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Campo Grande, Sábado, 01 de Outubro de 2016

14/05/2015 08:08

Vender pelo Facebook funciona, mas especialista alerta para cuidados

Liana Feitosa
Lojas virtuais oferecem mais segurança do que pessoas físicas que anunciam nas redes sociais, afirma especialista. (Foto: Fernando Antunes)Lojas virtuais oferecem mais segurança do que pessoas físicas que anunciam nas redes sociais, afirma especialista. (Foto: Fernando Antunes)

As vendas pela internet registraram crescimento nominal de 24% no ano passado e faturamento acumulado de R$ 35,8 bilhões. Os números são calculados com base no comércio eletrônico formal, em compras realizadas em site de empresas formalizadas.

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No entanto, vendas informais tem atraído cada vez mais consumidores nos chamados "classificados" das redes sociais. A assistente social Paula Alencar, 25 anos, faz em casa, artesanalmente, doces para vender. Na tentativa de aumentar as vendas, passou a usar grupos de anúncios no Facebook para divulgar seus produtos.

Mais vendas - "Meus clientes ficam o dia todo do praticamente no Facebook, então encomendam só pelo que veem ali. Depois que passei a anunciar, em dezembro do ano passado, a procura pelos meus doces aumentaram 90%", comemora.

Além dos doces, ela já vendeu na internet de refrigerador a forno elétrico, passando por casa para cachorro.

Apesar da boa notícia, o advogado Alexandre Santos, especialista em Direito do Consumidor, alerta para alguns cuidados que precisam ser adotados para quem quer anunciar e para quem quer comprar pelo Facebook ou pelo WhatsApp.

Alerta - "Essas negociações são entre pessoas físicas e, por isso, não são abraçadas pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor). Portanto, há falta de garantia, falta de segurança na própria negociação", explica.

Dificilmente a pessoa física que está oferecendo um produto tem como dar garantia à quem está comprando, outro problema desse tipo de comércio. "Todo cidadão tem direito de ação contra alguém que vender e causar algum desfavorecimento, mas para provar que o vendedor sabia do dano que estava causando e que vendeu de má fé, é um ato probatório muito grande", amplia o advogado.

"Já nas lojas virtuais a segurança é maior. Elas são formalizadas, entregam em casa, oferecem várias formas de pagamento e até mesmo garantias, principalmente no caso de produtos mais caros ou eletrônicos", aconselha Santos.

Dá para comprar - No entanto, segundo o advogado, existem exceções. "Existem produtos como livres, alguns jogos, enfim, que são mais fáceis de serem comercializados entre pessoas físicas porque que não exigem tanta investigação sobre as condições do produto", considera.

"É fácil de verificar se um livro está em boas condições de uso, por exemplo. Por isso, se ele for oferecido com preço condizente, nem muito caro, nem muito barato, alto e baixo, e aparente estar em perfeito estado, a compra pode valer, sim", avalia.

Cuidado dobrado - "O problema é que hoje vemos muitas pessoas anunciando notebook, celular, produtos eletrônicos. Esses casos são mais arriscados. Antes da compra, seria bom levar em uma loja de assistência técnica de confiança para que a qualidade do produto seja atestada", finaliza.

No caso de Paula, ela toma alguns cuidados para evitar dores de cabeça com compradores interessados em dar o calote pela internet. "Tem gente que pede para pagar depois, mas não tem como. Além disso, encomendas grandes só faço com adiantamento. Também faço um contrato, dou recibo... E as entregas são feitas em locais públicos", conta.

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