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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

07/05/2011 10:35

Festa da Farinha celebra origens em reduto nordestino no MS

Aline dos Santos

Estrela da festa é produzida artesanalmente em Anastácio

Cordel abriu festa na noite de ontem, em Anastácio. (Foto: João Garrigó)Cordel abriu festa na noite de ontem, em Anastácio. (Foto: João Garrigó)
 Festa da Farinha celebra origens em reduto nordestino no MS

Os mais de dois mil km de distância não impedem que Mato Grosso do Sul tenha um pedaço do Nordeste. Em Anastácio, onde 56% da população descendem de nordestinos, basta somar forró, cordel e comidas típicas.

Há seis anos a cidade celebra suas origens com a Festa da Farinha. Estrela da comemoração, a farinha de mandioca é produzida artesanalmente em colônias nos arredores de Anastácio. Locais que reúnem nordestinos, principalmente de Pernambuco, desde antes de o município ser criado. Anastácio completa 46 anos na segunda-feira, enquanto a colônia mais conhecida, a do Pulador, já passou dos 90.

Mas nos tempos idos, época em que só existia Aquidauana e mais esquerda, como era conhecida a vila onde hoje é Anastácio, a farinha não era exatamente um sucesso de gosto popular. Quem conta é o sergipano Aristeu dos Santos, de 62 anos.

“O pessoal daqui não tinha hábito de comer farinha. Meu pai levava um saco para vender em Aquidauana e não vendia tudo. Depois, passou a vender cinco sacos”, recorda. Hoje, ele se orgulha de ter fabricado 1.500 dos 4 mil quilos que sustentam o saco de farinha colocado no meio da avenida Porto Geral, local da festa. O atrativo é anunciado pela organização como o maior saco de farinha do mundo.

Para Aristeu, a fabricar farinha é ofício de toda uma vida. A técnica ele aprendeu com o pai. “A gente prepara a terra, planta, espera dez meses para a mandioca ficar pronta. Volta na roça, colhe e prepara a massa”.

Já nas farinheiras, a massa é seca e passa por prensa até chegar ao tacho para torrar. Gradualmente, os produtores ganham auxílio. Como o motor que substitui pessoas no processo de secagem da massa.

Mas, nos tachos, permanece o trabalho manual. Para torrar 50 quilos de farinha, é necessário duas horas ao lado de fornos, alimentados por lenha, a altíssimas temperaturas. A produção é vendida por meio de cooperativa aos comécios da região.

Surpresa – O reduto nordestino na cidade onde começa o Pantanal surpreendeu a funcionária pública Euzinete Cavacante. Devido à transferência do marido militar, ela trocou Fortaleza (CE) por Mato Grosso do Sul. Primeiro, morou em Bela Vista, depois, veio para Anastácio.

“Comecei a perceber pelo sotaque. Até me admirei em ver tanto nordestino por aqui”, afirma. Membro do CTN (Centro de Tradição Nordestina), ela comanda uma das barracas de artesanato.

Todos os anos, pessoas que vão aos Estados nordestinos trazem itens como chapéu de cangaceiro e imagens de Padre Cícero para ser vendidos na Festa da Farinha.

Banda Calcinha Preta abriu festa na sexta-feira.Banda Calcinha Preta abriu festa na sexta-feira.

Sabor,som e poesia - Das 80 barracas, 60 são destinadas à culinária. A mandioca é a base de quitutes como coxinha, pastel, bolo e complemento no tradicional churrasquinho. O cardápio ainda inclui tapioca, buchada de bode e a bebida batizada de viagra.

A trilha sonora também remete à influência nordestina. A banda que une um nome sugestivo ao forró eletrônico, a Calcinha Preta, abriu a festa na noite de ontem.

Dono do hit “Você não vale nada, mas eu gosto de você”, o grupo empolgou o público. Neste sábado, o show será de Zé Ramalho.

Já cotidiano contado e cantado em versos é atração na barraca do cordel. A poesia popular é declamada por Juvenal dos Santos. Um paulista filho de baianos e sul-mato-grossense de coração. “O cordel vem do sentimento da gente”, descreve.

Seu mais recente livro conta a história da arte das rimas popular em 245 versos. E ele já faz escola. Aos 10 anos, Henrique do Nascimento conta que passou a se interessar pelo cordel a conhecer a poesia de Juvenal, amigo de seu pai.

O garoto já domina o repente. Agora, se dedica a escrever. “Às vezes sai tudo certinho, às vezes não. Tem que ter pensamento”, enfatiza.

Guerra – Presidente do CTN (Centro de Tradição Nordestina) e secretário municipal de Cultura, José Edson dos Santos, lembra que parte do fluxo migratório dos nordestinos para a região teve como origem a Guerra do Paraguai.

“Essa área era conhecida como combate. Um dos militares que atuaram aqui foi José Gomes. Depois da guerra, ele voltou para o Nordeste e começou a falar desse lugar”, afirma. A migração também foi impulsionada pela colonização e a fuga das regiões de seca.

 Festa da Farinha celebra origens em reduto nordestino no MS
Barracas vendem produtos típicos nordestinos.Barracas vendem produtos típicos nordestinos.
Festa lotada no dia da abertura.Festa lotada no dia da abertura.
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Quero muito conhecer pra dançar, fazer novos amigos e viver de bem com a vida e conhecer gente alegre, animada.Sou filha de nordestino e vivi no norte e sinto falta do povo nordestino e nortista que são muito parecidos no jeito de viver.
angelita
 
angelita de Souza em 22/08/2013 12:19:44
a festa da farinha muito bonita gostei
 
israel alves nunes em 12/06/2011 06:26:17
que pena que este ano nao foi possivel ir a festa da farinha,devido ao trabalho,mas ano que vem eu irei
 
eneas gonçalves de oliveira em 08/05/2011 06:46:13
A festa foi de arrebentar muito boa estão de parabéns todos os organizadores do evento fantastica a festa e ainda tem Zé Ramalho eita festão de arrombar vc que mora venha nã perca ..........hj tem mais.........
 
Luciano Aquidauana em 07/05/2011 01:20:00
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