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Campo Grande, Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016

15/04/2015 15:33

Prato feito em Campo Grande é o 2º mais barato no País, diz pesquisa

Campo-grandense gasta mais de R$ 22 por dia para almoçar fora de casa

Mariana Rodrigues e Edivaldo Bitencourt
Na Capital o prato feito custa em média  R$ 18,10. (Foto: Fernando Antunes)Na Capital o prato feito custa em média R$ 18,10. (Foto: Fernando Antunes)

Levantamento da Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação e Convênio para o Trabalhador), divulgada hoje, mostra que o preço do prato feito em Campo Grande é o segundo mais barato entre as 23 capitais pesquisadas. O gasto médio do campo-grandense com alimentação fora de casa é de R$ 22,48, o 4º menor. O valor é menor que o apresentado na região Centro-Oeste, onde a média é de R$ 26,09.

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De acordo com a pesquisa, na Capital de Mato Grosso do Sul o prato feito custa em média R$ 18,10, ao final do mês esse valor pode chegar a mais de R$ 500 para quem almoça fora de casa. Os outros tipos de refeição pesquisados foram por quilo/autosserviço (R$ 22, 66 em média) e A La Carte (R$ 46,68), que apresentou o valor mais caro.

O custo do prato feito campo-grandense só é inferior aos R$ 13,88 pagos pelos moradores de Palmas, capital do Tocantins. No entanto, o valor é quase metade do valor pago em Florianópolis (SC), onde o prato básico custa R$ 33,16.

De acordo com a Assert, o menor gasto médio para comer fora de casa é Belém (PA), onde o valor ficou em R$ 21,35, seguido por Porto Alegre (RS), com R$ 21,51, e Belo Horizonte (MG), com 21,57. O maior desembolso para almoçar fora, em média, é feito em Florianópolis, com R$ 39,93.

Josias Silva, 25 anos, analista de crédito e Matheus Miranda, 18 anos, auxiliar de escritório, almoçam todos os dias no Centro. (Foto: Fernando Antunes)Josias Silva, 25 anos, analista de crédito e Matheus Miranda, 18 anos, auxiliar de escritório, almoçam todos os dias no Centro. (Foto: Fernando Antunes)


Um grupo de amigas que trabalha como vendedoras na região central, costuma fazer a refeição juntas, Daniela Evangelista, 21 anos, Gisele Bezerra da Silva, 19 e Marisangela Souza, 23 anos, se reúnem todos os dias no canteiro central da avenida Afonso Pena.

Para economizar, elas preferem o marmitex, que custa entre R$ 6 e R$ 8, mais da metade do valor médio do prato feito. Por mês elas gastam cerca de R$ 150 somente com a alimentação.

"Nós gastamos de segunda a sábado R$ 6 no marmitex e quando temos um dinheiro a mais compramos um marmitex mais caro que custa R$ 8, ou seja, a gente chega a gastar mais de R$ 150 só com a alimentação", disse Daniele.

"Além desse gasto com a alimentação tem o café que tomamos todos os dias, a gente sempre comenta que compensa mais trazer um pacote de suco de casa e preparar na hora que sai mais barato, mais nunca fazemos isso", disse Marisangela.

Para acompanhar a refeição, todos os dias elas consomem refrigerante ou suco. "O preço do refrigerante e do suco é quase o mesmo. Nós gastamos cerca de R$ 5 em um refrigerante de dois litros que dividimos", destacou Gisele.

Segundo a pesquisa, as despesas com alimentação e bebidas são parte significativa do orçamento das famílias (24,8%), sendo que os preços dos principais produtos consumidos aumentaram em todas as regiões pesquisadas.

Matheus Miranda, 18 anos, auxiliar de escritório, também almoça todos os dias fora de casa e gasta R$ 12 no prato feito. "De vez em quando como salgado, mas como fica quase o mesmo preço de uma refeição, geralmente eu como o prato feito ou o self service que custa entre R$ 15 e R$ 20", disse.

Os preços dos alimentos consumidos fora do lar, de acordo com a pesquisa, tiveram elevação de 9,79% no ano passado. Nos últimos dez anos os produtos consumidos fora de casa subiram 136, 14%.

Para Josias Silva, 25 anos, analista de crédito, uma forma de economizar é levar comida de casa em alguns dias da semana. "Eu compro prato feito ou então self service, mas para economizar, as vezes eu trago marmita de casa", disse.

A pesquisa envolveu 51 cidades, sendo 23 capitais, distribuídas pelas 5 regiões brasileiras. O trabalho de campo foi realizado entre os dias 25 de novembro a 18 de dezembro de 2014 e ouviu 5.118 proprietários ou responsáveis por informações sobre preços, com 6.101 preços coletados considerados nas suas diferentes ofertas ou tipos de refeição.




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