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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

16/08/2014 07:23

Em show dose dupla, Geraldo Espíndola lança CD e Arrigo Barnabé canta Lupicínio

Ângela Kempfer
Geraldo lança CD “O Pássaro do Pântano”. (Foto: Fundação de Cultura de MS)Geraldo lança CD “O Pássaro do Pântano”. (Foto: Fundação de Cultura de MS)

É difícil aparecer por Campo Grande um projeto sem vontades comerciais. Talvez por isso, seja tão interessante o show da noite deste sábado, com Arrigo Barnabé cantando Lupicínio Rodrigues, o poeta dos fracassos amorosos e de todo o tipo de infortúnio do coração.

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Para aguçar ainda mais a vontade de aparecer hoje no teatro Glauce Rocha, a dose será dupla. Geraldo Espíndola lança o blues de “O Pássaro do Pântano”, novo CD do consagrado compositor sul-mato-grossense.

Cada um a seu modo, os dois vão se revezar no palco com sonoridades diferentes, mas ambos com a proposta de mostrar algo único.

Geraldo Espíndola terá como convidados nomes novos da música brasileira, Felipe Catto e o sobrinho Dani Black, filho de Tetê Espíndola.

Arrigo sobe ao palco com o show Caixa de Ódio. (Foto: Divulgação)Arrigo sobe ao palco com o show "Caixa de Ódio". (Foto: Divulgação)

Caixa de Ódio - O currículo de Arrigo Barnabé também conta para a curiosidade sobre a noite deste sábado, artista nada disposto a rótulos. Há 34 anos, ele lançou o disco Clara Crocodilo, com a história do amor de um office-boy por uma chacrete, ainda hoje considerado álbum mitológico, inicio da vanguarda paulista, marco da música experimental brasileira.

Agora, no show “Caixa de Ódio”, apesar das canções já consagradas de Lupicínio, Arrigo também experimenta. Na música “Nervos de Aço”, a introdução faz referência ao discurso policial radiofônico de Clara Crocodilo, por exemplo.

Mas a maior ousadia deve aparecer na performance, na dramaticidade das dores de Lupicínio. Arrigo mesmo costuma dizer que só entrou nesse projeto por interpretar mais do que cantar e se dispõe a fazer isso com humor que abusa da ironia e do sarcasmo, com angústia, com “Vingança”, como na canção de Lupicínio.

Arrigo comenta que se entrega como alguém que não acredita em nada que não tenha raiva e revolta. É o projeto de retomada do contato direto com a plateia, iniciado em 2009, depois de anos produzindo trilhas para o cinema.

O show de Geraldo e Arrigo está marcado para às 20h30, no Teatro Glauce Rocha. Os ingressos custam R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).




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