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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

25/10/2013 07:18

Campo-grandense que descobriu arte no CineCultura, estreia em Serra Pelada

Anny Malagolini
Década de 1980, um Brasil que vivia a “corrida” pelo ouro transformou a Serra Pelada num formigueiro humano. Década de 1980, um Brasil que vivia a “corrida” pelo ouro transformou a Serra Pelada num formigueiro humano.

Aos 17 anos, a campo-grandense Letícia Naveira fez as malas e se mudou para São Paulo em busca do sonho: fazer cinema. Filha da escritora Raquel Naveira, agora vem o resultado da empreitada. Letìcia ganhou espaço na produção de filmes nacionais, mas não descartou o dom herdado pela mãe, da escrita poética. 

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Em 2009, foi convidada para trabalhar na produção do longa “Serra Pelada”, que estreou na última semana nos cinemas do País. No longa, ela teve a função de assistente de produção de elenco.

A cineasta ajudou na escolha de atores e dançarinos, que iriam atuar no filme, nas cidades de Belém e São Paulo. Foram dois meses de trabalho pesado para selecionar atores para os personagens e completar o “álbum de figurinhas”. “O reconhecimento é imediato, mesmo em uma fila de 100 pessoas. Pelo modo que conversam, entram e sai. Carisma conta para encontrar um talento”, comenta. 

O encanto pelo cinema surgiu aos 15 anos, com o extinto "CineCultura". Lá, ela tomou gostou por produções nada comerciais e até fez um curso de cinema, com alguns cineastas nacionais.

Letícia Naveira ajudou na escolha de atores e dançarinos, que iriam atuar no filme.Letícia Naveira ajudou na escolha de atores e dançarinos, que iriam atuar no filme.

Letícia conta que chegou a prestar vestibular para Psicologia e passou, mas decidiu fazer cinema na universidade privada Anhembi, em São Paulo. “Fiz por fazer”, diz.

Há oito anos fora de Campo Grande, hoje mora no Rio de Janeiro. Mesmo assim, comenta que vê o crescimento das produções locais, diferente da época em que o cinema entrou em sua vida, que a Capital tinha raros movimentos. “Não existia produção local, era raridade. Agora está efervescente a nova geração. Fico com pena de ter acabado com o cine, é um atraso”.

Serra Pelada – No início dos anos 1980, o Brasil vivia uma “corrida” pelo ouro, e a Serra Pelada, no Pará, foi o berço da busca. Mais de 100 mil garimpeiros viveram lá, na caça pela joia, tornando a serra um formigueiro humano. E o longa retrata a relação de dois amigos ao longo de 10 anos na mina. O elenco tem os nomes dos atores Wagner Moura, Sophie Charlotte, Juliano Cazarré, Julio Andrade, Matheus Nachtergaele e Jesuíta Barbosa.




Que orgulho enorme. Sou suspeita para falar, por ter laços de amizade, mas posso dizer com segurança que ainda ouviremos e leremos muito o nome Letícia Naveira, o talento vem do berço e ela já segue pelo caminho da mãe escritora Raquel e do irmão artista plástico, Guto Naveira. Sucesso e parabéns para você Letícia, esse é o primeiro de muitos filmes.
 
Liliane Rita Gobbo Chaves em 27/10/2013 13:14:48
Põe atraso nisso, Letícia!!
Como me dói ir ao cinemas aqui em CG, tenho a impressão que as pessoas só vão pra comer pipoca. Argh!
Sábado passado fui ao cinema, devo dizer que entendo o pq do
Cinecultura fechou: o campo-grandense, em sua maioria, gosta de filmes dublados, e com efeitos, acho que não conseguem pensar... Ah! Devo dizer que a fila era basicamente para assistir uma outra produção nacional, uma comédia que pela sinopse me deu medo, só sei que envolve um cachorro, que pelo que consta tem narcolepsia (E?!) - na sala de exibição de Serra Pelada devia ter umas 15 ou 20 pessoas.
 
JESSICA MACHADO em 25/10/2013 08:57:46
Parabéns Letícia, é mais uma Sul Mato-Grossense, é Campo Grande em destaque.
 
Luiz Carlos R. de Souza em 25/10/2013 07:34:01
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