A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

08/05/2014 06:46

Fechada por anos, mansão que sempre gerou curiosidade vira hostel de alto padrão

Elverson Cardozo
Mansão fica na Chácara Cachoeira. (Foto: Divulgação)Mansão fica na Chácara Cachoeira. (Foto: Divulgação)

Na esquina das ruas Jeribá e Luís Freire Benchetrit, no bairro Chácara Cachoeira, endereço nobre de Campo Grande, uma mansão que ficou fechada por anos, sempre gerou curiosidade pela aparência suntuosa. Mas, agora, ela teve destino. Virou um hostel (nova classificação dos antigos albergues): o Oka Brasil, que começa a operar oficialmente nesta quinta-feira (8).

Veja Mais
Com filmes não revelados da década de 1950, frei tenta criar museu em mosteiro
Traços da nossa arquitetura, desde o “Gabinete Téchnico de Desenho" na Calógeras

A obra para transformar o imóvel em um local próprio para receber hóspedes começou há três meses, quando os novos donos compraram a propriedade, que pertencia, até então, a Joana D’Arc, dona de cartórios na Capital.

Lídia Marques, Sônia Navarro e Armando Vieira, todos empresários, fizeram questão de manter a estrutura original do prédio, que tem detalhes de uma arquitetura predominante na Europa do século XVIII, quando a arte rococó ainda era o principal movimento. O espaço, em alguns ambientes, tem tetos com arabescos e até luminárias inglesas de 1935, que agora contrastam com os móveis mais retos e planejados.

Recepção. (Foto: Divulgação)Recepção. (Foto: Divulgação)

Para competir e acompanhar as mudanças do mercado, o trio incorporou ao negócio um conceito mais atual, o de hostel design. “É um padrão de hotel quatro estrelas. É mais badalado. A gente vai procurar interagir com a comunidade. Teremos café aberto ao público e podemos fazer, também, pequenos eventos”, explica Lídia.

A primeira experiência ocorreu no último final de semana. Trinta e cinco mulheres se reuniram e fizeram uma noite do pijama. Foi apenas um preview, destacou.

Estrutura – O Oka Brasil tem 600 m² de área construída – com instalações adaptadas para portadores de necessidades especiais - e fica em um espaço de 2 mil m². A ideia é ocupar os três andares da mansão, mas, a princípio, apenas o primeiro está sendo utilizado.

Por enquanto, o hostel tem 59 leitos distribuídos em quartos climatizados, alguns com terraço, de 2, 4, 6 e 8 camas, onde os hóspedes terão à disposição armários individuais, roupas de cama, ferro elétrico, tábua de passar roupa, e banheiros – coletivos e privativos – com banheiras.

Quartos contam com móveis fabricados por internos do Presídio de Segurança Máxima. (Foto: Divulgação)Quartos contam com móveis fabricados por internos do Presídio de Segurança Máxima. (Foto: Divulgação)

Parte do mobiliário, beliches e móveis das áreas comuns, como sala de TV e cozinha, foram fabricadas por internos do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

Tudo é coletivo, da cozinha à lavanderia. Nas áreas comuns, há TV a cabo, computadores e rede wi-fi liberada. O hostel fica em uma localização privilegiada. Perto do Shopping Campo Grande, Parque das Nações Indígenas, de farmácias, restaurantes, lojas, clínicas, salões de beleza, escola de dança, bares, conveniências e a 10 minutos do centro. A linha de ônibus, na mesma rua, é outra facilidade para quem não conhece a cidade.

“A gente queria uma casa que fosse bacana para ser um diferencial competitivo e ter esse conceito de hostel design, de fácil acesso ao transporte coletivo, à vida noturna e aos serviços de modo geral. Fomos abençoados por Deus porque deu tudo aconteceu e de forma incrível”, disse Lídia.

É um novo conceito de hotelaria, emendou. Sônia aproveitou para destacar que o público alvo não é só de turistas que querem conhecer o Pantanal e Bonito, “mas grupos, pessoas que vem de fora para uma festa, público de negócio, gente que vem para fazer provas, concursos ou a trabalho”. “É bem amplo”, afirmou. “É um conceito que, no mundo inteiro, está em alta, porque a palavra é convivência”, completou Lídia.

Cozinha coletiva. (Foto: Divulgação)Cozinha coletiva. (Foto: Divulgação)

Preço – A tabela de preços, válida para 2014, tem valores que variam de R$ 55,00 (quarto com 8 camas e terraço), a R$ 140,00 (suíte para casal). Quartos com 4 e 6 camas custam R$ 60,00. Com 6 leitos, mas com banheiro privativo, a hospedagem varia entre R$ 70,00 e R$ 75,00, com 8 camas, WC privativo e terraço.

O Oka Brasil hostel fica na Rua Jeribá, 454, no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. Outras informações podem ser obtidas no site www.okabrasilhostel.com.brno e-mail reservas@okabrasilhostel.com.br ou na Fan Page.




Que caaaaro!!! Quando vou à SP fico em Pinheiros num hostel muito bom, pertinho da Praça Benedito Calixto, pago R$ 45,00 a diária, com um café da manhã top!
Ah.... povo sem noção.
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 13/05/2014 09:37:43
Caríssimo. Um hostell em plena Miami Beach custa R$ 45,00 a diária, num lugar bem mais interessante que esse. Pra variar Campo Grande com a cabeça na lua...
 
Marcos Cézar Coutinho Scanoni em 08/05/2014 13:13:08
Nesse nível não tinha.
 
Lucas Rezende em 08/05/2014 11:23:52
Hostel com esse preço?
Informo à comentarista F. Götz que existem sim, outros hostels em C. Grande.
 
Juvenal Coelho em 08/05/2014 09:17:56
Fiquei feliz com a notícia ! Campo Grande era uma das pouquissimas capitais que não possuia um hostel, uma vergonha.
Agora podemos contar com um hostel design lindo e bem localizado
Parabéns pela iniciativa e ótima idéia dos empresários de transformar esse local em um hostel
 
Fernanda Götz em 08/05/2014 08:41:29
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.