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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

23/06/2014 13:29

Bicicleta abandonada na Duque de Caxias ganha "diário" e aguça imaginação

Ângela Kempfer e Cleber Gellio
Bicicleta está acorrentada em poste na Duque de Caxias. (Fotos: Cleber Gellio)Bicicleta está acorrentada em poste na Duque de Caxias. (Fotos: Cleber Gellio)

Na Avenida Duque de Caxias, na altura do quartel do CMO (Comando Militar do Oeste), uma bicicleta presa ao poste por corrente e cadeado agora é parte da paisagem. Há cerca de um mês ela permanece ali, imóvel, intacta, sem qualquer sinal de problema nos pneus ou nas engrenagens.

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A curiosidade diante da cena foi, é claro, parar no Facebook, carregada de perguntas e criatividade na elaboração do provável roteiro de uma história que pode ser trágica.

Com o “Diário de uma bike”, um das pessoas que passa sempre pela região, tenta imaginar – do ponto de vista da bicicleta, o que ocorreu com o dono. “19 de junho de 2014- 19h13... continuo aqui na Duque de Caxias... pelas minhas contas, hoje completa 1 semana... Será que ele está bem???? Será que ele esta preso??? Ninguém vai sentir a falta dele ??? Ninguém vai sentir a minha falta???. Amanhã deve chover e esfriar... estarei aqui ainda?”, publicou Oshiro Jr Roberto.

Tempos depois, no mesmo “Diário” da magrela, ele apontou para outra possibilidade. “Vim parar aqui no dia da abertura da copa... não sei se foi a pressa do meu dono chegar logo ao local onde ele iria assistir a estreia do Brasil que ele me largou aqui e arranjou outro meio ou se ele ficou tão empolgado que acabou esquecendo onde me deixou... sei que amanhã o Brasil joga a última partida da 1º fase e quem sabe ele aparece...”

Em busca do dono, o Lado B procurou em hospitais e pela região, tentando alguma pista.

Por ali, as principais testemunhas são os militares que fazem a guarda nos quartéis. Durante o expediente, nenhum pode dar nome, por respeito à hierarquia do Exército. Mas entre eles a história é quase a mesma. “Parece que o ciclista estava bêbado", diz um dos soldados. Outro conta o que também ouviu dizer: "O dono sofreu um acidente e foi levado pelo socorro, mas antes eles prenderam a bicicleta ali”.

Há também a parte mais trágica dentre muitas possibilidades, a de que o homem morreu e por isso não voltou para buscar a companheira.

Atravessando a avenida, na calçada onde fica a bicicleta, o sargento Ramiro Lucas, de 47 anos, diz que nunca parou para pensar sobre a possibilidade de abandono. “Achava que era alguém que trabalhava por aqui e prendia a bicicleta ali”, comenta.

Já Ubaldo Ribeiro, de 32 anos, confirma que observa há bastante tempo a bicicleta acorrentada. “Talvez nem a família do dono saiba que ela tá parada aqui”.

O Lado B procurou a Santa Casa e o Corpo de Bombeiros e não há nenhum registro de acidente envolvendo ciclista na avenida no início do mês.

Ubaldo sempre passa pelo local e algum tempo percebeu a bicicleta abandonada. Ubaldo sempre passa pelo local e algum tempo percebeu a bicicleta abandonada.



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