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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

21/08/2014 11:01

Petrobras volta a ser acusada de calote pelos responsáveis por construir fábrica

Luciana Brazil
Representante do grupo procura imprensa para comunicar decisão. (Foto: Perfil News) Representante do grupo procura imprensa para comunicar decisão. (Foto: Perfil News)

Um grupo de 10 empresários que presta serviço ao Consórcio UFN3, em Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, decidiu suspender os serviços de alojamentos e alimentação para os funcionários da empresa. De acordo com o site Perfil News, um representante dos empresários afirmou que as atividades serão paralisadas no dia 31 deste mês. A decisão foi um consenso entre os sete donos de alojamentos e três proprietários de cozinhas industriais. Segundo o grupo, a dívida já soma R$ 8 milhões. 

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O Consórcio, que presta serviço para a Petrobras, firmou acordo de pagamento com os empresários, em junho deste ano, para solucionar o atraso de seis meses de dívida. A tratativa, registrada em ata, determinava que os pagamentos seriam efetuados em três partes e que os acertos mensais futuros não seriam mais acumulados.

De acordo com o Perfil News, 70% da dívida foi paga, mas algumas empresas não receberam. Aproximadamente 150 empresas, contabilizando as que receberam, também já estão com os pagamentos de junho, julho e agosto atrasados.

Em junho, a Câmara de Vereadores intermediou o acordo, juntamente com a Associação Comercial e Industrial.

Mesmo com a falta de compromisso do Consórcio, muitas das micro e pequenas empresas continuam fornecendo alimentação e moradia para os trabalhadores da UFN3. Para conseguirem manter as portas abertas, muitos precisaram se desfazer de bens para realizar o pagamento de seus funcionários. 

Sem caixa e capital de giro, as empresas se uniram e decidiram não prestar mais serviços enquanto os pagamentos não forem regularizados. Como não são atendidos ou recebidos pelos representantes da UFN3, decidiram comunicar a empresa por meio de nota sobre o encerramento das atividades.

Preocupado não só apenas em receber, o grupo teme o impacto social que o encerramento das atividades pode gerar. Cerca de 200 funcionários perderão seus empregos com o fechamento das cozinhas e alojamentos.

Manifestações podem acontecer entre funcionários das empresas, teme o grupo.

Já está programado para o dia 31, o fechamento dos alojamentos, localizados nos bairros Santa Rita, Vila Maria, Santos Dumont e Jardim Alvorada. Segundo o grupo, a lei de hospedagem do setor hoteleiro os ampara em situação de remoção dos alojados.

A reportagem procurou a estatal e aguarda um posicionamento da empresa sobre a nova reclamação.




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