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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

30/11/2012 08:00

Histórias de quem preserva e conserta cadeira de vó

Ângela Kempfer
Cadeiras para conserto na oficina da Rua Amazonas.Cadeiras para conserto na oficina da Rua Amazonas.

A velha cadeira de balanço foi comprada há décadas, na antiga Casa Cruzeiro. “Ficava na rua Dom Aquino”, lembra o aposentado José Chaves, o dono do móvel.

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Bancário aposentado, quando ainda trabalhava no Banco do Brasil era vizinho da Cruzeiro, loja movimentada lá pelos anos 70, com venda de mobiliário em uma cidade em pleno crescimento.

Da lembrança, a única comprovação é a cadeira na sala de entrada. “Eu sento para descansar e só vou passar para frente quando eu morrer”, avisa.

A mãe já tinha uma e ao lado da esposa ele resolveu ali, ao passar pela loja, também comprar a clássica cadeira de balanço. "Nem pensei no preço, entrei e comprei". Lá se vão mais de 40 anos, estima o senhor, hoje com 74.

Vire e mexe o tempo faz a palha desfiar e quando começa a enganchar em botões dos bolsos, estragar os vestidos, é hora de mandar para o conserto, conta José. "Uma função a cada cinco anos", conclui.

O endereço é certo, a oficina de Valdevino de Oliveira, há 25 anos no mesmo ponto, para restaurar o que ninguém quer perder.

Quem passa pela rua Amazonas, com certeza já viu as cadeiras em exposição, em frente a casa antiga com a placa que anuncia a restauração de móveis.

A cadeira da família Chaves não é a única da marca Thonart, empresa criada há mais de 100 anos, com fábrica no Rio Grande do Sul. Tudo que ainda hoje é produzido por lá tem madeira maciça e um processo artesanal de vergar essa matéria prima.

Na oficina de Valdevino, hoje estão três. “Uma tem mais de 120 anos. É uma relíquia”, diz o artesão. Ele não trabalha com peças de reposição, porque a entrega “demora muito”, justifica. Faz tudo por conta própria. “Até a palhinha a gente trança uma a uma, trama por trama. É como um grande carretel de lã que vai ganhando forma”, descreve.

A história impregnada na madeira envergada é algo que demanda muito cuidado, comenta. “Trato com carinho, é uma peça de família, a gente nunca vai conseguir colocar outra no lugar”.

Por isso, a renovação demora 30 dias em média e custa R$ 350,00. É preciso lixar, passar o verniz e arrumar a palha que é a marca do modelo.

“Dor no coração”, diz Valdevino, dá quando ele encontra alguma por aí, abandonada, o que já ocorreu não apenas uma vez.

“Já achei duas, uma amarrada lá no Jardim Columbia e outra jogada aqui pertinho, no lixo, durante a construção do Walmart (supermercado). Besta de quem abandonou. Eu arrumei e vendi por R$ 900,00”, lembra.

Valdevino diz que palha da cadeira tem de ser trançada fio a fio.Valdevino diz que palha da cadeira tem de ser trançada fio a fio.



Em qual cidade está localizada?
 
Vitoria Lagatti em 30/12/2013 22:43:05
que cidade fica ??
 
Valeria leal em 01/07/2013 22:57:03
Tenho uma cadeira de balanço igual a essa da foto acima ,e quero arrumar o assento e o encosto com palha ,tu faz e quanto custa,me manda o endereço e o valor que te envio eles e depois tu me manda pronto.Quanto tempo tu leva pra fazeres os 2??????
obrigada
 
valéria leal em 01/07/2013 22:52:09
parabens cabeção pelo excelente trabalho q a muito tempo realiza!!! este cara é um artista trabalhei com ele e posso dizer o grande artista q ele é!!! muito bom mesmo
 
charles coenga em 01/12/2012 10:34:04
Orgulhosa dessa pessoa e o bem que traz a todos.
Parabéns tio.
 
ANA CARLA DE OLIVEIRA em 30/11/2012 19:15:44
parabens tio pelo seu trabalho o senhor é um trabalhador em tanto meus parabens:)
 
karolyne de souza em 30/11/2012 14:51:30
parabens pai pelo seu trabalho continui assim ;D
 
thomas de souza em 30/11/2012 14:49:19
Gostosa matéria. Lembrei-me com saudades do meu falecido pai José Ferreira, que trabalhou 25 anos na casa de móveis Cruzeiro e fez muitas e muitas restaurações de móveis lá!
 
Juçara Rosa de Oliveira em 30/11/2012 10:48:49
Temos 2 destas em casa, tem gente q a acha estranha, mas tem tambem muita gente de olho nela! Pra minha mãe ela tem um valor inestimável...acho q ela não troca nem por um carro zero! Eu támbem não me desfaço dela, a 34 anos atraz fui ninada ali e quero repetir fazendo meus filhos dormirem em meu colo enquanto balanço nela!
 
Eloise Freitas em 30/11/2012 08:52:55
parabens pela sua arte continue assim restaurando historia
 
nilton fernandes da silva em 30/11/2012 08:43:42
imagem transparente

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