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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

23/03/2012 20:26

Com acervo invejável, colecionadores de vinil querem exibir discos ao público

Ângela Kempfer
Moura e parte da sua coleção. (Fotos: Pedro Peralta).Moura e parte da sua coleção. (Fotos: Pedro Peralta).

São milhares de discos de vinil em uma organização de fazer inveja à qualquer livraria. A coleção de 23 mil discos do major aposentado José de Moura é catalogada por estilo musical, distribuída em ordem alfabética, sem exibir um grão de poeira nas capas que ganharam plástico para evitar qualquer dano ao patrimônio “bolachão” conquistado com dificuldade.

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“Viajo o mundo todo e vou comprando. Dá trabalho”, confirma o colecionador. No bairro Silvia Regina, a sala com os discos fica já na entrada. Os vinis ocupam o cômodo inteiro, com destaque para alguns artistas que são ídolos para Moura. “O Raul Seixas é o maior de todos. Tenho tudo dele”, conta.

A coleção continua crescendo, mas toda aquela história musical, escondida ali na periferia de Campo Grande, incomoda. “Penso que não tem muito sentido guardar tudo para mim. Fico aqui, arrumando, comprando, mas queria mostrar isso a mais gente”, explica.

O colecionador garante já ter apresentado algumas propostas “a pessoas da Cultura”, como projeto do Museu do Disco, sem sucesso. “Acho um absurdo. Campo Grande já não tem quase nada para fazer. Os caras pagam 100 mil reais para um show no parque, que é efêmero, acaba e pronto. Com esse dinheiro dava para reunir os colecionadores e fazer algo bacana”, defende.

Benito de Paula, sem bigode.Benito de Paula, sem bigode.

Moura tem discos tão raros que no mercado custam quase duzentas vezes mais. Lula Cortez e Zé Ramalho, Roberto Carlos em “Louco por Você”, vinil de Benito de Paula ainda sem o bigodão, são só algumas das relíquias, que seguem com Adair José, Secos e Molhados e toda a Jovem Guarda.

As vitrolas são guardas em estoque, para evitar um dia ser surpreendido sem equipamento para a rotina musical. “Vai que um dia não tem mais aparelho no mercado. Então eu guardo”, justifica mostrando as 19 vitrolas na estante, uma delas, produzida em 1958, no Vietnã.

Mas o que chama mesmo atenção de um leigo diante de tamanho acervo são as recordações que alguns trazem à tona. No meio de tanta música, há aquele vinil que a família ouvia junta, um que fez a estréia da vitrola na infância, outros que tocavam nas festinhas de escola e assim dá para ficar horas ligando uma lembrança a um vinil.

“Pense nisso tudo em exposição, com atividades culturais no mesmo espaço. Seria perfeito”, sugere Moura.

Um dos pontos certos para encontrar as relíquias é o Discão, loja que resiste a era dos CDs e continua com as portas abertas na rua Dom Aquino com centenas de discos para remasterização. "Fiz grandes amigos aqui e eles sabem que é um lugar certeiro para encontrar o que poucos dão valor", diz Luizão, o dono do negócio.

Durante a conversa, ele engata uma lista de amigos que poderiam colaborar. Entre eles o do juiz aposentado Fauzer Maia, dedicado à música sertaneja de raiz.

Luizão, da loja Discão, mantém o ponto de encontro dos colecionadores. Nas mãos, uma das raridades.Luizão, da loja Discão, mantém o ponto de encontro dos colecionadores. Nas mãos, uma das raridades.

A curiosidade me leva até o bairro Carandá Bosque. O ex-juiz recebe o Lado B como um apaixonado, louco para dividir os “predicados” da amada, no caso: os vinis. A esposa já se separou há anos. “Não aguentou os discos, mas foi muito melhor”, brinca.

Não dá para entender como ele “se acha” em meio a uma infinidade de papéis colados pelas prateleiras, discos nas mesas, nas cadeiras, em caixas no chão e na parede. “É que os mais raros eu escondo ali”, diz apontando para uma sala ao lado. No lugar, tudo fica organizadinho em grandes caixas. Um a um, Fauzer vai tirando e contando algo sobre.

O mais difícil de encontrar foi a primeira gravação da dupla Zilo e Zalo, ícones entre os sertanejos originais, e também tem orgulhos dos exemplares de Nenete e Dorinho, “muito raros”. As compras são feitas pela internet e é só chegar um vinil novo para tudo parar na vida do aposentado. “Primeiro vejo se a capa não precisa de nenhum reparo. Depois limpo o disco e coloco para tocar. Os que fizeram muito sucesso, sempre tem uns riscos, não tem o que fazer”, detalha.

Dez anos na vida de colecionador fazem o ex-juiz se arriscar nas composições próprias. “Uma vez fiz uma música para rebater outro que eu achei que era muito deselegante com as mulheres”, lembra. Para se divertir, também resolveu gravar com gente famosa, como a dupla Jads e Jadson. Já “lançou” um CD, mas só com mil cópias para os amigos. “É só de brincadeira”, justifica.

Das duplas sertanejas atuais, Fauzer não tem nenhum disco. Separa o estilo entre os sertanejos de raiz e os “perfumados”. Dos nomes regionais das antigas, o que mais dá orgulho é “Délio e Delinha”. “Eu adoro isso”, mostra o vinil da dupla sul-mato-grossense.

Sobre os 63 mil discos catalogados, Fauzer também reclama da falta de divulgação e faz o convite para o fotógrafo da equipe, como costuma fazer para quem demonstra interesse pelo acervo. “Chama algum amigo e vem aqui ouvir. Eu até gravo para quem gosta”, diz sobre a vontade de compartilhar o que reuniu por tanto tempo.




tenho 100 discos sertanejos antigos 60,70,80 q eram do meu pai e tenho interesse em vende-los. espero algum contato de algum colecionador. rgouvea@bol.com.br
 
Ricardo Mendes Gouvea em 06/01/2014 16:26:35
Tenho aproximadamente 100 discos de vinil de cantores e orquestras nacionais e estrangeiros e pretendendo vende-los, tenho tambem possuo algumas coletaneas.
Quem tiver interesse favor entrar em contato.
 
Antonio José Garcia Menegazzo em 25/12/2013 17:10:40
Estou me desfazendo de um acervo de 322 discos de vinil. 40% destes, são muito antigos e alguns até muito raros. Vendo tudo por 3.500,00 e ainda dou de brinde um toca-discos (que também é toca-fita K7) Polyvox com uma caixa de som. Caso apareça algum interessado favor fazer contato via e-mail ou pelo telefone 21 - 982817248 para que eu possa enviar a relação de todos os discos. Agradeço a oportunidade do contato. Luiz Carlos
 
LUIZ CARLOS BRAGA DE ARAUJO em 10/12/2013 12:40:54
MEU PAI TEM MUITOS LPS DE VINIL SERTANEJOS EM OTIMO ESTADO.QUEREMOS VENDER ,.ENTRE EM CONTATO CONOSCO
 
ULISSES PIMENTEL em 05/10/2013 09:17:13
OLA MOURA,venho atraves deste saber se voce estaria interessado em alguns discos de vionil que eu tenho aqui na minha casa.Ou se voce sabe de alguem que se interece .Pois quero me desfazer deles e nao sei como pois nao quero joga no loxo.
 
ANA LEONIDIA BISPO em 05/05/2013 14:20:04
Bom dia, acho muita bacana esse robe de colecionar discos de vinil e amo a musica, parabéns aos colecionadores. Tenho também uma quantidade de mais de seiscentos discos e quero saber se algum desses colecionadores tem interesse em comprar, posso estar enviando via e-mail imagens.

SDS. Danillo Vasco, Barreiras-BA

77 3611 6895
 
Danillo Vasco Das Chagas em 15/04/2013 08:21:01
Boa noite!
Tenho vários discos de vinil, alguém tem interesse?
Tel.: (11) 3501-5378
 
Caline Oliveira em 05/04/2013 22:09:20
Caros amigos tenho uma coleçao de disco de vinil a partir provavelmente de 1920, existem discos que ainda nao foram nem tocados, porem nao consigo identificar quem sao os artistas, estava querendo me desfazer e saber quanto vale. Como voces poderiam me ajudar?
 
sergio pastore em 03/04/2013 00:40:30
tenho 2300 discos de vinil
desde elis a john lennon quem estiver interessado
por favor entrar em contato
 
ary lopes em 28/02/2013 15:49:38
PREZADO, TENHO UM LOTE DE DISCOS RAROS DE 1920 A 1940 ENTRE OUTRAS COLETÂNEAS E ÁLBUNS COM QUASE 200 UNIDADES, EXISTE INTERESSE DA SUA PARTE??? GRATO

 
JOSÉ PORTO em 09/12/2012 19:39:21
Tenho vinis de diversos títulos nacionais e internacionais em perfeito estado de conservação nas capas originais com linha do tempo de seus interpretes coisa de colecionador gostaria de vende-los para quem desse a atenção que eles merecem .

meus contatos: 91 3227-8854( Carlos Alberto)
 
Denílson Prestes em 21/11/2012 11:38:04
Para muitos, em sua maioria, acha que o vinil é coisa de velho e do tempo passado.
Tenho 28 anos e comecei a ouvir a gostar e colecionar nivil aos 22. Agora sei que realmente as melhores músicas e os melhores sons estão nos vinis. Não troco meus vinis por nenhum cd ou dvd da atualidade. Só escuto vinil e pra mim disco também é cultura.
 
Fernandes Basilio em 14/09/2012 01:35:02
Sr mauro, tenho uma coleção de vinil anos 50a 70 de melodia com pasta lacrada, sertanejos antigos, classicos,ópera,valsa e discos pesados por ser muito antigo.
Caso se interessar me manda um mail.ok?
 
nivaldo de oliveira pinto em 27/06/2012 12:51:30
Tenho diversos discos de vinis, anos 70 e 80 e gostaria de encontrar colecionadores interessados em comprá-los. Como consigo contato?
 
Francisco Neto em 16/06/2012 09:14:10
quanto vale os vinius do zé ramario
 
jhonatan amaral em 31/03/2012 09:07:53
Janaina, entre em contato através do e-mail moura1954a@hotmail.com para falarmos dos discos seus.
Fico aguardando. Moura
 
jose de moura em 26/03/2012 11:50:55
janaina silva, de que generos músicais voce tem?
 
Weverson Cruz em 26/03/2012 09:28:16
Seria possivel passar o telefone desses colecionadores? gostaria de entrar em contato pois na minha casa tem muitos discos sem destino...
 
janaina silva em 24/03/2012 10:37:41
Coleciono apenas discos regionais (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). Quero comprar mais.
 
Valmir ~Correa em 24/03/2012 03:22:59
REALMETE FALTA ESPAÇO PARA ESTE TIPO DE COLECIONADORES, A SECRETARIA DE CULTURA PODERIA FAZER UMA EXPOSIÇÃO PARA MOSTRAR ESSAS RARIDADES, COMO TEVE RECENTEMENTE DOS VIDEO GAMES. PARABÉNS PELA COLEÇÃO. E BOA SORTE!!!
 
SID Shimada em 23/03/2012 09:42:00
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