foram: pneu novo (0,07%), papelaria (0,05%), arroz (0,04%), sabão em barra (0,02%), Sabão em pó (0,02%), sabonete (0,02%), aluguel casa (0,01%), aluguel de apartamento (0,01%), blusa (0,01%), e açúcar (0,01%).

Já os dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação nesse período, em Campo Grande, foram: batata (-0,11%), tomate (-0,04%), gasolina (-0,04%), alcatra (-0,03%), costela (-0,03%), feijão (-0,03%), diesel (-0,03%), acém (-0,03%), alface (-0,02%) e etanol (-0,02%).

Acumulado- Nos últimos 12 meses a inflação acumulada em Campo Grande foi de 6,47%, ainda acima do centro da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 4,5%. Entretanto, o índice ainda se mantém um pouco abaixo do teto da meta que é de 6,5%. Alimentação (9,35%), Educação (8,45%) e Despesas Pessoais (7,18%) foram os grupos com maiores inflações acumuladas no período.

Já a inflação acumulada nos sete primeiros meses do ano é de 4,61%, elevada pelo grupo Educação (8,26%) e Alimentação (5,94%).

Segmentos- Em julho, o grupo Habitação apresentou uma pequena inflação de 0,20%, com itens como o DVD (6,87%), sabão em barra (6,51%) e forno micro-ondas (3,69%). Queda de preços ocorreu com fogão (-5,01%), liquidificador (-3,74%), desinfetante (-3,28%), entre outros itens.

Apesar da deflação no grupo de Alimentação, cedendo bastante em relação aos meses anteriores, alguns itens como o limão, (8,41%), melão (6,65%) e vinagre (6,39%) registraram alta nos preços.

No grupo Transportes, o levantamento demonstra um moderado aumento de 0,40%, devido a elevação nos preços de pneus novos (5,94%), passagens de ônibus interestadual (3,98%) e ônibus intermunicipal (0,87%). Quedas de preços neste grupo ocorreram com gasolina (-2,23%), etanol (-2,19%) e diesel (-1,03%).

O Grupo Educação apresentou uma alta moderada em seu índice, de 0,49% devido a aumentos de produtos de papelaria, de 4,78%. O grupo Saúde apresentou uma alta inflação em seu índice, da ordem de 0,52% devido a alta do antialérgico e broncodilatador (5,37%), médico pediatra (4,56%), anticoncepcional e hormônio (3,11%). Já os produtos que tiveram queda de preços foram o hipotensor e hipocolesterínico (-0,60%) e analgésico e antitérmico (-0,24%).

O grupo Vestuário apresentou uma pequena inflação: 0,23%. Entre os itens que mais aumentaram de preço estão a bermuda e short feminino (6,22%), camiseta feminina (3,75%), blusa (1,81%), entre outros. Queda de preços ocorreram com lingerie (-2%), sapato feminino (-1,65%), vestido (-0,84%), e outras peças.

IPC/CG - O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande, MS, (IPC/ CG), é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. 




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