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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

18/11/2011 19:04

Dorothy e os sapatos de rubi trazem a magia de Oz para Campo Grande

Paula Maciulevicius

“O espetáculo é como se fosse um filme, a diferença é que você sente o que a Dorothy sente no tornado”, diz o diretor

Na preparação dos cenários, as bolhas mostram como vai ser a aparição de Glinda, a Bruxa Boa do Norte. (Foto: João Garrigó)Na preparação dos cenários, as bolhas mostram como vai ser a aparição de Glinda, a Bruxa Boa do Norte. (Foto: João Garrigó)

A história de Dorothy, os sapatos de rubi e a busca pelo Mágico de Oz na estrada de ladrilhos amarelos. A fábula chega a Campo Grande em um musical caprichado nos efeitos especiais. Tudo para dar ao público a sensação de fazer parte da trama no momento em que a casa de tia Em e tio Henry em Kansas, é levada pelo tornado.

“O espetáculo é como se fosse um filme, a diferença é que você sente o que a Dorothy sente no tornado”, diz o diretor da peça Billy Bond.

A impressão da fazenda em Kansas estar no meio do tornado vai poder ser apreciada pelo público durante os três dias de apresentação. Isso porque ventiladores prometem fabricar uma espécie de tornado enquanto o público acompanha a cena.

No palco se apresentam 27 atores que se revezam para dar vida a 45 personagens. E se o número espanta, ainda não é nada perto das 35 trocas de cenários. Tudo isso em 1h30 de espetáculo.

O clima é de “adrenalina pura”, diz o diretor. Alguns cenários são trocados em menos de 30 segundos. “Parece mágica, mas não é. É técnica”, comenta.

O que o público pode esperar das apresentações são cinco grandes cenários chaves, o primeiro, de Kansas, onde a história se passa na fazenda, em seguida dos Munchkins, moradores da terra de Oz, do Bosque, onde Dorothy encontra o Espantalho, Homem de Lata e o Leão Covarde e dos castelos da Bruxa Má do Oeste e por fim, do grande Oz.

A troca de cenário se torna quase imperceptível. O que chama mais atenção nessa hora é o efeito 3D, que em uma “virada de página” é o responsável por mudar a trama.

“Você sente o vento, a chuva, o cheiro, a neve. Não é só teatro é espetáculo de multimídia que não tem se quer em São Paulo”

O espetáculo é uma super produção e mostra a inclusão de Campo Grande no eixo da cultura Rio-São Paulo. 

“Campo Grande respondeu bem com a Bela e a Fera e estamos voltando. Isso é abrir novos mercados, porque Campo Grande é longe de São Paulo e quanto tem peça assim, parece que um disco voador pousou, não é evento pequeno”, declara o diretor.

O Mágico de Oz levou 1 ano e meio para ser montado. Em parte pela complexidade e a dificuldade em se achar artistas. Todos cantam e interpretam em português.

“Adrenalina pura, parece mágica, mas não é. É técnica”, diz diretor da peça Billy Bond. (Foto: João Garrigó)“Adrenalina pura, parece mágica, mas não é. É técnica”, diz diretor da peça Billy Bond. (Foto: João Garrigó)

“Você monta o espetáculo, sai um, entra outro. O cachorro Totó por exemplo, é o terceiro. Os outros morreram de velhos”, entrega Billy Bond.

Desde a primeira versão em 2003, o espetáculo já garantiu 1,5 milhões de espectadores. “É muita gente para uma peça”.

A super produção em um espetáculo dirigido para o público infantil mostra a exigência dos pequenos e a visão do diretor, que criança tem que ser tratada com respeito.

“Tudo está ficando mais perfeccionista e precisa acompanhar os tempos. Passou a época de quatro atores e dois telões. Hoje em dia o teatro evoluiu para um show e se faz necessário cativar cada dia mais e devolver ao público o dinheiro que eles gastam”.

“Sempre é bom começar pelo começo… Dorothy, siga a estrada de ladrilhos amarelos. Mas o que acontece se eu for por outro caminho? Dorothy, siga a estrada de ladrilhos amarelos”.

A instrução dada por Glinda, a Bruxa Boa do Norte é repetida inúmeras vezes pelos moradores do país de Munchkin. A estrada de ladrilhos amarelos é o que leva Dorothy a conhecer o Espantalho, que por precisar de um cérebro acompanha a dona dos sapatos de rubi em busca do Mágico de Oz.

No caminho, Dorothy encontra também o Homem de Lata, o personagem que precisava de um coração – e o Leão – o rei do mundo animal que vivia amedrontado pela covardia.

A história termina quando Dorothy consegue fugir da Bruxa Má do Oeste e chega à Cidade de Esmeraldas e bate os sapatinhos com a frase “não existe lugar como o nosso lar”.

Apresentações - No dia 18 o espetáculo será apresentado às 20 horas. Já no sábado serão duas sessões, as 17 e 19h30. E no domingo às 10, 15 e 17h30.

Os ingressos custam R$100,00 para o setor A, R$80,00 para o setor B e R$60 reais para o setor C. E estão a venda no Shopping Campo Grande, 1° piso,em frente a loja Riachuelo.




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