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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

31/03/2014 11:08

Avenidas em homenagem a ditadores amanhecem com nomes diferentes

Ângela Kempfer e Aliny Mary Dias
No cruzamento,  adesivo muda nome de rua. (Foto: Pedro Peralta)No cruzamento, adesivo muda nome de rua. (Foto: Pedro Peralta)

Algumas das principais avenidas de Campo Grande amanheceram hoje com nomes diferentes. É só uma manifestação neste fim de março, 50 anos depois do golpe militar no Brasil. Não tem validade, mas é a nova tentativa para o fim de homenagens politicamente ultrapassadas.

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Na Ernesto Geisel, esquina com a avenida Afonso Pena, o adesivo mal colado, mas uma cópia fiel do layout adotado pela prefeitura, indica que nesta segunda-feira a avenida esqueceu o ex-presidente militar e agora faz festa para Marçal de Souza, líder indígena assassinado em Mato Grosso do Sul, por lutar pela demarcação de terras na década de 80. A numeração da quadra também foi alterada é agora é de "1964 a 2014".

Quem passa, não percebe a alteração improvisada, feita em todos os cruzamentos e pontos de ônibus. Valdelvino de Souza, de 62 anos, tem uma sapataria na Ernesto Geisel, mas apesar do longo tempo no ponto comercial, diz desconhecer quem foi Geisel e também nunca ouviu falar de Marçal de Sousa. Por isso, reclama do que considera depredação. “Deve ter sido feito no domingo ou hoje. As pessoas querem protestar, mas acabam estragando o patrimônio”.

Nosso índio desdentado, Marçal Tupã, foi recebido pelo Papa João Paulo II e levou a luta indígena ao mundo. Morreu em 25 de novembro de 1983, executado a mando de fazendeiro na luta pela Terra Indígena Campestre, em Antônio João. Os acusados foram absolvidos e uma das poucas homenagens até hoje é o nome à aldeia urbana terena, na região do bairro Tiradentes, em Campo Grande.

Já Ernesto Geisel, o quarto presidente militar depois do golpe de 64, assumiu o cargo quando o tal "Milagre Econômico" anunciado pelos militares era corroído pela inflação. Com o Regime ameaçado, o jeito foi anunciar uma abertura gradual, que só se confirmou mesmo com o sucessor, João Batista Figueiredo.

Geisel fez coisas do tipo fechar o congresso por duas semanas para alterar as regras eleitorais, já prevendo uma vitória esmagadora da oposição. Ele criou, por exemplo, a figura do senador biônico, estabelecendo que um em cada três senadores fosse eleito indiretamente pelas Assembleias Legislativas de seus estados.

Mas o ex-presidente tem na história a criação de Mato Grosso do Sul, o que justificou a homenagem à época.

Na Costa e Silva, quem passou registrou pelo celular a mudança.Na Costa e Silva, quem passou registrou pelo celular a mudança.

Costa e Silva - Em outro ponto da cidade, na avenida Costa e Silva, o protesto apareceu no ponto de ônibus e também nas ruas. Ali, a lembrança é de um militar bem mais linha dura, o segundo a assumir o Brasil censurado. O AI-5 é coisa de Costa e Silva e também a sequência de perseguição aos políticos e estudantes que contestavam o regime. Ele mandou torturar e matar muita gente sob pretexto de coibir “atividades subversivas”.

Nenhum movimento assina a adesivagem por Campo Grande hoje. Mas para a Costa e Silva, que leva à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a sugestão é de que o nome agora seja "Estudante Edson Luis". Secundarista, aos 17 anos o rapaz foi morto durante invação da Polícia Militar a restaurante estudantil no Rio de Janeiro. Ele virou símbolo da resistência e o caso serviu de estopim para grandes manifestações públicas durante o quarto ano de governo militar.

Os adesivos estão por aí, levando o debate para a cidade e reforçando no roda pé da manifestação bem humorada o desejo: “Ditadura Nunca Mais”.




Para conhecimento de todos um link de um vídeo explicando o que é atividades subversivas!
Peço que considerem algumas coisas do vídeo pois ele é antigo e se atentem a ideia principal do vídeo. Onde é descrever as fases e ações necessária para reverter a fase.
http://youtu.be/8_2vBhLf0xU
 
Não Me Representa em 01/04/2014 20:53:08
Mais uma que aprontam com o patrimônio público. Se querem mudar nome de rua, façam pelas vias legais, pois do jeito que fizeram, pode causar confusão na busca por endereços. E o adesivo quando for retirado, será que não vai estragar a placa original? E se a moda pega?
E se não pode colocar o nome dos generais, então vamos abolir o nome de todos os envolvidos no descobrimento e colonização do Brasil, pois estes sim foram os responsáveis pelo maior caso de genocídio registrado na História.
Aliás, esse material usado para "mudar" o nome das ruas foi feito em gráfica, é só procurar que dá para achar os responsáveis.
 
Guilherme Arakaki em 31/03/2014 19:53:18
Que bobagem, para não dizer idiotice. Vamos execrar Dom pedro I então, que era um bêbado e mulherengo, mas nos livrou de Portugal e é isso que importa. Santa palhaçada, temos coisas mais importantes para tratar, como a saúde que esse governo "democrático" deixou uma ruína. Gen. Ernesto geisel para quem não sabe, quando comandou a 9ª região militar, tirou Campo Grande do barro e do lodo. Conheçam a história....
 
Marcos Cézar Coutinho Scanoni em 31/03/2014 18:21:09
Há aqueles q por falta de oportunidade ñ têm conhecimento de nossa historia e aqueles que se julgam intelectuais mas q na verdade querem ignorar a historia de nosso país, como é o caso do sr leitor Maximiliano.Diz q ñ conhece Marcal de Souza Tupã-i, mas sabe que o velho índio foi recebido pelo Papa e q,segundo lhe contaram, a luta do índio por seus direitos começou pelo Líder indígena.Então nada vai adiantar falar de Touro Sentado, Mario Juruna e Marcos Terena.Por isso não se pode ignorar que Ronaldo Caiado é um lider para os grandes latifundiários. Marçal de Sousa lutou e morreu em defesa dos direitos indígenas no MS no final do governo militar, morreu, mas a luta dos indígenas NASCEU ali.Maximiliano, vc sabia que,onde era a fazenda do Bacha, hoje é aldeia Osiel Gabriel..acho q ñ sabe!
 
Samuel Gomes em 31/03/2014 17:29:53
Uma bobagem sem tamanho, pois cada um desse que receberam homenagem teve uma participação na vida de todos nos , mas fizeram tambem muita coisas boas, mas nos brasileiro temos memoria curta, e so lembramos das coisas que não estiveram ao nosso agrado.Para os fazendeiros o Marçal não foi um lider e sim um baderneiro, assim como esse estudante.O mesmo se aplica aos nossos Ex-presidentes. Sò pra refrescar a memorias de pessoas que pensam assim, nem Jesus agradou a todos.
 
juarez delmondes em 31/03/2014 17:15:38
Há controvérsias, meus caros. Não defendo ditadura, mas sei que se for para as urnas o povo aclamará os generais ante a baderna instalada nesta nação. Não vamos nos esquecer que também deveriam mudar os nomes de Raposo Tavares, Borba Gato, Bandeirantes, enfim, os relativos aos maiores chacinadores de índios que este país conheceu e que, pelas vias "oficiais" viraram heróis.
 
João Carlos Marchezan em 31/03/2014 17:05:00
O que eu acho injusto é que a maioria das ruas tem nomes de politicos, independente do fato deles terem sido honestos, bandidos, coroneis, etc, ou é o nome do politico ou é o nome da mulher do politico, ou é o nome do filho, do irmão, do pai, da mãe, enfim, é uma baderna, o que tem de rua com Trad, Pedrossian, Fonseca, Siufi, puxa vida, meu pai foi Antonio Nahas, o Toninho, trouxe a APAE para o MS, nunca ganhou um centavo, nunca se meteu em politica, nunca foi candidato a nada, foi presidente da APAE nos primeiros anos, sem ganhar salário, pelo contrario, enfiava dinheiro do bolso pra poder dar certo, minha mãe dava aulas para crianças e adultos excepcionais em casa, se não me engano tem uma foto dele em uma salinha da APAE, se já não tiraram, e ganhou meio quarteirão de rua nos cafundós.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 31/03/2014 16:10:26
Bando de hipócritas! Isso sim. Todos vcs escrevem o que querem aqui graças aos militares, se não fossem por eles hoje quem fosse contra o governo estaria quebrando pedra ou morto.
A ditadura nasceu com data certa pra morrer, foram 21 anos de progresso que o Brasil teve, nessa época não se tinha assaltos nas ruas, as pessoas podiam sair tranquilas de casa, pois se sentiam seguras.
Infelizmente a violência se combate com mais violência, é a lei da sobrevivência. Houveram exageros de ambas as partes, mas nenhum militar atentou contra a população civil como os companheiros fizeram, Rio-Centro e Aeroporto de Recife foram somente alguns dos atentados que mataram inocentes
Se alguém foi "perseguido", foi pq devia, ninguém paga se não dever nada
MINHA BANDEIRA NÃO É VERMELHA! BRASIL ACIMA DE TUDO!
 
Luiz Fernando de Britto Moreira da Costa em 31/03/2014 15:55:54
Se Deus assim permitir nunca mais a ditadura seja ela como for.Temos que partir do mesmo principio da campanha para dizer não aos politicos corruptos. Vamos fazer com que o povo brasileiro tenha memória eleitoral e assim gradativamente iremos acabar com os politicos ruins.
 
GILBERTO P PEREIRA em 31/03/2014 13:30:28
Acho que a ditadura foi um periodo triste, medonho, mas que fez parte da nossa história, é importante as lembranças estarem presentes no dia a dia, para que a população fique esperta e saiba que tudo pode voltar a acontecer se esquecermos, temos que lembrar para evitar que aconteça novamente, estou de acordo com o Carlo Alberto, já que querem retirar os nomes que nos levam a ditadura, vamos homenagear o que temos de melhor que é a natureza, nome de bicho não vai faltar para colocar em nossas ruas, temos mamiferos, aves, peixes, insetos, enfim, uma infinidade de bons nomes, eu também não sei quem é Marçal, e pouco me importa que ele tenha sido recebido pelo Papa, sei que atualmente temos uma guerra ferrenha entre indios e brancos e pela historia contada, foi o Marçal quem começou tudo.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 31/03/2014 12:33:54
Ditadura nunca mais, mas que tal homenagear passaros, arvores animais??? não seria mais bonito e justo??
não precisamos homenagear ditadores, torturadores etc e tal.. mas tem outros que não me representam...

 
Carlos Alberto Barbosa Corrêa em 31/03/2014 11:58:17
A avenida Mato Grosso, não deveria se chamar Avenida Mato Grosso do Sul? Senadores biônicos do Ms imposto pela ditadura, são os responsáveis por nomes de ditadores em nossas ruas, uma forma de homenagear aqueles que os nomearam. Essa justa homenagem aos nomes lembrados só condiz com aquilo que o povo pensa e um alerta para que nomes de políticos também não são bem vindos. Imagine Rua Levy Dias...Rua André Pucinelli...? Se bobear esses vereadores de hoje fazem isso... Pedro Pedrossian se levantou la do esquecimento pra querer colocar o nome de sua mulher no nosso belo Parque DAS NAÇÕES INDIGENAS. Pode???????????????????? Mas...cada uma!!??
 
Samuel Gomes em 31/03/2014 11:51:33
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