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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

16/06/2015 14:23

Rodado durante 17 anos, documentário sobre os kadiwéu chega ao cinema em julho

Paula Maciulevicius
Depois de exibido no Festival “É tudo verdade”, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o filme chega às telonas no dia 16.Depois de exibido no Festival “É tudo verdade”, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o filme chega às telonas no dia 16.

Da diretora Lucia Murat, o documentário "A Nação Que Não Esperou Por Deus", rodado durante 17 anos nas aldeias dos índios Kadiwéu, estreia no cinema em julho. Depois de exibido no Festival “É tudo verdade”, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o filme chega às telonas no dia 16.

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O documentário surgiu depois que Lucia filmou "Brava Gente Brasileira", um filme de época, em 1999, que contou com a participação dos índios Kadiwéu de Mato Grosso do Sul. Assinado por Lucia Murat com a co-direção de Rodrigo Hinrichsen, também assistente de direção de "Brava Gente Brasileira", o documentário reúne os avanços que chegaram à aldeia nos últimos 15 anos: desde a luz elétrica, e com ela a televisão e as novelas, às cinco diferentes igrejas evangélicas que se estabeleceram na reserva, todas liderados por pastores índios. Ao mesmo tempo, o filme relata a luta dos Kadiwéu pela demarcação das terras e a retomada de áreas. 

No site oficial do documentário, a nota da diretora explica desde a época em que os Kadiwéu foram estudados pelos antropólogos Levi Strauss e Darcy Ribeiro nos anos 30, contando com um farto material iconográfico, o que foi importante para a realização de Brava Gente Brasileira.

"Nunca me desliguei da aldeia, acompanhando as transformações que ocorreram e o crescimento dos "personagens/atores" com quem convivemos mais. Assim, vi um menino índio se tornar um adulto "branco" na capital e um jovem tímido se transformar numa liderança carismática e importante na reserva", relata Lucia na nota.

As reuniões filmadas entre os Kadiwéu e os pecuaristas sobre a questão das terras e que estão apresentadas no documentário são reveladoras não somente da situação atual, mas dos preconceitos que se acumularam na história da conquista.

O documentário é dedicado em especial ao cacique Ademir Matchua, assassinado em dezembro de 2014 dentro da reserva por outro Kadiwéu, em meio a uma disputa política sobre o futuro da aldeia. 




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