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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

27/08/2013 08:45

Artista restaura Guerreiro e, contrariado, usa estratégias contra depredação

Ângela Kempfer
Anor durante restauração no Parque das Nações, que já terminou.Anor durante restauração no Parque das Nações, que já terminou.

Durante dois meses, Anor Mendes trabalhou para instalar no Parque das Nações Indígenas um “Guerreiro Guaicuru” indestrutível. Usou ferro, massa de resina e areia, uma mistura para evitar os danos do tempo. Mas não tem fórmula química que impeça o vandalismo.

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Neste mês, depois de apoio do Fundo de Incentivo à Cultura, Anor voltou ao Parque para restaurar a obra que hoje é um dos símbolos de Campo Grande. Inaugurada em 2002, não foi a chuva nem o sol que danificaram o guerreiro. As pessoas quebraram braço, punho, lança e o que puderam destruir.

“Quando cheguei para recuperar, abri e tudo por dentro estava intacto, só por fora que estava arrebentado. E olha que é uma estrutura mais forte que o concreto”, comenta Anor.

O prejuízo custou 20 mil reais, diz o artista, recursos do FIC do governo estadual. “A vantagem é que a obra não perdeu pedaços. É tão resistente que nada caiu, ficou ali trincado, dependurado.”

O alento, se é que a palavra serve, é que as agressões não foram “pessoais”, lembra. “Tem tantas obras lindas nas praças e parques desta cidade, bancos e balanços de madeira, tudo danificado”, reclama.

Como tentar é humano, desta vez Anor resolveu recorrer mais uma vez à cultura e proteger o monumento com caraguatás, uma planta pantaneira, como os índios cavaleiros da nação guaicuru.

“O caraguatá é aquela planta que parece um grande abacaxi. Faz parte do cenário guaicuru, então plantei ao lado do guerreiro para ficar mais difícil das pessoas chegarem perto”.

Ouvindo Arnor falar, parece ainda maior “judiação” mexer na obra do artista de 61 anos, também responsável por monumentos como o de João Paulo II, na Praça do Papa em Campo Grande.

“Faço tudo com muito cuidado. No caso do Parque das Nações, pesquisei o esqueleto do cavalo e reproduzi exatamente igual com ferro, para depois revestir. O mesmo eu fiz com o corpo do guerreiro”.

Contrariado, ele diz que a visitação ao guerreiro, ponto preferido para fotos dos turistas, está proibida desde o inicio da restauração e sem prazo para ser liberada. “Coloquei cadeado lá e agora, mesmo contra a vontade, acho que a gente vai ter de colocar placas dizendo para as pessoas não subirem no bicho. Parece estranho, mas é necessário”.




É fazer o que! Se não tem jeito coloquem o cadeado, mas digo logo, isso não certeza de segurança! Mexer com meia dúzia de seres bestiais disfarçados de humanos não é tarefa fácil.
 
Valter Castilho em 27/08/2013 23:56:19
Nunca mais quero que volte, mais nestas horas da saudade do militarismo, não tinha tanto bandido isso mesmo bandido porque quem só pensa em destruição de patrimônio "é bandido"
 
valdenir nunes em 27/08/2013 19:03:55
Pela quantidade de lombadas eletrônicas, semáforos, cercas elétricas em residências, parques , praças públicas e até igrejas cercadas, é passado a hora de rever a EDUCAÇÃO que está sendo impressa no DNA dessa garotada.
 
Suzi da Costa em 27/08/2013 16:46:32
É bestial como age a maior parte das pessoas e tudo isso pelo fator IMPUNIDADE que impera neste país!
 
Marcelo Mendes em 27/08/2013 16:28:09
Vários aqui já se manifestaram mostrando sua indignação e repúdio, bem como que poderia ser utilizado recursos tecnológicos para proteger a obra. Concordo plenamente e deve ser feito obstáculos que impeçam as pessoas de tocarem, apenas contemplem e fotografem, filmem, etc. não sabem respeitar o que é de todos, então observem de longe e nada de subir na obra para registro, vão subir numa àrvore então ou noutra coisa...
Quando identificados os vândalos, que sejam exemplarmente punidos; deveriam ser obrigados a limparem os monumentos e demais coisas públicas que são pichados em vários pontos da cidade, além de ressarcir o prejuiso causado em dobro, com a diferença sendo doada para instituições.
 
Erudilho Nabuco em 27/08/2013 14:39:28
Vão investir em câmera e não vão prender ninguém porque a maioria é garotada...
 
Pedro Cinha em 27/08/2013 13:33:22
hoje temos cameras em todos os lugares, coloquem uma virada para o monumento e vamos cobrar dos pais dos depredadores o conserto da obra.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 27/08/2013 12:35:58
Deviam instalar câmeras para tentar identificar os vândalos e processá-los.
 
Guilherme Arakaki em 27/08/2013 11:06:04
O jeito é instalar câmeras embutidas de alta resolução e punir exemplarmente, inclusive publicando seus rostos e nomes em todas as mídias daqueles que se atreverem a "bulir" no monumento novamente.
 
Kaio Gleizer em 27/08/2013 10:55:51
Esse monumento Guaicuru é lindo, muitas pessoas sequer sabem a história destes guerreiros, mas mesmo aqueles que ao menos sabem o que significa não tem o direito de depredar, seja o guerreiro seja qualquer outro monumento, bancos, lixeiras etc, enfim atitudes de um povo ignorante.
 
Elaine Farias em 27/08/2013 10:18:32
O que é a falta de cultura, educação...
Engraçado, que muitos reclamam que as capivaras e outros roedores, estão destruindo certa parte do Sóter, mas os animais são irracionais e o que comem o que sempre comeram, que logicamente esta na natureza. Agora pergunto, e esses DELINQUENTES, grande parte filhos de chocadeiras, que não tem educação e muito menos limites, saem destruindo Parques. Pças, monumentos históricos e quando presos, não dá o que deveria dar??? o que deveria fazer com esses? No meu ponto de vista, deveriam reparar o danos causado, prestar serviço comunitário durantes uns 12 meses, onde fariam limpeza desses locais e aos finais de semana, deveriam fazer campanha contra DEPREDAÇÃO e PICHAÇÃO(crime ambiental) .
 
Neyde de Oliveira em 27/08/2013 09:24:00
O que leva um "ser", dito racional, a cometer o vandalismo? É a falta de educação por parte dos pais ou é porque são desequilibrados mesmo? Por mais que eu tente eu não consigo encontrar uma explicação para esses atos de vandalismo... pode ser também a ausência de cultura... tenho muita pena desses seres ignorantes.
 
Rosangela Garcia em 27/08/2013 09:23:42
Que pena não podemos mais chegar perto,mas meus filhos tiraram fotos em cima , que por sinal é uma obra linda, mas não causaram nenhum dano, por seres pequenos, mas tem muita gente sem noção que acaba destruindo msm.
 
Walkira Costa em 27/08/2013 08:58:42
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