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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

19/09/2016 08:25

Do verde autoral ao revestimento de pedra vulcânica, 10 ideias para casa

Paula Maciulevicius
No Foyer das Artes, o verde do ambiente assinado pelo designer Douglas Raldi, foi batizado de Verde Mato Grosso do Sul. (Foto: Fernando Antunes)No "Foyer das Artes", o verde do ambiente assinado pelo designer Douglas Raldi, foi batizado de Verde Mato Grosso do Sul. (Foto: Fernando Antunes)

Pode ser mistura ou vir prontinho da lata, o verde mostrou destaque na arquitetura dentro da edição 2016 da Casa Cor. Presente em dois ambientes, o tom traz brasilidade e colorido aos olhos e é parte de muitas ideias que os arquitetos e designers de interiores apresentam no casarão da Afonso Pena.

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Denominado "Foyer das Artes", o verde do ambiente assinado pelo designer Douglas Raldi, foi batizado de Verde Mato Grosso do Sul. "Foi um verde que encantou todo mundo, fiz dois estudos e uma mistura para chegar no tom de representatividade do Brasil e do Estado com o Pantanal", explica. 

A mistura dos tons  da Coral deixou as paredes bem próximas ao verde bandeira. De inspiração, o designer afirma que buscou nas cores lançadas na moda, em especial os verdes apresentados no ano passado nas semanas de moda.

"A arquitetura se apropria da moda para trabalhar os interiores no ano seguinte e essa questão do verde vem trazer a funcionalidade do paisagismo nas cidades grandes", descreve. Por mais que aqui não haja tal preocupação pela região estar cercada de natureza, lá fora o tom pode fazer também essa função. "Ele pode suprir a necessidade de plantas dentro de casa", completa Douglas.

No Banho Público, da arquiteta Paula Magalhães, o verde escolhido foi o "Floresta Úmida", da Velutex, como ferramenta para chamar atenção do público. "É uma cor que não se está tão acostumado a ver e ela prende. É uma tendência que traz um pouco do vintage, uma cor que se usou muito tempo atrás e agora está de volta à arquitetura", frisa.

De revestimentos, a Casa Cor traz do cimentício ao 3D e de pedra vulcânica. Num só ambiente, é possível ver dois tons feitos a partir de pedra vulcânica. Na Varanda da Família, das arquitetas Eloisa Vicari e Liana Godoy, o conforto veio a partir de revestimentos rústicos nas paredes.

Revestimento de pedra vulcânica leva o nome de 50 tons. (Foto: Fernando Antunes)Revestimento de pedra vulcânica leva o nome de "50 tons". (Foto: Fernando Antunes)

Mais escuro, o tijolo "50 tons" se mostra mais novo que o "Atacama" que divide o espaço. "É uma lava mais antiga", explica Liana. Assentado na argamassa, como ele é artesanal é preciso ser colocado "amarradinho" para que não se note nenhuma diferença entre as linhas.

O uso pode ser tanto numa varanda, quanto em fachada, sala, lavabo e onde o morador preferir. "São várias cores dele, a base é lava vulcânica", esclarece Liana. Entre os revestimentos, a arquiteta considera este uma reinvenção dos tijolos de olaria, os famosos "tijolinhos à vista".

Encontrados em Campo Grande, na Fornari, uma curiosidade que torna a parede mais bonita é justamente o fato do revestimento não ter rejunte. "É o que chamamos de junta seca e fica super natural, não tem aquela junta dos pisos", diferencia Liana.

Importado, o revestimento é de alto valor, mas traz consigo um aconchego e um toque de requinte fugindo do rústico com que as pessoas já estão acostumadas a ver na arquitetura.

De mesmo material, Atacama é mais claro e também de lava mais recente. (Foto: Fernando Antunes)De mesmo material, Atacama é mais claro e também de lava mais recente. (Foto: Fernando Antunes)

Na Praça de Eventos, da arquiteta Alessandra Gibran, a parede que faz fundo para a piscina recebeu revestimento 3D "Scaleno", da linhas Castelatto, também encontrado na Fornari.

Na parede, os desenhos de triângulos com ângulos desiguais, podem criar paginações diferentes conforme forem assentados. 

No restaurante, assinado pela arquiteta Sandra Madeira, a inspiração no Mar Mediterrâneo trouxe para as paredes revestimentos em 3D branco, que faz referência ao infinito e também o que imita pedra, ambos cimentícios, também da linha Castelatto.

Em 3D, revestimento é charme na Praça de Eventos. (Foto: Fernando Antunes)Em 3D, revestimento é charme na Praça de Eventos. (Foto: Fernando Antunes)
Triângulos brincam com imaginação. Triângulos brincam com imaginação.
Como infinito, 3D também está em restaurante. Como infinito, 3D também está em restaurante.
Parede ganha outra cara no restaurante, por Sandra Madeira. (Fotos: Fernando Antunes)Parede ganha outra cara no restaurante, por Sandra Madeira. (Fotos: Fernando Antunes)
Imitando pedra. Imitando pedra.
Outro destaque também do restaurante.Outro destaque também do restaurante.

Em 3D, o revestimento da cozinha, projeto do arquiteto Jamil Paroschi e do filho, ainda estudante de Arquitetura, Vitor Paroschi, é porcelanato e colocado hexágono por hexágono.

"Como ele é uma peça pequena e sozinha, você consegue brincar, pode manter um padrão ou desenhar e dependendo da iluminação, consegue dar profundidade a ele", explica Vitor. Retrô, o revestimento em 3D voltou dos anos 60 e no ambiente, a cor é o nude, mas segundo o estudante, a linha Carbone Deluxe traz uma gama de outras cores.

O cuidado precisa ser redobrado quanto à manutenção. "Se não limpar direito, por todos os volumes dele, começa a dar uma aparência diferente e vai ficar em destaque", explica Vitor.

Na cozinha, porcelanato em 3D possibilita arquiteto de brincar com formas e iluminação. (Foto: Fernando Antunes)Na cozinha, porcelanato em 3D possibilita arquiteto de brincar com formas e iluminação. (Foto: Fernando Antunes)
De concreto, revestimento da mesma cor de mesa foi solução para espaço pequeno. (Foto: Fernando Antunes)De concreto, revestimento da mesma cor de mesa foi solução para espaço pequeno. (Foto: Fernando Antunes)
Detalhes do revestimento dos anos 70. (Foto: Fernando Antunes)Detalhes do revestimento dos anos 70. (Foto: Fernando Antunes)

No espaço Mini Gourmet, das arquitetas Thaylise Queiroz e Carolina Saddi e da designer de interiores Liliane Sierra, o ar retrô casa com o estilo toscano que foi pano de fundo para a inspiração das profissionais. A cor aplicada ao revestimento 3D no estilo anos 70 foi o mesmo da bancada, para dar um toque especial à composição.

A Casa Cor fica aberta até o dia 9 de outubro, de terça a domingo, das 16h às 22h, na Avenida Afonso Pena, 4025. Ingressos na bilheteria do evento. A entrada inteira custa R$ 40 e a meia, R$ 20,00.

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Desenhado por Malu Bernardes, revestimento em MDF brinca com elevações, tons e lâminas. Desenhado por Malu Bernardes, revestimento em MDF brinca com elevações, tons e lâminas.
De cerâmica, revestimento em 3D marca detalhe no living de Janete Padilha. (Fotos: Fernando Antunes)De cerâmica, revestimento em 3D marca detalhe no living de Janete Padilha. (Fotos: Fernando Antunes)



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