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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

22/08/2014 15:05

Novo dono "aposenta" aos poucos nome da Enersul, que tem idade de MS

Priscilla Peres
Fatura que chega para os clientes da Enersul tem o nome da empresa, mas sem marca. A logomarca impressa é a Energisa.Fatura que chega para os clientes da Enersul tem o nome da empresa, mas sem marca. A logomarca impressa é a Energisa.

Após assumir o controle das oito distribuidoras de energia do Grupo Rede, entre elas a Enersul, em abril deste ano, a Energisa começa a se afastar do nome da empresa de Mato Grosso do Sul, que já tem 35 anos, a mesma idade de Mato Grosso do Sul, considerando o ano de instalação do Estado, 1979, dois anos após a criação, em 1977. Com aparente objetivo de ressaltar a sua marca e se desvincular da concessionária regional, a primeira ação da empresa após liberação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), foi de retirar o nome do antigo controlador da logomarca.

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A mudança é perceptível no site da empresa e também nas faturas paga pagamento das contas. Antes com a cor vermelha em destaque, agora elas que até aguardam o nome da Enersul, mas sem marca nem cores. É o nome da Energisa que aparece em destaque, com a logomarca em azul e verde da empresa. 

De acordo com o grupo informou, por meio de nota, a autorização para assumir o controle das distribuidoras “implicou na imediada e necessária retirada do nome do antigo controlador da logomarca da empresa”. Porém, a empresa afirma que dentro das mudanças que estão sendo realizadas, há um estudo para mudar a logomarca, “de tal forma que ela reflita, por um lado, a tradição centenária do Grupo Energisa e, por outro, o respeito às tradições e culturas de Mato Grosso do Sul”.

A Aneel afirma que não há nenhuma determinação sobre a mudança de nome da empresa. “A razão social é a que consta no contrato de concessão, mas o nome fantasia a distribuidora pode usar da forma que melhor lhe aprouver”, disse, em nota.

Para o presidente Sinergia/MS (Sindicato dos Eletricitários de MS), Elvio Marcos Vargas, a Enersul deixou de ter a sua marca após passar a ser controlada pela Energisa. "Foi feita uma assembleia de acionistas onde decidiram mudar o nome, que nasceu junto com o Estado e agora morreu", lamenta ele, ao explicar que o CNPJ permanece o mesmo. "O que mataram é o nome".

O ex-presidente da Enersul, Valter Pereira: nome tem representação para a história de MS. (Foto: Divulgação)O ex-presidente da Enersul, Valter Pereira: nome tem representação para a história de MS. (Foto: Divulgação)

Histórico - A Enersul foi fundada em 1979 para ser responsável pelo abastecimento de energia do recém-criado Estado de Mato Grosso do Sul. Na década de 80, alguns municípios com sistemas próprios de eletrificação foram incorporados ao Estado e entraram em operação sete novas subestações. Nos nos anos 90 a empresa foi privatizada e vendida para a Escelsa.

De lá pra cá, a companhia foi vendida três vezes e, apesar de ter passado por outras mudanças de programação visual, o nome Enersul sempre esteve presente. Em 2003, passou a integrar o Grupo EDP – Eletricidade de Portugal, cinco anos depois, em 2008, a distribuidora passou a ser controlada pelo Grupo Rede. Devido a problemas administrativos, em 2012 a Aneel decidiu intervir na Enersul, designando uma pessoa de sua confiança para controlar a empresa. A intervenção durou um ano e oito meses até a mudança de controle para a Energisa.

Para ex-senador Valter Pereira, que presidiu a Enersul até ela ser repassada a iniciativa privada, a ex-estatal é um símbolo para o Estado. “A empresa foi promotora do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e a mudança da sigla é uma negação da história da Enersul e do próprio Estado”, afirma. Pereira considera importante que o nome da concessionária seja preservado, apesar de reconhecer que por, estratégia de marketing, o novo dono possa o que for preciso.

Valter avalia que a Enersul sempre contribuiu para o desenvolvimento do Estado, não só suprindo energia elétrica, mas atendendo as demandas sociais que sempre foram compartilhadas com ela. “Tanto é que quando houve a privatização, umas das exigências que o governo impôs foi a obrigatoriedade de um percentual de investimentos na área social, para que continuasse sendo feito”, lembra.

A privatização da empresa se de um contexto de dificuldades financeiras da Enersul, após passar por intervenção da Aneel, que decidiu pela venda da empresa. 




Essa Energisa foi eleita a pior empresa distribuidora de energia do país, não se assustem se daqui pra frente a energia oscilar e houver quedas periódicas na energia.
 
Marcos Wild em 22/08/2014 22:31:37
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