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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

28/05/2015 19:54

Selo de qualidade quer aprimorar produção de mel na região do Pantanal de MS

Liana Feitosa
Selo é uma garantia ao consumidor, já que indica a região onde o produto foi obtido e sob quais métodos ele foi produzido. (Foto: Divulgação / Embrapa)Selo é uma garantia ao consumidor, já que indica a região onde o produto foi obtido e sob quais métodos ele foi produzido. (Foto: Divulgação / Embrapa)

Está em fase de finalização as normas que vão guiar a produção apícola certificada pelo selo de IG (Identidade Geográfica) do mel pantaneiro. Esse selo é uma garantia ao consumidor, já que indica a região onde o produto foi obtido e sob quais métodos ele foi produzido.

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As regras foram discutidas no seminário Mel do Pantanal, realizado no início desta semana na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pantanal em Corumbá, cidade a 419 quilômetros de Campo Grande.

Oportunidade - No evento, pesquisadores, apicultores, cooperativas, associações e outras instituições que trabalham com a atividade puderam discutir as regras que serão aplicadas à produção apícola pelo Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).

“Esse produto vai ser obtido de acordo com normas rígidas. Essa produção, além disso, vai ser certificada, ou seja: além da palavra do produtor, vai ter uma instituição e pessoas independentes que vão atestar que esse produto tem qualidade”, explica o pesquisador da Embrapa Pantanal, Vanderlei dos Reis.

Segundo Gustavo Bijos, presidente da Faems (Federação de Apicultura e Meliponicultura de MS), o produtor deverá investir de R$ 500 a R$ 1.000 por ano para produzir de acordo com as regras da IG pantaneira.

“Ele pode comprometer uma pequena parcela da produção para bancar os custos da IG. O retorno, com certeza, é extremamente seguro”, alega Gustavo. “Aqui no Mato Grosso do Sul o quilo do mel varia de R$ 25 a R$ 40 (na venda direta ao consumidor). No entanto, o mel do Pantanal pode chegar a até R$ 60 o quilo”, afirma. Entretanto, aderir à certificação é uma escolha do produtor.

Interesse - O produtor rural Cristiano da Conceição, que mora na área do assentamento Taquaral, próximo à fronteira com a Bolívia, tem interesse na certificação e procura meios de viabilizar o investimento. “É preciso acontecer uma política de incentivo para aumentar o número de produtores e a quantidade de equipamentos”, acredita.

Para Vanderlei, a maior parte dos investimentos exigidos pela IG do Pantanal não deve ser feita em novos materiais ou equipamentos, mas na administração, planejamento e gestão do negócio apícola, ou seja, na profissionalização da atividade. “Isso é muito bom porque vai melhorar o controle, possibilitando que o produtor comece a verificar onde pode aperfeiçoar a produção, quais são os gargalos, quais são os diferenciais”, alega.

Segundo o fiscal federal agropecuário Márcio Menegazzo, da SFA/MS (Superintendência Federal de Agricultura de Mato Grosso do Sul), a identificação abrirá novos mercados para o mel do Pantanal.

“A IG vem para inserir o produtor dentro do mercado de especialidades, que é mais exigente do ponto de vista de protocolos de produção, responsabilidade social e ambiental", afirma. "Consequentemente, o produtor tem uma condição de remuneração melhor”, conclui.

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