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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

25/09/2014 06:23

A moda passou, mas tem muita mulher que nunca vai abandonar o "permanente"

Aline Araújo
Dona Eliacy faz permanente desde os 18 anos. (Foto: Marcos Ermínio) Dona Eliacy faz permanente desde os 18 anos. (Foto: Marcos Ermínio)

Se algo está em alta na moda, em cada esquina a gente encontra um modelo igual. Mas se fica ultrapassado, mesmo que você ache lindo, vai ser difícil encontrar. Com os cabelos também é assim. Para fazer uma progressiva ou qualquer tipo de alisamento, os salões estão sempre prontos. Agora, achar um lugar que faça permanente, para quem quer aquele cabelo armado, hit dos anos 80, é preciso andar muito.

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O Lado B encontrou dois salões em Campo Grande onde ainda é feito o procedimento. Deve haver outros, mas depois de ligar para 10, apenas dois confirmaram o serviço. No Salão da Nívea, a dona mantém cinco clientes que voltam todo mês para enrolar os cabelos.

Hoje o penteado é mais comum em senhoras, nas que já passaram dos 60 anos. Eliacy Nogueira, de 84 anos, tem os caracóis artificiais desde os 18 anos. “Sempre preferi o cabelo crespo ao liso. Quando eu comecei a fazer permanente, ainda usava água quente”, lembra a aposentada que se define como uma "idosa vaidosa".

 

Muitas clientes ainda procuram a Mitiko para enrolar os cabelos. Muitas clientes ainda procuram a Mitiko para enrolar os cabelos.

Há 25 anos quem arruma o cabelo dela é a cabeleireira Nívea Silveira, 57 anos. A profissional só recebe elogios, por acertar o penteado do jeito que dona Eliacy gosta. “O permanente ajuda a fixar mais a escova e quem gosta de arrumar o cabelo”, justifica a cabeleireira.

O permanente faz tão mal para o cabelo quando a progressiva, os processos e produtos utilizados são parecidos. A cabeleireira Mitiko Sakai, de 53 anos, está no ramo há 36 anos e explica que o procedimento mudou muito ao longo do tempo. Assim como chegou a tecnologia para os alisamentos, o permanente também evoluiu. Hoje o processo é mais rápido, dura apenas 40 minutos e é todo feito a frio.

O processo é simples. Nos cabelos curtos, primeiro ela enrola e depois passa o liquido responsável pelo efeito armado. Nas madeixas cumpridas, o processo é ao contrário, aguarda 30 minutos e para finalizar é necessário passar um neutralizante fixador. 

As cabeleireiras acreditam que mesmo caindo em desuso, o permanente vai continuar firme e forte nos cabelos por ai. “Quem faz uma vez, faz sempre”, pontua Nívea.

Mitiko diz que, apesar de ainda ser forte a preferência pelos cabelos lisos, aos poucos o natural vem ganhando espaço, o que pode fazer o permanente ressurgir. “Muita gente que alisou vem deixando o cabelo ficar natural e sempre tem gente que busca algo diferente”, explicou.




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