A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

09/06/2012 16:09

Após dois anos de estudos, gravações começam na antiga rodoviária

Mariana Lopes
(Foto: Rodrigo Pazinato)(Foto: Rodrigo Pazinato)

Foram dois anos de estudo que levaram o cineasta Givago Oliveira a praticamente vivenciar, em um curto espaço de tempo, décadas de um prédio que fez história em Campo Grande, e que hoje, para ele, tornou-se um “não lugar”.

Veja Mais
Grupo faz documentário envolvendo comunidade e apaixonados pela velha rodoviária
Parque das Nações terá Jota Quest de graça, além de Curimba e Bella Xu

O objetivo é deixar tudo registrado em forma de documentário. As gravações começaram ontem e se estenderam até hoje, no prédio do antigo terminal rodoviário da Capital.

O coletivo começou colhendo os depoimentos de comerciantes que plantaram suas raízes em um local que, para muitos, é visto como um dos maiores problemas sociais da cidade.

“Quero que as pessoas contem a história de vidas delas, que acaba por revelar a ligação que elas têm com a rodoviária. Aqui tratamos de questões sociais, culturais, antropológicas, e até mesmo sexuais”, relata Givago.

No tempo que antecedeu as gravações, o cineasta foi ver de perto como vivem as pessoas da região. “O registro não é para fazer uma denúncia sobre o descaso, mas sim aprofundar um estudo antropológico do motivo pelo qual as pessoas acabaram abandonando o local, o que, em alguns casos, representa abandonar a si mesmo”, observa.

(Foto: Rodrigo Pazinato)(Foto: Rodrigo Pazinato)

Para completar, o cineasta e diretor do documentário explica a expressão “não lugar”. “São locais que são de todo mundo, mas que ninguém utiliza, como é o caso atual da velha rodoviária”, enfatiza.

O documentário contará também com espaço para a representação cênica. “Como ouvi muita gente, inclusive profissionais do sexo, muitos dos personagens não quiseram se identificar, então eu decupei o depoimento e vamos dar vida a eles na pele de atores”, explica Givago.

Para que tudo isso fosse possível, o coletivo contou com o trbalho colaborativo de uma equipe de cerca de 15 profissionais, entre atores, produtores, editos de imagem, de trilha, artefinalista, diretor de foto.

Para a produtora cultural Michelly Dominiq, o projeto é uma oportunidade de resgatar o histórico do prédio, antes que seja tarde. “O comércio daqui pode acabar de repente, se você reparar ao redor, muitas lojas já fecharam as portas. É um risco acabar virando um lugar fantasma”, pontua.

Givago encerra a entrevista com apenas um alerta. “Aqui é um condomínio que pode ser muito explorado, mas, infelizmente, será para sempre a antiga rodoviária”, lamenta.




Morei próximo à rodoviária durante minha infância e adolescência, lembro-me de ter acompanhado cada etapa da construção quando era criança em companhia de meu falecido pai. Ainda recordo que nos tapumes da obra haviam desenhos de como ficaria o prédio quando pronto e, aquilo para meus olhos de criança, era uma visão do futuro. Foi nosso primeiro shopping, um dos poucos que então existia no Brasil.
 
Silvio Braga em 30/09/2012 15:26:57
Moro em Campo Grande desde 2003, é inacreditável quando as pessoas dizem que lá foi um shopping, com letreiros, faixas publicitárias, enfim, não em um passado tão distante assim ( em 1995, como disse a Maria da Conceição) tinha até um supermercado agora se vê o abandono e decadência do lugar, lamentável deixarem ter feito isso com o lugar, falta de valorização da própria cidade!
 
Marcelo Dias em 21/07/2012 12:42:15
Parabéns ao cineasta. Devemos mostrar o descaso para com a história desse espaço que muito marcou o cenário da cidade morena. Lembro dos idos anos 70, quando da sua inauguração, dando vida a um local ermo e alagado. Logo se transformou em nosso primeiro Shooping: cinemas, lojas de discos, magazines, óticas,cabeleireiros, cursinho pré-vestibular e a Lalai Doces, quem não se lembra!!!!
 
Humberto de Alencar em 11/06/2012 10:19:35
Como jornalista e moradora do bairro Amambaí acompanhei de perto três décadas de mudanças, transformações e a degradação que tomou conta daquela região. O trabalho realizado por Givago Oliveira é ousado, sério e propõe ações de médio prazo que podem ajudar muita gente.
Por isso apoio e peço apoio de quem mora na região e de quem luta para preservar a história de nossa jovem Capital.
 
Aline Oliveira em 11/06/2012 04:12:23
Eu adorava ir a rodoviaria local onde meu pai trabalhou com taxista po 32 anos, ele viu nascer este lugar, ainda bem que não viu seu abandono, gostaria de ver novamente este patrimonio de Campo Grande belo e bem cuidado, poderia ser feito um terminal central de coletivos de todos os bairros para traser devolta seu publico as lojas deste local.
 
Silvio Kleber em 11/06/2012 03:27:39
É uma pena que ela esteja abandonada dessa forma....Esse espaço que alem de rodoviaria pode se dizer que foi o primeiro shopping de Campo Grande...Me lembro quando criança ia comer pizza na rodoviaria e saia dela e ia para o parquinho na esquina da Afonso Pena...Esperero que os governates possam dar um destino bom a esse que foi um grande simbolo da nossa capital....
 
Edison Esteche em 11/06/2012 03:07:41
E o pior disso tudo é que a Prefeitura de Campo Grande se preocupa com a retirada das fachadas das lojas do Centro, com tanta coisa pra se fazer...
 
Ronaldo Colibaba em 10/06/2012 08:55:00
Parabéns, ao cineasta e a produtora pela iniciativa, a antiga rodoviária faz parte da história da nossa cidade, pena que esteja dessa forma, abandonada.
 
Marcia Ledesma em 10/06/2012 02:10:01
é lamentavel ver como está esse predio que um dia foi a rodóviaria de campo grande eu lembro em 1995 quando cheguei para morar aqui em campo grande o quanto era movimentada, morei proximo dela por 12 anos existia várias lojas restaurantes salões de cabelereiro até mesmo um pequeno supermercado, pelo o visto hoje só resta o predio os comerciantes foi quem ficaram na pior com a falta de movimento.
 
maria da conceição cerqueira em 09/06/2012 05:56:26
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.