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Campo Grande, Sábado, 24 de Setembro de 2016

03/01/2015 09:53

IPI menor eleva vendas de carros em dezembro, mas ano tem queda de 10%

Daniel Machado
Um total de 22.913 automóveis foram vendidos e emplacados em Campo Grande ao longo de 2014, 10% a menos que em 2013 (Foto: Simão Nogueira)Um total de 22.913 automóveis foram vendidos e emplacados em Campo Grande ao longo de 2014, 10% a menos que em 2013 (Foto: Simão Nogueira)

Um total de 22.913 automóveis e veículos comerciais leves novos foram vendidos e emplacados em Campo Grande ao longo de 2014. Isso representa uma queda de 10% em relação ao volume de 2013, quando foram comercializadas e emplacadas 25.548 unidades na capital. No entanto, as vendas tiveram crescimento de 3% em dezembro em decorrência de ser o último mês com IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) menor.

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No entanto, no comparativo da média mensal consolidada e do desempenho até o mês de dezembro, o ano fiscal de 2014 foi mais positivo do que o ano retrasado. As vendas mensais de 2013 somaram 1.946 unidades vendidas e emplacadas, ante 1.955 do ano passado. O mês de dezembro de 2014 também registrou um melhor desempenho, com aumento de 3,3% nas vendas: 2.685 veículos, contra 2.597 do mesmo mês de 2013.

Os números foram obtidos em primeira-mão pelo Campo Grande News a partir de dados do sistema interno da Fenabrave e das concessionárias locais.

Segundo especialistas, as vendas de zero quilômetro somente em dezembro do ano passado apresentaram um resultado 37,3% acima da média anual (até novembro) graças ao décimo terceiro salário e por ser o último mês antes do término da isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que onera de 2% a 6% o custo final dos veículos.

Para Nivaldo Pessoa de Lucena, diretor comercial das concessionárias Kampai e Via Japan, da Toyota, o segmento como um todo deve registrar uma retração de 2% a 3% nos primeiros meses de 2015, com uma ligeira retomada a partir de março. “Não é só pelo IPI, essa queda nas vendas ocorre todos os anos nesses primeiros dois meses por vários fatores, como os gastos que as pessoas tem com IPVA, IPTU, material didático e matrículas escolares”.

No entanto, ele acredita que o mercado já está preparado para isso e se manterá estável em relação a 2014, voltando a crescer de maneira mais expressiva a partir de 2016.

De acordo com William Augusto Rodrigues dos Santos, gerente de vendas da concessionária Perkal, da Chevrolet, as concessionárias tem apostado em taxas de juro “zero”, melhores condições de pagamento, bônus e até na inclusão de emplacamento e tanque de gasolina cheio.

Mesmo assim, segundo ele, os benefícios são insuficientes para cobrir os descontos dos veículos sem o IPI. “Com a isenção, nosso veículo mais popular saía por R$ 30.690 e agora custa R$ 31.490, uma diferença de R$ 800, sem falar do valor de emplacamento, que gira em torno de R$ 1 mil”, compara. Por conta disso, ele acredita que o setor como um todo inevitavelmente registrará uma queda nas vendas de 2% a 3% ao longo de 2015.

A concessão de alguns benefícios, no entanto, devem ajudar a mitigar as perdas e atrair os clientes às concessionárias. É o caso da fisioterapeuta Karlla Caroline Massuda, 24 anos. Recém-formada, ela tem um veículo seminovo, ano 2013, mas já pretende trocá-lo por um zero quilômetro.

“Não estava nos meus planos trocar de carro agora. Porém, tive um filho recentemente e preciso de um veículo sedan, maior, mais espaçoso e confortável para levar o cadeirão e outros acessórios do bebê”, justificou. “Além disso, outras coisas me atraem numa compra, como a valorização do meu carro semi-novo na troca, a entrada de 60% e a taxa de juros zero”, acrescentou.

Apesar do fim da isenção do IPI, a fisioterapeuta Karla Massuda pretende trocar seu veículo seminovo de 2013 por um zero quilômetro (Foto: Simão Nogueira)Apesar do fim da isenção do IPI, a fisioterapeuta Karla Massuda pretende trocar seu veículo seminovo de 2013 por um zero quilômetro (Foto: Simão Nogueira)
Mesmo com benefícios, para o gerente de vendas William dos Santos, vendas de zero quilômetro devem sofrer retração de 2% a 3% em 2015 (Foto: Simão Nogueira) Mesmo com benefícios, para o gerente de vendas William dos Santos, vendas de zero quilômetro devem sofrer retração de 2% a 3% em 2015 (Foto: Simão Nogueira)
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