A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

14/06/2015 08:33

Exposição fotográfica questiona beleza das pichações no cenário urbano

Aline Araújo
Na caixa d'água. (Foto: Carol Caco)Na caixa d'água. (Foto: Carol Caco)

Carol Caco, de 21 anos, sempre se questionou sobre o que aquelas letras e símbolos estampados em muros por toda a cidade significavam. Queria saber o porquê daquelas pichações ali, sem juízo de valor, sem achar certo ou errado, apenas ficava intrigava com toda a simbologia disfarçada ali.

Veja Mais
Descobertos na adolescência, Rafa e Ruan mesclam clássicos e pop sertanejo
Em clipe de rock alternativo, casal coloca tudo a perder por mensagem de celular

Autorretrato. (Foto: Carol Caco)Autorretrato. (Foto: Carol Caco)

Então a acadêmica do sétimo semestre de Jornalismo decidiu dedicar parte da rotina universitária, durante três meses, para entrar no universo dos pichadores. Ela entrevistou três meninos, para entender a motivação deles, e pesquisa levou à exposição fotográfica “No Concreto”, aberta na próxima segunda-feira.

“Eu questionava essas escritas e tinha uma vontade de entender. Por que pichar? O que significa isso para eles, e descobri uma linguagem incompreendida”, comenta a estudante.

Os retratos mostram a cidade com destaque para as pichações e contam um pouco sobre essa linguagem, especifica de um grupo social.

“Antes eu olhava e achava algo destorcido, não entendia o porquê. Nunca fui nem contra e nem a favor, era estranho para mim. Minha posição não mudou, mas hoje eu entendo o porquê deles fazerem isso, as motivações, as suas motivações. A contestação do que é belo como a pichação é uma maneira de revindicar espaço, uma revindicação social”, comenta.

A exposição, que terá dez imagens, vem para gerar a discussão entre o que é poluição visual e o que é liberdade de expressão. Trabalha um ponto de vista diferente, dentro dessa realidade no cenário urbano.

A paixão pela fotografia vem desde antes do curso, e agora Carol é uma das alunas que pode mostrar um pouco do trabalho.

A exposição começará às 18 horas do dia 15 de junho e seguirá aberta à visitação até o dia 3 de julho, dentro do horário de funcionamento do Curso de Jornalismo da UFMS. A entrada é gratuita.

Algumas fotos também vão para Cuiabá participar da mostra “Cidades Folkcomunicacionais e Territórios Decoloniais: O folclore no espaço urbano brasileiro e latino-americano”, exposição coletiva que ocorre do Museu de Arte e de Cultura Popular da Universidade Federal de Mato Grosso (MACP-UFMT).

Nos prédios. (Foto: Carol Caco)Nos prédios. (Foto: Carol Caco)



Pichação não é só poluição visual, é um dano patrimonial. Se o indivíduo quiser pichar o próprio muro, então tudo bem, mas sabe quanto custa lixar e repintar o muro ou portão toda semana? E o trabalho que dá?

E tudo isso para quê? Para algum desocupado ter o direito de se "expressar"? O que virá depois? Já falavam que roubos e furtos eram gritos de revolta de uma massa excluída pela luta de classe, agora a pichação é uma forma de liberdade de expressão?

Pichador devia ser obrigado a desfazer o dano ou ser passado no piche e emplumado.
 
Guilherme Arakaki em 14/06/2015 14:04:51
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.