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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

26/11/2012 13:28

A identidade de Mato Grosso do Sul em 30 mil músicas

Anny Malagolini
Carlos Luz e parte do acervo.Carlos Luz e parte do acervo.
Disco da jovem Tetê Espíndola.Disco da jovem Tetê Espíndola.

Na coleção do representante comercial Carlos Luz, Tetê Espíndola aparece ainda com rosto de menina. Pela casa, o acervo de discos de artistas sul-mato-grossense também tem Almir Sater rapaz, o jovem casal Délio e Delinha, o esguio Dino Rocha... São 450 vinis, desde a década de 50.

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A pesquisa começou há 12 anos e hoje já são 30 mil músicas catalogadas no projeto “Memória Fonográfica MS”.

“Vi a necessidade em catalogar esses discos para que isso não se perca ainda mais com o passar do tempo”, justifica o homem que resolveu espalhar pelos corredores a história da música em Mato Grosso do Sul.

No final das contas, todo o acervo captado deve ir parar no Museu da Imagem e do Som, para que o material tenha vida longa. Já a difusão será de forma mais moderna.

Todas as canções são digitalizadas e assim ficará mais fácil chegar às escolas, por exemplo, e até mesmo aos turistas.

Carlos foi representante comercial de uma gravadora de discos em Mato Grosso do Sul e, por curiosidade, junto com um amigo partiu em busca dos discos perdidos. A surpresa foi grande.

O material do Ney Matogrosso é um dos mais difíceis de achar, conta Carlos. Há discos do cantor que ele procura há pelo menos dez anos.

Jandira e Benitez, vinil daquele das antigas.Jandira e Benitez, vinil daquele das antigas.
Délio e Delinha, uma das raridades.Délio e Delinha, uma das raridades.

 

Entres as raridades, aparece “Franquito”, famoso na década de 60 como o garoto da voz de outro, em tempos ainda de Mato Grosso.

Na transição do LP para o CD, virou um exemplo de material perdido, de como a memória é frágil quando o arquivo falha. Hoje, em uma pesquisa rápida na internet, um vinil do cantor custa mais de R$ 400,00.

Com a descoberta de cada artista, surgem histórias que ficaram distantes. Franquito, por exemplo, rendeu até filme rodado aqui no estado, produzido por Zé do Caixão, um fracasso de bilheteria.

Os discos, na grande maioria são encontrados em outros estados, principalmente em São Paulo. Há compra, troca, permuta com outros colecionadores.

Alguns xodós são gravações de Délio e Delinha e Zé Correa, músico assassinado no auge da carreira, no inicio dos anos 80, o principal responsável por trazer o chamamé correntino ao Estado.

Outra preciosidade é um monólogo da atriz Glauce Rocha, “A bela indiferente”, gravado num teatro do Rio de Janeiro.

Com a descoberta dos discos, Carlos também descobriu a identidade cultural de Mato Grosso do Sul. “Hoje vejo que temos identidade, mas o que nos falta é difusão”.

Carlos também possui acervo de CDs. São 1500 digitalizados, mas não existe mais em arquivo físico, foram vendidos para poder dar continuidade ao projeto.

O colecionador aceita doações. Os interessados podem entrar em contato via Facebook 




Carlos, lembro quando você estava começando este projeto, e sei quanto foi e é díficil realiza-ló, mas sua perseverança e dedicação é tanta, que espero ainda ver esse projeto cultural do nosso Estado, reconhecido por todos e principalmente pelas nossas autoridades, porque acima de tudo temos que acreditar e valorizar sempre o que chamamos de cultura. PARABÉNS.
 
Dilson Buytendorp em 13/12/2012 20:22:29
Grande amigo Carlos reconheço e parabenizo sua luta diaria pelo resgate da cultura, que Deus esteja com vc nesta ardua, porém gratificante busca cultural.
 
BOSSAY LUIZ em 30/11/2012 08:42:34
CARLOS LUZ, UM PAULISTANO DEMONSTRANDO QUE NÃO EXISTEM FRONTEIRAS QUANDO SE TRATA DE CULTURA.
PARABÉNS E MUITO ABRIGADO POR RESGATAR NOSSA MEMÓRIA.
 
JANIO PADILHA em 29/11/2012 18:17:29
Parabéns mano véio, eu que acompanho desde o começo esse seu trabalho, sua luta pra conseguir materiais, fico feliz pelo reconhecimento. Vá em frente, toque o barco (a chalana). Abraço !!!
 
Mário Edson em 27/11/2012 12:32:07
O PROJETO MEMÓRIA FONOGRÁFICA DE MS É IDEALIZADO PELO IDEMAR SPRANDEL E POR CARLOS LUZ, ONDE AO LONGO DESSE TEMPO TEMOS PESQUISADO, CATALOGADO, DIGITALIZADO TODO O ACERVO ENCONTRADO DOS MÚSICOS DE MATO GROSSO DO SUL E DOS ARTISTAS QUE CONTRIBUIRAM COM A NOSSA MÚSICA. QUEREMOS AGRADECER Á REDAÇÃO DO CAMPO GRANDE NEWS E Á ANNY PELA MATÉRIA PUBLICADA, POIS ACREDITAMOS QUE SERÁ UM MEIO MUITO IMPORTANTE PARA A DIFUSÃO DO PROJETO. OBRIGADO, CARLOS LUZ E IDEMAR SPRANDEL.
 
CARLOS LUZ em 27/11/2012 12:29:46
Parabens... realmente, o som do vinil com aquele chiadinho é muito bom!
tenho uma pequena colelção de vinil... só que de rock.
pink floyd, led zeppelin, queen, elvis... entre outros.
 
gabriel lescano em 27/11/2012 08:53:21
Puxa o Carlos tá nesta empreitada há tempos. Um dos grandes responsáveis pela divulgação da cultura do MS. Tem meu respeito. Parabéns pelo belo trabalho
 
Hugo Roberto da Silva Carneiro em 27/11/2012 08:43:25
OBRIGADO CAMPO GRANDE NEWS JUNTAMENTE COM A ANNY QUE FEZ A MATÉRIA SOBRE O PROJETO MEMÓRIA FONOGRÁFICA MS. BEM COMO A TODOS QUE DE FORMA DIRETA OU INDIRETAMENTE CONTRIBUEM COM ESSE PROJETO, POIS NÃO É UMA COLEÇÃO PARTICULAR NOSSA E SIM UM ACERVO CULTURAL DO NOSSO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, ENTÃO É DE TODA A SOCIEDADE SUL-MATOGROSSENSE. OBRIGADO, CARLOS LUZ
 
CARLOS LUZ em 27/11/2012 07:51:32
Num país com memória cultural tão curta, resgates como esse tornam-se importantíssimos! Parabéns pelo trabalho heroico!
 
Lindomar Alves em 27/11/2012 07:43:15
Percebi a presença do Disco do Alta Tensão - Nigéria... Metal Pesado do Mato Grosso do Sul. Grande coleção, parabéns.
 
Ossan Mohamed Mazlon em 27/11/2012 06:53:25
Parabéns Carlos, sucesso na pesquisa! Abrass!
 
Adriano San em 26/11/2012 21:57:41
Poxa, que bom saber que meu ex professor de inglês (na época recém chegado dos States) é um aficcionado pela cultura musical de nosso estado. Parabéns Carlos. Um grande abraço.
 
Juvenal Coelho em 26/11/2012 21:13:49
Cleonice me informe seu telefone que talvez possa ter interesse pelos LPs.
 
Moacir Lacerda em 26/11/2012 17:53:05
Parabéns Carlos Luz pelo seu grandioso trabalho de pesquisa. Uma grande pena a falta de sensibilidade cultural de nossos gestores. Vamos em frente amigo, como os "maquis" somos os resistentes desta preservação cultural.
 
Moacir Lacerda em 26/11/2012 17:52:00
Parabéns Carlos, lembro de quando começou a fazer a identidade musical, sei da dificuldade que teve e ainda falta um reconhecimento digno para esse trabalho. abraço
 
João E de Mello em 26/11/2012 14:55:56
parabens, Carlos, pelo seu empenho na preservação da nossa memória.
 
rachid waqued em 26/11/2012 14:18:08
Tenho mais o menos uns 250 disco (LP) de vinil, gostaria de vendê-los?
Alguem poderia me inforrmar que compra aqui em Campo Grande?
 
Cleonice Bueno em 26/11/2012 13:59:19
Amei essa coleção!!! Parabéns pela relíquias!
 
Fabiana Rocha em 26/11/2012 13:54:25
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