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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

12/04/2016 07:12

Raio só cai na cabeça de quem merece, diz fotógrafo apaixonado por tempestades

Thailla Torres
As fotografias são feitas na Lagoa Itatiaia e o motivo é a pouca iluminação para garantir uma boa foto. (Foto: Alexandre Artioli)As fotografias são feitas na Lagoa Itatiaia e o motivo é a pouca iluminação para garantir uma boa foto. (Foto: Alexandre Artioli)

Do por do sol à tempestade, é a mistura de cores e os fenômenos da natureza estampados no céu de Campo Grande que inspiram o piloto civil Alexandre Artioli Barreira, de 33 anos. Nas horas livres e em momentos de sorte, ele se dedica a fotografar tempestades com objetivo de captar os raios que caem.

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O lugar escolhido para fazer as fotografias é a Lagoa Itatiaia e o motivo a iluminação contida perto do lago. “Para fazer esse tipo de fotografia, deixo a lente aberta por quase 10 segundos para captar o momento, quanto menos luz tiver no local, é melhor e garante uma boa foto”.

Para Alexandre, a fotografia surgiu como hoobie quando observava o céu no avião. Há seis anos, quando adquiriu um equipamento profissional, resolveu investir na fotografia de tempestades para mostrar que a natureza é muito maior do que se pode imaginar. "Eu acho divertido, porque a visão que temos é divertida. Quando vemos aqueles raios, isso faz a gente a voltar para nosso lugar e ver a natureza como ela realmente é."

Todos os fenomênos relacionados ao céu, são de interesse do fotógrafo. Além dos raios, o por do sol já foi captado diversas vezes e o desejo maior está em fotografar uma chuva de meteoros. "Leva tempo, é tentativa atrás de tentativa para conseguir fazer uma foto. Ainda não consegui nenhhum meteoro legal", explica.

Para conquistar "a fotografia, Alexandre conta que precisa andar entre 15km e 20km fora de Campo Grande, onde não há a iluminação da cidade. 

A arte, ele aprender sozinho, pesquisando e estudando sobre assunto. Aos poucos, foi fotografando o que mais lhe encantava.

A paixão pelas alturas veio ainda na infância. Em dia de portões abertos da Base Aérea de Campo Grande, Alexandre foi levado pelos pais e ao subir em um dos aviões não quis mais sair. "Eu sai de lá na base do choro e desde aquele momento, voar sempre foi o meu sonho". 

Quando está no alto, observa o céu. "As vezes, dá vontade de largar tudo e bater uma foto do por do sol, mas durante o voo não podemos fazer isso, então guardo a inspiração para fazer em solo", brinca. 

Sobre as tempestades, ele diz não ter nenhum receio. "O raio só cai na cabeça de quem merece e por enquanto eu acredito que não estou merecendo. Por isso vou lá, confio na natureza e sei que não vai cair naquele momento."

Ele explica que é preciso estar atento até onde pode ir. "A gente tem que saber a hora de sair dali e ficar sobre a posição do vento, aos poucos, o raio te fala se a tempestade está por perto".

 Veja como ficou o resultado: 

(Fotos: Alexandre Artioli)(Fotos: Alexandre Artioli)
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