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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

24/10/2014 11:53

Ato pela abertura do Teatro do Paço tem tumulto na prefeitura e registro de B.O

Aline Araújo
Palhaços e guardas municipais na porta do Paço, depois de impasse resolvido. (Foto: Marcelo Calazans)Palhaços e guardas municipais na porta do Paço, depois de impasse resolvido. (Foto: Marcelo Calazans)

A proposta era para um cortejo animando, como mais uma manifestação pela reabertura do Teatro do Paço, fechado já há 26 anos em Campo Grande. Mas os artistas resolveram entrar na Prefeitura e não foram recebidos de forma amistosa pelos seguranças do prédio.

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Quando iniciavam o cortejo, a porta foi fechada, e só 3 conseguiram passar. Lá dentro, ficaram trancados e, indignados com o acesso impedido ao restante do grupo. Até Boletim de Ocorrência foi registrado sob alegação de cárcere privado.

“É uma manifestação pacífica, ninguém tem intenção de tumultuar. Manifestação é nosso direito, podemos ocupar espaços públicos. Trouxemos a apresentação da peça de um grupo que existe há mais de 10 anos. Se eles não sabem o que é um ato cultural, como vão apoiar a cultura”, dizia Anderson Lima, do grupo Flor Espinho.

No meio da discussão, a resposta de um dos servidores municipais, que estava sem crachá de identificação, foi: “Cultura é livro.”

Só depois de cerca de 10 minutos de troca de acusações, os atores foram liberados e puderam voltar ao grupo para seguir com a programação estabelecida para esta manhã e organizada pelo Colegiado Setorial de Teatro, com a participação das companhias Circo do Mato, Flor Espinho e Maracangalha.

Para marcar a revolta com o espaço fechado há tanto tempo, a peça escolhida para chamar a atenção de quem passa foi“O Palhaço no Meio da Rua”.

“O que eles estão reivindicando é conquista que a prefeitura não quer cumprir. Eles deveriam representar a vontade do povo”, reclamava o ator Yago Garcia.

A Polícia Militar foi acionada e a Guarda Municipal reforça a segurança no Paço. Uma comissão negocia com a prefeitura uma audiência ainda hoje para tratar da reabertura do Teatro e também para cobrar a aplicação do 1% para Cultura, lei aprovada no ano passado, mas até hoje não cumprida.

 

Depois da confusão, peça foi encenada em frente à prefeitura. (Foto: Marcelo Calazans)Depois da confusão, peça foi encenada em frente à prefeitura. (Foto: Marcelo Calazans)



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