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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

17/07/2012 11:35

Famílias e seus malabarismos para viver em casas populares com 32 m²

Ângela Kempfer
Cristiane já conseguiu deixar a casa bonitinha, no Residencial Iguatemi.Cristiane já conseguiu deixar a casa bonitinha, no Residencial Iguatemi.
Cozinha foi anexada á casa e integrada à sala.Cozinha foi anexada á casa e integrada à sala.

Cinco pessoas em uma casa de 32 metros quadrados não é tarefa para qualquer um. Mas é o jeito para quem conseguiu, pelo menos, uma casa popular em Campo Grande. Como essas famílias se organizam é malabarismo que sempre aguçou minha curiosidade, por isso resolvi fazer algumas visitinhas.

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Justiça seja feita, nem só em condomínios entregues pela prefeitura e pelo Estado são tão minúsculos. Hoje em dia, os apartamentos de construtoras como Homex e MRV não são muito maiores, tem 42, 44 metros quadrados e alguns ainda conseguem dividir isso em 3 quartos, salas e cozinha.

Para viver em apartamentos e casas tão pequenas, o jeito é começar se livrando dos móveis. No Residencial Iguatemi, na saída para Cuiabá, entregue pela prefeitura há 2 anos, a família de Moisés Lopes teve de dar os sofás e camas aos parentes para se adequar ao novo imóvel.

“A gente vivia de aluguel e tinha mais coisas. Aqui não cabe nada”, comenta. Para quem esperou tanto por um imóvel na fila da Emha (Empresa Municipal de Habitação), entrar em uma casa minúscula, sem nenhum acabamento e com material muito frágil, foi chocante. “A gente não pensava que fosse tão precária. Foi uma desilusão", lembra.

O cômodo principal é sala e cozinha, onde mal cabe a televisão e a geladeira. Para arrumar a casa, os sofás foram vendidos e no lugar estão agora duas cadeiras de cordas em frente à TV. Um passo depois, a geladeira e o fogão demarcam a cozinha, onde não é possível mais de 2 pessoas em pé.

A caçula da casa, Laís, convida para conhecer o quarto que divide com os dois irmãos. Os meninos dormem juntos em uma cama de solteiro e a pequena de 4 anos ainda dorme no berço, que o pai serrou para ficar maior.

A vantagem é o terreno bem maior que a casa. Como domina o ofício, o próprio Moisés começou a construir uma varanda há 8 meses e também pretende quebrar paredes para viver melhor.

“Eu queria uma beliche, mas não sobra dinheiro”, conta Moisés que durante o dia faz trabalhos de pedreiro e á noite é frentista.

Cadeira de cordas virou sofá em sala que divide espaço com a cozinha na casa de Moisés.Cadeira de cordas virou sofá em sala que divide espaço com a cozinha na casa de Moisés.
Há 8 meses ele levanta a varanda para ter mais qualidade de vida.Há 8 meses ele levanta a varanda para ter mais qualidade de vida.

Na outra quadra, há dois anos a família Moraes tenta expandir. Quando mudaram, a falta do muro era o que mais tirava do sério a dona de casa Cristiane. “Além da poeira brava, as pessoas passavam dentro do quintal, só faltava dar tchauzinho”, conta.

De saída, ela e o marido apertaram as finanças e conseguiram levantar o muro e no ano seguinte começaram a reforma. “A gente sabe que a nossa condição é um pouco melhor, então estamos conseguindo melhorar”.

Apesar da simplicidade, Cristiane conseguiu pensar em um projeto perfeito para o imóvel de 32 m². Quebrou paredes, ampliou a sala para o lado, colocou um balcão e integrou sala e cozinha. “Não foi fácil, porque tem de fazer a reforma com todo mundo aqui dentro. Por dois meses a gente ficou trancado no quarto das crianças, com pedreiro andando para um lado e para o outro”, lembra a mãe de Vinícius, de 3 anos, e Raíssa, de 7.

Na frente, ela ainda espera poder construir uma varanda. “Faz muito falta, né”, argumenta.

Pelos residenciais populares, o que primeiro surge é justamente a varanda, algo que só existe no Brasil com tamanha frequência, explica o arquiteto Gogliardo Maragno, que teve como tese de doutorado "As Varandas na Arquitetura Brasileira: adequação ambiental e sustentabilidade", mas isso é assunto para outra reportagem aqui no Lado B.




amigos aqui em marcelandia estamos passando uma situaçao muito chata a seis anos entramos em uma terra mas tinvemos q sai depois de um ano fomos dispejados para um luga orivel oito mes entao o prefeito nos chamou na prefeitura e nos fas um acordo nos iriamos ganha uma casa popular mas osterenos nos iria paga dois mil e tresentos ate ai tudo bem mais entao guando chegou os materias para comstruir as casas popular emtao as vinte e tres familia caregou tijolos bateu cimento pois para vinte e tres casa foi comtratado apenas um pedreiro entao ele ia falando e nossos maridos fasendo tudo bem acabamos terminado as casas ok mudamos ate chegou a politica de novo e oprefeito adalbeto dis vcs nao vao mas paga os terenos mas agora nos manda uma notato ou paga o vai pra justisa acabou o mandato dl
 
tania lima em 03/12/2012 19:50:58
Também fui contemplada com uma casa no bairro Santa Emilia e também fiquei disiludida, temos que reclarmarmos sim!!!! pois essas casas não são um presente do governo para nós, elas são construidas com nosso dinheiro e se todos reclamassem talves os governantes percebessem a insatisfação de seus eleitores e no futuro nossos filhos poderiam viver melhor.
 
cristiane ferreira em 18/07/2012 12:08:54
Que casinha linda da familia moraes, tb moro no conjunto iguatemi , que bom seria se todos pudessem ter esse desenvolvimento. parabéns a essa familia pela simplicidade e bom gosto.
 
mario gomes em 18/07/2012 11:54:53
A minha casa também era pequena. A cinco anos estou aumentando, hoje ela tem 3 quartos grandes, sala enorme duas varandas, com fogao a lenha, toda em vidro temperado e pisos de porcelanato. Quem tem pouco começa debaixo. Não importa o quanto é pequeno, o que importa é que não é alugue.
 
luciano de souza lima em 18/07/2012 02:33:54
Também fui contemplada com uma casa no bairro santa emilia e também fiquei disiludida temos que reclamar melhorias sim!!! pois se não houvesse tanto desvio de dinheiro concerteza teriamos casas mais dignas, e essas casas não são presentes do governo para nós, elas são construidas com nosso dinheiro .
Que bom que algumas familias conseguem fazer melhorias para dar mas conforto a sua familia.
 
BRUNA P. MENDES em 17/07/2012 11:02:18
Cristiane parabens, sabemos das dificuldades de morar em um condominio em estrada de chão, paredes sem reboco com as minimas condiçoes até sem iluminaçao pública foi entregue na época, O governo realmente tinha que se empenhar em dar moradias mais dignas.
 
Maristela Gomes em 17/07/2012 10:39:59
É pessoal tem que cobrar sim em relação ao tamanho. São populares, erguidas com dinheiro público, mas são pagas com o trabalho do povo! Não é caridade, muito menos premiação. Exigir qualidade? Porque não?
 
marcos arguelho em 17/07/2012 10:32:00
Gostei da sua matéria Ângela, pois era uma curiosidade que eu também tinha.
 
Heloísa Godoy em 17/07/2012 10:11:16
É POUCO DEMAIS O ESPAÇO DE 32M2 PARA UMA FAMÍLIA. JÁ QUE O IMÓVEL NÃO É DE GFRAÇA, POIS SERÁ PAGO PARCELADAMENTE PELO USUÁRIO, DEVERIA SER UM POUCO MAIOR. TODOS SABEMOS QUE É MUITO GRANDE A POLITICAGEM QUANDO AS "CASINHAS" SÃO ENTREGUES. É A GRANDE A PROPAGANDA SOBRE "MINHA CASA, MINHA DÍVIDA."
 
JAIRO DE LIMA ALVES em 17/07/2012 08:22:19
Porque as casas não maiores um pouco, qual o custo que não deixa as casas serem maiores, parece uma caixa de fosforo,não estou desfazendo das casas mas com tantos imposto que pagamos, e essa casa tbem vai ser paga não deveriam pensar nisso?
 
Silvia Mota em 17/07/2012 07:03:27
E que a família Lopes,sirva de exemplo de perseverança, e não de reclamação.Maior parte da população mundial instalam-se em "moradias" sub humanas..Será que a melhor opção é voltar ao aluguel? Muitos campograndenses aguardam a chave da casa própria, acredito que muitos gostariam de estar neste imóvel.E o pior de tudo, o Brasileiro só sabe reclamar..Lamentável..!!!!
 
Carol Almeida em 17/07/2012 03:54:47
O comentário do Marcelo Mendes é desproposital e lamentável. Os proprietário tem todo o direito de reclamar. Naõ importa se as casas foram erguidas com dinheiro público ou atravpes de um empreendimento privado., Importa é a dignidade e o direito dessas pessoas.
 
Marco Túlio Costa em 17/07/2012 03:31:00
As casas podem até ser pequenas, mas tem um bom espaço de terreno, E O MELHOR vocês conseguiram ter uma casa, e eu que estou esperando "sorteio" de casas populares, desde 2005, que tal?!, será que vale a pena reclamar da casa pequena?, ou continuar pagando aluguel?, ou então ver pessoas que fazem inscrição da casa popular, e depois de 3 meses conseguem a casa pelo "sorteio"????
 
Dariene Almeida em 17/07/2012 03:21:51
Falta sensatez a essas pessoas que estão a reclamar das condições desses imóveis minúsculos, de mais a mais eu pergunto: quando deram de entrada? (nada), e quanto pagam de prestação? (valor ínfimo)...
 
Marcelo Mendes em 17/07/2012 02:43:09
Parabens, Cristiane! A sua casa ficou linda! Pouca importa o tamanho, enquanto consegue faze-la conchegante. Muito legal!

Mas tem população de baixa renda e população de outra baixa renda. Seria bom se a prefeitura desenvolveria moradia popular em varios tamanhos (tipo: 35, 45 e 65 m2), com preço diferente, e deixaria o futuro morador escolher o que pensa caber no bolso.
 
Marcos da Silva em 17/07/2012 02:40:56
Graças a Deus que existem aqueles que conseguem sua casa própria. Por menor que seja o lar é sempre um lugar sagrado.
 
Edina Costa Nunes em 17/07/2012 01:43:00
Além de ser muito dificil conseguir uma casa popular, quando recebemos é esse cubiculo e a burocracia é grande para podermos ampliar a construção, exigem projeto arquitetõnico... Quem consegue a casa mal consegue comprar os materiais!!! As vezes até fazendo as construções clandestinamente. Por isso é chamada baixa renda. A prefeitura poderia ter um programa melhorzinho para ampliar as moradias.
 
marcos sanches em 17/07/2012 01:32:17
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