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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

23/10/2013 07:17

Com peça de teatro até no cemitério, Temporada do Chapéu começa dia 24

Lado B
“Contos para flores roxas e murchas” será apresentado no cemitério Santo Antônio. (Fotos: divulgação)“Contos para flores roxas e murchas” será apresentado no cemitério Santo Antônio. (Fotos: divulgação)

Para levar o teatro até a rua, há 4 anos a "Temporada do Chapéu" reúne artistas de diferentes regiões do Estado e do País. Este ano, as apresentações começam na próxima quinta-feira, pela praça Ary Coelho, o ponto tradicional da arte popular em Campo Grande. Mas as trupes vão longe, passarão pelas feiras e até pelo Cemitério Santo Antônio, sempre com espetáculos de graça para a população.

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O lugar inusitado servirá à peça “Contos para flores roxas e murchas”, da Trupe Arte e Vida, que vem de Naviraí. O espetáculo fala, é claro, sobre a morte. Inspirado em entrevistas com moradores da cidade. A mostra também tem espaço para polêmica. A Praça do Papa, por exemplo, foi escolhida para a apresentação de um tema nebuloso entre os mais religiosos, será palco de “Aborto-Medida Performativa”.

Até o dia 1 de novembro, haverá um grande seminário, 10 espetáculos e 7 intervenções e performances. A cidade vai receber atores de Cuiabá (MT), Presidente Prudente (SP), Porto Alegre (RS), Mogi das Cruzes (SP) e Rio de Janeiro (RJ). De Mato Grosso do Sul, além de Campo Grande, os grupos virão de Navirai, Dourados, Aquidauana e Corumbá.

Com recursos do FIC (Fundo de Investimento Cultural de Mato Grosso do Sul), o projeto foi criado pelo Teatro Imaginário Maracangalha, com o espírito mambembe.

Veja a programação completa, divulgada pelos organizadores:

Andarilhos das Estrelas”, do grupo Tibanaré (Cuiabá/MT)"Andarilhos das Estrelas”, do grupo Tibanaré (Cuiabá/MT)

 

Dia 24 

Praça Ary Coelho

9h - Oficina "Pegada dos Andarilhos", com o grupo Tibanaré (Cuiabá/MT). A oficina pretende criar um ambiente de experimentação e exercícios cênicos, focado na presença e ação do ator criador na rua , com treinamentos físicos e vocais. Os participantes se relacionarão através do jogo cênico, partindo do canto, dança e ação poética.

12h30 - Cortejo de abertura oficial do evento, feito pelo Teatro Imaginário Maracangalha.

17hIntervenção “Andarilhos das Estrelas”, do grupo Tibanaré (Cuiabá/MT). Em forma de cortejo cênico musical, o grupo de atores e plateia terão uma relação brincante, para juntos desarmar a urbanidade com poesia, representação de danças típicas de Mato Grosso, contações de histórias e cantigas e cantos de roda. A ação cênica móvel proposta é voltada especialmente para espaços não convencionais, de modo que possa surpreender o público em qualquer hora e qualquer lugar.

Orla Morena

20h - Espetáculo “Saltimbembes Mambembancos”, do Grupo Rosa dos Ventos (Presidente Prudente/SP). É um espetáculo brincante, com interpretação livre de artistas cômicos populares e verborrágicos, improvisadores por opção, influenciados pelo teatro, circo, palhaços de circos pequenos e, principalmente, pelos artistas de rua, puladores de arco da faca, vendedores de pomadas milagrosas, telepatas e repentistas, que viajam de cidade em cidade vivendo de sua arte.

Dia 25

Paço Municipal

11h - Performance “Esperar”, do Grupo Coli$ão (Campo Grande/MS)

Feira do bairrro Maria Aparecida Pedrossian

19h - Espetáculo “João Pé-de-Chinelo”, do Grupo Teatral Manjericão (Porto Alegre/RS). Mostra o universo de João Pé-de-Chinelo, um papeleiro que vive nas ruas, praças e parques com o seu carrinho catando papelão e outros materiais recicláveis, na busca de sobrevivência e sustento da família. 

Dia 26 

Calçadão da Barão

12hEspetáculo “Qualquer Canto por um Conto”, do Circo Le Chapeau (Rio de Janeiro/RJ). Dois artistas de um grande circo decidem parar com a vida dos espetáculos. Porém, após alguns dias, percebem que estavam errados e decidem voltar ao circo, mas o circo já foi embora. Como artistas não desistem, tentam abrir o próprio circo.

Praça do Papa

17h  - Aborto, Medida Performativa, do projeto "Qual o real da poesia?" (Aquidauana). Pretende ser a segunda medida performativa, contemplado pelo Prêmio Rubens Corrêa de Teatro 2013, da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul. A intenção é discutir publicamente as relações entre violência contra mulher, política e economia, com uma pesquisa corporal que transitará entre as noções de sagrado e profano, e a contaminação de um pelo outro, buscando traçar reflexos ou reflexões.

Dia 27 

Feira das Moreninhas

11h - Espetáculo “A Princesa Engasgada”, do Teatral Grupo de Risco (Campo Grande). Uma história irônica de uma princesa que se engasga com uma espinha de peixe e o rei determina que seja encontrado um médico para curar sua filha. Uma camponesa cansada de apanhar do marido, resolve se vingar e diz ao fidalgo que ele é médico, mas só trata seus pacientes quando apanha. O camponês, sem direito de recusa, é levado ao rei e assim começa seu castigo. Com suas peripécias consegue ganhar a simpatia do rei.

Centro Comunitário de Indubrasil 

15h - Intervenção Ferro em Brasa, do Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande). Aborda a questão do extermínio indígena desde o período do descobrimento do Brasil até os dias atuais, a partir da Carta de Pero Vaz de Caminha, de escritos do Frei Bartolomé de las Casas, poemas de Oswald de Andrade e noticias de violências contra os povos indígenas.

Praça do Peixe

19h - Intervenção “O Cortejo do Divino Senhor – Sinhozinho”, do Abequar (Campo Grande). Trabalho teatral idealizado como cortejo baseado nas procissões religiosas do catolicismo popular, traz como um dos seus personagens a enigmática figura do Sinhozinho, um místico que fez sua passagem na década de 1940 pelo município de Bonito.

Dia 28

Horto Florestal

10h - Espetáculo “Areôtorare”, do Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande). Na rua, revisita as obras “Areôtorare” (1935) e “Sarobá” (1936), do escritor modernista Lobivar Matos, nascido em Corumbá. Aborda as relações humanas e sociais do seu tempo. Desta forma, questões como desigualdade, preconceito e desenvolvimento econômico são desveladas sob a ótica dos trabalhadores, índios e negros.

Praça Aquidauana

19h30 -Intervenção “O Ônibus”, do Grupo Foco Sem Norma (Corumbá). Um ônibus coletivo é assaltado e no decorrer deste assalto um imprevisto esta para acontecer. 

20h - Performance - Artaud, do Grupo Uruato (Campo Grande)

Dia 29

Calçadão da Barão

11h30Intervenção "Urbana In Transito”, do Grupo Flor e Espinho (Campo Grande). Um personagem na rua livre para agir a partir de estímulos que ela proporcionar. Intervenção que busca um olhar reflexivo sobre as problemáticas que a cidade apresentam aos seus cidadãos.

Cemitério Santo Antônio

17h30 -Espetáculo “Contos Para Flores Roxas e Murchas”, da Trupe Arte e Vida (Naviraí). Nesse espetáculo a trupe trata de tema muito “velado” por todos: a morte. O assunto surgiu constantemente nas diversas pesquisas realizada pelo grupo durante os 6 meses de projeto, tanto na análise de fatos históricos recentes da região sul do Estado, quanto nos relatos orais colhidos em entrevistas com moradores da cidade, formando assim uma trama dramatúrgica tecida coletivamente a partir de diversas vozes.

Escola Hércules Maymone

20h - Espetáculo “Tekoha - Ritual de vida e morte do Deus Pequeno”, do Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande). Narra a trajetória do líder guarani Marçal de Souza e sua resistência histórica na luta pela terra e direitos dos povos indígenas. A palavra que dá nome ao espetáculo, Tekoha, tem um significado peculiar. “Teko” significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. Tekoha, assim, refere-se à terra tradicional, ao espaço de pertencimento da cultura guarani. É no Tekoha que os guaranis vivem seu modo de ser. O Teatro Imaginário Maracangalha faz da rua a representação tão sagrado aos guaranis.

Dia 30

Paço Municipal

11h30Intervenção “Operário em Construção”, do Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande). Baseada no poema de Vinicius de Moraes com o mesmo nome.

Praça Seu Luziano, no bairro São Francisco

18h - Espetáculo “Circo Micróbio” do Coletivo M’Boitatá (Dourados). O pequeno circo, andarilho, que insiste em sobreviver aos novos tempos, à tecnologia, as guerras. Inspirado no movimento hippie alimenta-se de músicas dos anos 70 para apresentar números e personagens tradicionais circenses, acrobacias, malabarismos, o palhaço, o domador, a cigana advinha, o homem forte e a bailarina.

Dia 31

Paço Municipal

11h30 - Intervenção “Atenda”, do Grupo Salin Haqzan (Corumbá)

Praça Seu Luziano, no bairro São Francisco

18hEspetáculo “O Palhaço no 1/2 da rua”, do Grupo Circo do Mato (Campo Grande). É um espetáculo de circo-teatro de rua. Com a chegada de uma charanga, os palhaços invadem o espaço com pequenos números de baile e mescla de quadros, esquetes e números circenses. Um resgate da manifestação circense genuinamente brasileira. 

Dia 1º de novembro

Camelódromo

12h - Espetáculo “Varre Dor de Vadiagem”, do Grupo Clara Trupi de Ovos y Assovios (Mogi das Cruzes/SP). Um varredor de rua vive seu ofício num contato íntimo, grotesco, lírico, com seus espectadores-personagens, que aqui vivenciaram e participaram com significância de todo uma reinventada passagem de vida desse brincante varredor.

Praça Seu Luziano, no bairro São Francisco

18h - Espetáculo “Areôtorare”, do Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande). 

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