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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

03/12/2014 06:34

Geladeiras raras são vendidas para quem gosta de se aventurar em restaurações

Aline Araujo
Geladeira Climax, ano 62.Geladeira Climax, ano 62.

As duas peças parecem coisa de ferro-velho, mas são raridades de encher os olhos de quem sabe do valor de uma relíquia, de deixar qualquer arquiteto babando. A geladeira Climax, de 1962, já completou 52 anos. O modelo Gibson, ainda mais antigo, tem 72 anos de fabricação.

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Uma é amarela, a outra azul, ambas originais, com puxadores intactos. Foram encontradas em uma antiga oficina de geladeiras, na Orla Morena, há cerca de 5 anos, que hoje não existe mais.

Na época, o proprietário estava doente, já não fazia reparo algum há muitos anos, e os eletrodomésticos estavam em um quintal, espalhados assim como aparelhos de rádio e de TV.

 

A amarela tem 72 anos.A amarela tem 72 anos.
mas puxadores ainda estão intactos.mas puxadores ainda estão intactos.

O jornalista Azael Oliveira Pompeu comprou o que viu de mais raro, disposto a fazer a restauração. “Me deparei com o senhor José, um aposentado, que estava deixando a profissão de lado por motivos de saúde. Perguntei se ele tinha geladeiras antigas, porque vi vários objetos espalhados pelo local: rádios, ferro de passar roupa, fogão... Ele me levou a um terreno anexo à oficina e tinha ao menos sete geladeiras. Acabei comprando duas”, detalha.

Mas as relíquias ficaram por 2 anos na garagem de casa, enferrujando o piso. Depois, foram para um depósito e por fim chegaram a uma funilaria, mas o projeto não saiu do papel.
Por isso, ele resolveu vender. “Sempre gostei de antiguidades. Fui aficionado por carros antigos, mas como são caros, me interessei pelas geladeiras. Agora prefiro me desfazer. Melhor do que deixar as duas sem continuar a própria história”, justifica.

Uma delas, a mais barata, já foi vendida por R$ 250,00. A amarela, Gibson de 1942, custa bem mais, R$ 900,00.
O “investidor” que se dispôs a comprar a Climax, eletrodoméstico que nem sequer funciona, é o empresário Augusto da Silva, de 44 anos, que viu a oferta nas redes sociais.

“Na verdade, de um tempo para cá, eu tenho acompanhado muito o mercado de antiguidades, tem um programa de restauração na TV fechada. Assistindo, me despertou a vontade de fazer. A minha casa é uma casa moderna, mas eu acho que isso dá um contraste legal”, explica.

A geladeira foi o primeiro item retrô dele, por isso não tem ideia de como vai restaurar. “Eu imagino gastar em torno de mil reais, pois tem a pintura, a recuperação das peças... Vamos praticamente refazer a geladeira”, conta, ainda a procura de alguém que faça esse tipo de serviço em Campo Grande, inclusive, o de refrigeração.
O eletrodoméstico é o início de um novo hobby. “Eu tenho vontade de comprar uma cafeteira antiga, e acaba sendo decoração, mas também um passatempo gostoso. Tem gente que ganha dinheiro com isso, mas eu só quero como hobby”, garante.

Como as duas podem ficar...as meninas têm potencial.Como as duas podem ficar...as meninas têm potencial.



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