A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

15/07/2015 06:12

Casa da Afonso Pena mistura estilo, com lareira no meio da sala e poço no jardim

Paula Maciulevicius
Jardim do casarão, vista do fundo para a frente da residência. (Foto: Fernando Antunes)Jardim do casarão, vista do fundo para a frente da residência. (Foto: Fernando Antunes)

Navegando entre o neocolonial mexicano e estilo mediterrâneo, o casarão da Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua Espírito Santo, tem de peculiaridade o mesmo tanto que tem de história. Erguido na década de 70, o projeto do arquiteto campo-grandense Avedis Balabanian permaneceu os últimos seis anos fechado e a despertar curiosidade por quem passava por ali há muito mais tempoNessa terça-feira, o Lado B percorreu os 2 mil metros quadrados de terreno no lançamento da mostra de arquitetura "Morar Mais por Menos", que será aberta ao público em novembro.

Veja Mais
Fechada há anos, casa histórica da Afonso Pena reabre para mostra de arquitetura
Traços da nossa arquitetura, desde o “Gabinete Téchnico de Desenho" na Calógeras

A mescla de estilos vem de elementos da arquitetura mexicana junto do mediterrâneo, caracterizado principalmente por luxo, espaços amplos e na maioria das vezes, na cor branca. Comum em todas as paredes da casa, desde o muro, além do branco, a estrutura delas é grossa, justamente para refletir o calor. A textura, feita a partir do próprio reboco segue formas arredondadas. 

Imponente desde a entrada, a casa tem pelo menos quatro salas e quatro quartos, além da cozinha, lavanderia, jardins, piscina e área gourmet. Somados, os ambientes dão 43 espaços distribuídos na mostra. Os espaços são divididos por graciosos degraus e apresentam entre azuelojs, pedras, madeiras e piso cerâmico, todo material original da construção. A recepção aos visitantes fica por conta do hall que exibe um pé direito de 6m com uma pequena sacada acima. Resumida só a janela, é preciso erguer os olhos para enxergar o que de cima se vê com facilidade.

Área da piscina. (Foto: Fernando Antunes)Área da piscina. (Foto: Fernando Antunes)
Na cozinha, sobressaem azulejos portugueses. (Foto: Fernando Antunes)Na cozinha, sobressaem azulejos portugueses. (Foto: Fernando Antunes)
Em uma das salas, detalhe da parede de pedra ao fundo. (Foto: Fernando Antunes)Em uma das salas, detalhe da parede de pedra ao fundo. (Foto: Fernando Antunes)
Corredor que dá para os quartos. (Foto: Fernando Antunes)Corredor que dá para os quartos. (Foto: Fernando Antunes)
Fonte em uma das salas. Decoração também virou pia em alguns banheiros. (Foto: Fernando Antunes)Fonte em uma das salas. Decoração também virou pia em alguns banheiros. (Foto: Fernando Antunes)

O caminho pela casa segue à esquerda, onde duas salas se dividem através da lareira. De pedra e suporte de ferro, ela surge no meio do ambiente, fazendo dele um duo. Quem sabe de visitas, quem sabe de jantar. Dos 2 mil metros quadrados, 1,7 mil deles é de área construída e em cada ambiente, um detalhe faz a diferença, ora os azulejos portugueses, ora as fontes que fazem as vezes de pia nos banheiros.

De portas e janelas de madeira maciça, na terceira sala os olhos se voltam à cúpula do teto. Abobadada, o detalhe em vermelho recebe o lustre e atina a curiosidade para aquela cena. Ali, o previsto é se instalar a sala de almoço. O corredor que leva aos quartos revela o piso de cerâmica desenhado à mão. As suítes vêm acompanhadas do banheiro e closet. Na principal, uma banheira embutida na pedra é o destaque do banheiro, junto do cimento esculpido que formam dois cisnes. Em todos os armários são embutidos e acompanham um cofre.

A parte externa é tomada por jardins e varandas. Um poço dá o ar da graça no centro do verde, onde mais acima está a piscina e a área gourmet.

Mostra - A escolha pelo lugar, para ser sede da terceira edição da mostra, depois de uma casa da Rua da Paz e o Rádio Clube Cidade, veio após meses de negociação. A mostra trabalha o conceito "o chique que cabe no bolso", pregando decoração viável, com itens de valor menor, ao mesmo tempo em que precisa ser elaborada e criativa. Ou seja, a partir do lançamento, arquitetos e designers que adquirem o espaço têm de trabalhar brasilidade, sustentabilidade, inclusão social, tecnologia e inovação em cada projeto.

Lareira divide salas. (Foto: Fernando Antunes)Lareira divide salas. (Foto: Fernando Antunes)
Na suíte principal, banheiro tem banheira embutida e desenhos no cimento. (Foto: Fernando Antunes)Na suíte principal, banheiro tem banheira embutida e desenhos no cimento. (Foto: Fernando Antunes)
Poço de pedra que ocupa o jardim dos fundos da casa. (Foto: Fernando Antunes)Poço de pedra que ocupa o jardim dos fundos da casa. (Foto: Fernando Antunes)
Detalhe de uma das salas fica por conta da cúpula. (Foto: Fernando Antunes)Detalhe de uma das salas fica por conta da cúpula. (Foto: Fernando Antunes)

Entre os 43 ambientes, a previsão é de reunir 70 profissionais da arquitetura, design e construção. Diretor executivo da mostra, Rafael Toneto, explica que a casa recebia manutenção mensal ao longo desses 6 anos, mas que ainda assim, é um desafio aos arquitetos. "Eles pegam o projeto no estado em que a casa está, crua, para transformar num outro mundo. O desafio é muito grande", completa.

A mostra abre no dia 5 de novembro e deve ficar até 13 de dezembro. A média de preço da entrada é, segundo os organizadores, de R$ 20,00 a meia-entrada.

Área gourmet. (Foto: Fernando Antunes)Área gourmet. (Foto: Fernando Antunes)
Lateral da casa que vai virar boulevard. (Foto: Fernando Antunes)Lateral da casa que vai virar boulevard. (Foto: Fernando Antunes)
Sala de recepção. (Foto: Fernando Antunes)Sala de recepção. (Foto: Fernando Antunes)
Mostra abre em novembro. (Foto: Arquivo/Marcelo Calazans)Mostra abre em novembro. (Foto: Arquivo/Marcelo Calazans)



imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.