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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

13/02/2013 09:29

Uma nova chance para a beleza que se atreve ao tempo

Aline dos Santos
Casarão da Prefeitura antiga espera por reforma. (Foto: Rodrigo Pazinato)Casarão da Prefeitura antiga espera por reforma. (Foto: Rodrigo Pazinato)

A beleza que se atreve ao tempo ganha uma nova chance em Corumbá. Inclusa no PAC, a cidade vai reformar o passado, salvando para os apreciadores do presente e os que ainda virão cenários dos prósperos tempos em que tinha um dos portos mais movimentados de América do Sul.

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Vencida as burocracias, a primeira restauração a sair do papel será da antiga Prefeitura. O prédio se ergue imponente em frente à Praça da Independência. Trancado a sete chaves para salvaguardar o interior totalmente degradado, o imóvel não deixa de impressionar. Há solidez nas colunas, entalhes na madeira das portas, delicados detalhes por toda a fachada.

“A reforma da antiga prefeitura é o caso mais imediato. É bem antigo e está acabado. Lá, vai funcionar um prédio público e o centro de atendimento ao turista”, afirma a primeira-dama e diretora-presidente da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico, Maria Clara Scardini.

A inclusão de Corumbá no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das Cidades Históricas foi anunciada no dia 30 de janeiro. A lista dos municípios escolhidos conta com 44 nomes, como Olinda (PE), São João Del Rei e Ouro Preto, ambos em Minas Gerais.

Maria Clara explica que o diferencial dessa nova iniciativa para proteger o patrimônio histórico no Brasil é a oferta de linha de financiamento para imóveis particulares. Ao todo, o programa disponibiliza R$ 1 bilhão para o setor público e R$ 300 milhões para o setor privado. Os recursos serão disputados por todas as cidades.

Na próxima terça-feira, em Brasília, a diretora vai apresentar a lista com as 17 obras pleiteadas pelo município. Em março, será a vez da defesa técnica dos projetos. O custo total está em fase de levantamento. Outra prioridade é dar nova cara à rua Delamare. De acordo com Maria Clara, a requalificação do espaço urbano inclui embutir a fiação e nivelar o pavimento.

 

 

No interior do prédio do instituto, necessidade de reparos. (Foto: Rodrigo Pazinato)No interior do prédio do instituto, necessidade de reparos. (Foto: Rodrigo Pazinato)
Em frente ao ILA, Maria Clara conta que a cidade pleiteia 17 obras.  (Foto: Rodrigo Pazinato)Em frente ao ILA, Maria Clara conta que a cidade pleiteia 17 obras. (Foto: Rodrigo Pazinato)

A fachada em estilo neoclássico do ILA (Instituto Luiz Albuquerque) oculta um interior necessitado de reformas. O prédio foi construído entre 1918 e 1922 para ser escola. Noventa anos depois, abriga duas bibliotecas. O porão alimenta o folclore de que o local já foi prisão. Na verdade, conta a gerente de Patrimônio Histórico, Ana Paula Badari, o subsolo mais alto foi para nivelar a construção e os “respiradores” foram solução de arquitetura para ventilar o piso de madeira.

 O valor da história – Para incentivar que donos de imóveis busquem a linha de financiamento para as obras, a aposta é no diálogo. “Vamos nos reunir com os comerciantes, falar dos projetos para os imóveis que tenham valor de patrimônio histórico. Explicar as vantagens, de como transforma a nossa cidade. O grande diferencial é a história, a cultura”, salienta Maria Clara.

Sob os olhos da águia que repousa no teto, as janelas do prédio Vaquez e Filhos já não se abrem de para em par. Com vista para o rio Paraguai, o imóvel construído em 1909, com a assinatura do arquiteto italiano Martino Santa Lucci, foi interditado em dezembro. Em meio à chuva forte, a parede do prédio desmoronou. O imóvel não pertence ao poder público.

O desmoronamento impediu a reinauguração da escadinha da XV. De acordo com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), foram investidos R$ 251 mil para estabilizar as encostas. A pouca distância, o prédio Wanderley, Baís & Cia, construído em 1876, teve melhor sorte. O imóvel de três andares, ligados por escadas importadas da Inglaterra, é sede do Muphan (Museu de História do Pantanal).

A empresa realizava transportes de mercadorias e passageiros entre os portos de Corumbá e Cuiabá, e mantinha negócios com os centros europeus. O Casario do Porto foi tombado pelo Iphan em 1992

Em dezembro, parte do prédio Vasquez e Filhos desmoronou. (Foto: Rodrigo Pazinato)Em dezembro, parte do prédio Vasquez e Filhos desmoronou. (Foto: Rodrigo Pazinato)



Corumbá deve lutar para manter essas construções da forma original, e pela manutenção disso. São patrimônios históricos!
 
JESSICA MACHADO em 13/02/2013 15:27:58
Espero que recuperem essas belas fachadas e prédios, que são importantes testemunhas de parte da História de Corumbá e do nosso estado.
 
Adriano Roberto dos Santos em 13/02/2013 13:22:05
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