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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

26/04/2013 08:38

Surgimento de Campo Grande e dons escondidos é tema de espetáculo de dança

Elverson Cardozo
Companhia de dança conta com 12 bailarinos em cena. (Foto: Divulgação)Companhia de dança conta com 12 bailarinos em cena. (Foto: Divulgação)

Jéssica Martinez Bellicanta, de 24 anos, é arquiteta, mas bailarina “desde a barriga da mãe”. Diretora geral e artística da Verbo Cia. de Dança ela e mais 11 dançarinos estão empenhados em um espetáculo que pretende falar do surgimento e desenvolvimento de Campo Grande, dos talentos escondidos na cidade e até da falta de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida.

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“Capa/Cidade”, como o projeto foi batizado, estreia neste sábado (27), às 19h30, no Teatro Aracy Balabanian. A representação será no domingo (28), no mesmo horário.

A companhia vai abrir o espetáculo contando como foi o “nascimento” da Capital, na confluência dos córregos Prosa e Segredo. Ao som do barulho de águas, os intérpretes devem aparecer no palco desenvolvendo coreografias rasteiras.

Depois, o grupo se dedica a falar dos “nativos”, a comunidade indígena, que sempre esteve aqui. Na sequência, a influência de outras culturas. “Entra a imigração, como se estivesse uma grande bagunça no palco”, adiantou a diretora.

Os árabes, por exemplo, serão lembrados pelos movimentos sensuais da dança do ventre. Na outra ponta do palco, o público verá o comportamento metódico dos japoneses. A alegria dos gaúchos será representada por um casal, que formará um dueto.

Depois da imigração, será a vez dos “invisíveis”. “Vamos representar as pessoas com deficiências físicas, os cadeirantes, cegos, idosos, os que têm dificuldades para circular na cidade por conta da falta de acesso”, explicou.

No último momento, os intérpretes vão abrir espaço para os talentos escondidos na cidade, sem especificar local, grupo ou gênero. “A gente vai tratar do indivíduo homem e dos seus dons”. Para falar sobre isso, o grupo vai se valer de caixas com diferentes tamanhos, que representará as habilidades individuais.

Dançarinos vão falar do nascimento da cidade e das habilidades individuais. (Foto: Divulgação)Dançarinos vão falar do "nascimento" da cidade e das habilidades individuais. (Foto: Divulgação)

Segundo a diretora, a proposta do espetáculo é mostrar que a cidade possui talentos, mas eles estão escondidos, seja por falta de tempo, vontade ou oportunidade.

Mas o objetivo vai além. A Verbo Cia. de dança quer despertar o interesse do público pela arte contemporânea. Para montagem do “Capa/Cidade”, os dançarinos foram às ruas, realizaram performances ao ar livre e, depois, aplicaram questionários a espectadores voluntários para saber a opinião do público sobre o conceito artístico do trabalho.

A pesquisa, que começou em novembro do ano passado, terminou em janeiro. “Existe uma deficiência de arte na cidade. A gente chegou a essa conclusão”, declarou.

No Teatro, os esperam que o público compreenda pelo menos um pouco da mensagem que será repassada no palco. Se isso não ocorrer, fica a consideração da diretora: “A arte contemporânea não precisa ser entendida, mas você precisa ser tocada por ela”.

“Capa/Cidade” está sendo realizado com investimentos do FMIC (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura), da Prefeitura de Campo Grande. O espetáculo, que tem duração aproximada de 50 minutos, possui trilha sonora de Lenni Santos e conta com os bailarinos Valeska Malulei, Marina Peralta, Josiane Martinez Bellincanta, Suellen Santos, Paulo Henrique, Iara Gudi, Issabela Carreteiro, Renata Campos, Georgia Pieczykolan, Eloisa Macena e Gwinnith Brandão.

Serviço - Ingressos para a estreia no Aracy Balabanian serão vendidos pelos valores de R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia), uma hora antes da apresentação.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 3317-1795 ou no Centro Cultural José Octávio Guizzo, localizado à Rua 26 de Agosto, 453, entre a Calógeras e a 14 de Julho, na região central.




Porque não fazer uma matéria com nossos poetas que estão esquecidos nos cantos desta capital! Bom dia.
 
Zildo de oliveira barros em 26/04/2013 09:37:05
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