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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

21/02/2016 07:34

Grupo Acaba grava CD com 60 músicas e planeja dois shows especiais de 50 anos

Naiane Mesquita
O grupo com a tradicional vestimenta branca (Foto: Divulgação)O grupo com a tradicional vestimenta branca (Foto: Divulgação)

O Grupo Acaba completa 50 anos de história com o regionalismo impresso em cada letra e melodia. Sem medo de julgamentos, a banda leva a fauna, a flora e comportamentos típicos do Pantanal para onde for e com isso tem um trabalho único.

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Para mostrar que a trajetória foi longa, com alguns percalços, mas também vitórias, os artistas organizaram uma série de comemorações que incluem dois shows comemorativos, um no Parque das Nações Indígenas e outro no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, assim como a gravação de um disco com mais de 60 músicas e um documentário dirigido por Fábio Flecha.

“Estamos gravando 60 músicas. Até abril tudo estará pronto. Tem 25 participações especiais e ainda estamos esperando a confirmação de Almir Sater e Tetê Espíndola”, afirma um dos músicos do grupo, Moacir Lacerda, 64 anos. Para o projeto de gravação do CD e DVD de estúdio cerca de 25 artistas participam, entre eles, Paulo Simões, Delinha, Geraldo e Jerry Espíndola, além de ex-integrantes do Grupo Acaba.

 

 

 

Cantores no estúdio de gravação do disco (Foto: Moacir Lacerda)Cantores no estúdio de gravação do disco (Foto: Moacir Lacerda)

Atualmente, a banda é formada por 12 músicos, o que por sí só já é surpreendente. Adriano Praça de Almeida, Alaor Pereira de Oliveira, Antonio Luiz Porfírio, Carlinhos Batera, Chico Lacerda, Douglas Santos, Jairo Henrique de Almeida, Lara José Charbel Filho, Luiz Sayd, Moacir Lacerda, Vandir Nunes Barreto e Tião Cesar se dividem entre instrumentos e o vocal.

“Por enquanto, tudo que produzimos foi por iniciativa privada, com apoio do Estúdio Vozes, por exemplo. Mas, só temos que agradecer, todos estão abraçando o projeto, demonstrando um espírito muito grande de irmandade do mundo artístico”, ressalta Moacir.

Vestidos de branco, com uma presente de palco de fazer inveja, o grupo promete um show cheio de energia no dia 22 de setembro no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. “Ainda queremos fazer um circuito universitário e no Parque das Nações Indígenas. Não estão confirmados, mas estão nos planos”, frisa.

A empolgação é grande por parte de Moacir, também, com 50 anos de história na música e com muita coisa para contar, não é de se esperar menos. No projeto ainda há espaço para um livro biográfico assinado por Joaquim Pereira e um documentário dirigido por Fábio Flecha.

“Estamos a todo vapor, indo atrás de publicidade, de patrocínio. Queremos que todo o projeto seja colocado em prática”, define. O lançamento das duas obras culturais estão previstas para o início do ano de 2017. “A biografia é como um almanaque, é diferente, não queremos que seja algo cronológico”, diz.

Em 1966 nascia a iniciativa dos irmãos Chico e Moacir Lacerda, naturais
de Albuquerque e Porto Esperança, no município de Corumbá, um início
do trabalho que pouco tempo depois iria ser batizado como Grupo ACABA,
a abreviação de Associação dos Compositores Autônomos do Bairro
Amambaí.

50 anosO Grupo Acaba foi criado em 1966 por iniciativa dos irmãos Chico e Moacir Lacerda. Os dois nasceram em Corumbá, em Albuquerque e Porto Esperança. O nome Acaba é uma abreviação de Associação dos Compositores Autônomos do Bairro Amambaí.

Como defensores da fauna e flora de Mato Grosso do Sul, principalmente do Pantanal, o grupo acabou atuando de forma ativa e como protagonista em diversos eventos históricos pela defesa do meio ambiente e do Pantanal como: SOS Pantanal 1980, contra as instalações de usinas de álcool na bacia pantaneira, mobilização de estudantes e da população de Campo Grande em 1985 contra a mortandade de peixes no Rio Miranda, representando o Estado de MS no Fórum Global da Conferencia Mundial de Meio Ambiente, Rio92.

 




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