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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

07/10/2011 12:25

Mercadão e Horto Florestal entram em processo para tombamento histórico

Ângela Kempfer
Mercadão e Horto Florestal entram em processo para tombamento histórico

Com 53 anos, só agora o Mercado Municipal deve ser tombado como patrimônio histórico e cultural de Campo Grande. A partir de hoje, já está proibida qualquer intervenção na arquitetura do prédio, por conta de tombamento provisório estabelecido em Diário Oficial desta sexta-feira. O mesmo ocorre com o Horto Florestal, que agora entra no mesmo processo.

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A Planurb solicitou e a Fundação de Cultura terá 15 dias para nomear os profissionais responsáveis pela primeira etapa no Mercadão. Sobre o Horto, o pedido foi apresentado pelo vereador Athaíde Nery (PPS).

Arquitetos e historiadores vão elaborar um parecer técnico sobre o mercado, para certificar da necessidade de tombamento como bem da população.

Já no caso do Horto Florestal, biólogos e ambientalistas também serão contratados para o levantamento das condições e importância do parque urbano.

Até a conclusão, qualquer obra nos dois locais deve ser submetida à aprovação do Conselho Municipal de Cultura.

Em 3 meses, todas as etapas devem ser concluídas, mas há possibilidade de prorrogação.

No caso do canteiro central da avenida Afonso Pena, por exemplo, o tombamento foi solicitado há 1 ano e meio.

“É que estamos esperando a conclusão das obras que estão sendo feitas para entregar o parecer final. O pedido foi justamente para preservar o canteiro e agora a prefeitura esta alargando, para melhorar o paisagismo”, explica o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Roberto Figueiredo, que diz acreditar no anúncio do tombamento no início do próximo ano.

Sobre o Mercadão, ele lembra que a população já vê o lugar como patrimônio histórico e cultural da cidade, o que deve agilizar o tombamento.

Da década de 50 para cá, o prédio tem a mesma fachada, mas dentro há muitas diferenças.

Os arcos de madeira, originalmente azuis, foram pintados na cor laranja pela prefeitura.

Em um dia de 40 graus em Campo Grande, a temperatura é fresca dentro do Mercadão, clima garantido pelos grandes ventiladores no teto.

Dona Elisa hoje...Dona Elisa hoje...
e há 50 anos, no mesmo ponto do Mercadão. (Foto: Arca)e há 50 anos, no mesmo ponto do Mercadão. (Foto: Arca)

“Essas bancas também eram de madeira boa, que duravam. Já trocaram umas quatro vezes e agora é desse metal ruim, que enferruja fácil”, reclama a dona da banca de verduras Elisa Okumoto.

Ela é uma das únicas que já trabalhava na inauguração do Mercadão. “Só ficou eu e mais uma. Antes era só venda de verduras, hoje é de tudo”, lembra.

Há apenas 4 meses no box de doces, a funcionária Elisângela Cesarino diz não entender porque até hoje o lugar ainda não é oficialmente patrimônio. “Tem de fazer isso logo. É uma lugar importante para a cidade, vive cheio de turista”.

Horto Florestal também entra em processo de tombamento.Horto Florestal também entra em processo de tombamento.

O Horto Florestal tem perdido o aspecto cuidado de anos passados. A pista de bicicross está abandonada, mas o lugar ainda preserva a biblioteca, o espaço para as crianças, as caminhadas sob o arvoredo.

O orquidário, um dos símbolos do parque, também está fechado. As orquídeas de diferentes cores e tipos sumiram e agora o lugar está coberto com uma tela preta.

Roberto Figueiredo diz que o lugar não é mais adequado para o culttivo, "porque é coberto totalmente pelas árvores". A prefeitura estuda se vai preservar o projeto com a instalação em outro local dentro do parque. A mudança, no entanto, terá de ser feita antes do tombamento, porque qualquer transformação depois ficará impedida.

Em Campo Grande, o patrimônio mais recente tombado é o grupo de árvores da avenida Mato Grosso. Como não há documentos que comprovem a data em que foram plantadas, a idade foi feita por aproximação.

“Vimos fotos da década de 20 e não havia nada lá. Depois vimos da década de 40 e lá estavam elas”, lembra Roberto.

Também são patrimônios do Município a árvore da Rua da Paz com a Rio Grande do Sul, além da Morada dos Baís, Igreja São Benedito do Obelisco e de prédios mais modernos como o Paliteiro da UFMS.




O Horto Florestal não deveria ser tombado por completo, só parcialmente. As edificações que ali se encontram são todas recentes, não vou dizer que não têm valor histórico nenhum, mas há espaço pra melhorias. Desde a última revitalização o Horto foi abandonado pelo poder público, que reduziu o tempo que o espaço fica aberto e nem sequer disponibiliza pessoal suficiente pra cuidar dos portões.
 
Murilo Ferreira Borges Delmondes em 08/10/2011 11:40:21
Quem sabe o meu Santa Helena não desapareceria. Quem sabe minha feira tradicional, não seria transformardo num ajuntamento fétido gorduroso e fritura. Cadê a memoria de minha cidade. Ainda insistem que o Hotel Pimentel é morada do Baís.
 
Carlos Lamarca em 08/10/2011 09:37:42
Que beleza! Se as autoridades do passados fossem civilizados e natural destas terras. Quem sabe nosso majestoso Relógio estaria ali no coração de minha Campo Grande.
Quem sabe meus Inganzáis e os Paralelepipedos ainda entariam ali em minha Juca Pirama. Quem sabe as águas dançantes e coloridas de minha Fonte Luminosa não estaria ainda funcionando....
 
Carlos Lamarca em 08/10/2011 09:31:04
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