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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

22/10/2015 06:12

Bota com cabeça de cobra na ponta é uma das peças que faz fama de deputado

Antônio Marques e Leonardo Rocha
No Gabinete, Ângelo Guerreiro é cercado de objetos rurais. (Foto: Fernando Antunes)No Gabinete, Ângelo Guerreiro é cercado de objetos rurais. (Foto: Fernando Antunes)

Não é projeto de lei ou qualquer declaração polêmica que tem feito do deputado Ângelo Guerreiro uma figuraça na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Neste mandato, é o deputado mais extravagante da casa. Caipira convicto, foi difícil largar mão do chapéu para entrar no plenário, mas costuma aparecer nas sessões de terno, gravata e botas de couro bem chamativas. Dia desses, surgiu com um modelo que tinha cabeças de cobras como ponteiras.  

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No armário, há 20 pares de botas, todas de bico fino e pele de animais. “Tudo de acordo com a legislação ambiental”, garante o deputado do PSDB. O desenho é feito por ele e depois segue para um sapateiro de confiança executar o serviço.

"Eles (Assembleia) já adotaram o meu chapéu e eu consigo andar com ele aqui, menos na hora do plenário. Só tiro ele para dormir, fez falta...As botas, eu uso tanto que o pé já tá até sensível. Para você ver, um dia fui de bota e bermuda na praia, em Fortaleza", conta.

Antes que o eleitor fale em ostentação “ilícita”, o deputado lembra que sempre trabalhou com esse tipo de produto e que não mudou um milímetro do que realmente é na essência.

Isso fica claro ao entrar no gabinete do parlamentar. No chão, o tapete é de pele de vaca, presente de um amigo. As paredes estão cheias de objetos de comitivas pantaneiras, inclusive, com arreio dependurado. Todas as paredes foram ocupadas por lembranças do campo, de ferro a carvão, até berrante. "São coisinhas minhas, que eu fazia na minha empresa", explica.

Até uma geladeira está ali, ao lado da mesa onde ele recebe as pessoas para conversas políticas. Afinal, frigobar não é coisa de homem do campo. "Aqui não tenho frescura. Os meninos que trabalham comigo podem trazer uma comidinha, alguma coisa para eles passarem o dia", justifica.

Deputado com botas que têm cabeças de cobra como ponteiras.Deputado com botas que têm cabeças de cobra como ponteiras.

Mas a grande paixão ornamenta os pés. Artesão de profissão, Guerreiro tem o gosto por botas desde antes de entrar na política, quando trabalhava com couro na região de Três Lagoas e interior de São Paulo. Os pais viveram da roça e ele decidiu que produzir para os sertanejos seria sua a fonte de renda. “Chegamos a trabalhar com mais de 10 mil quilos de couro por mês no meu empreendimento. Mandei sela até para Angola”, conta.

Ele foi proprietário de uma selaria no município por 25 anos, o que o elegeu duas vezes vereador, sendo o mais bem votado da história da cidade nas eleições de 2008.

O trabalho desenvolvido na Câmara Municipal o credenciou a ser o 8º mais votado para deputado estadual em 2014, depois de duas tentativas em 2006 e 2010. Em 2012 obteve quase 24 mil votos para prefeito de Três Lagoas, mas acabou derrotado por pouco mais de 3 mil votos de diferença para a prefeita Márcia Moura.

Em Campo Grande, continua cultuando a imagem de homem sul-mato-grossense na raiz. Longe de casa, resolveu providenciar os sapatos pessoalmente porque “o comércio caipira e rural agora é difícil”. "Não sei, mas a gente vive em um Estado rural e não vejo ninguém de chapéu. É estranho né", conclui.

Dependendo da ousadia, os preços dos sapatos sobem consideravelmente. Vão de R$ 260,00 a R$ 1.8 mil. Mas o preço maior por ter esse estilo rural Ângelo Guerreiro não paga com dinheiro, garante.“Adotei este estilo pantaneiro e caipira, do homem do campo e muitas vezes essas pessoas sofrem discriminação. Acham que eu sou um matuto”.

Até no camelódromo em Campo Grande, ele diz que sofre quem é caipira. “A todo momento, os comerciantes ficam oferecendo produto, diferente se fosse com alguém que estivessem usando traje comum. Como a pessoa está vestida de caipira, eles acreditam que a venda e o convencimento é mais fácil, mas não é bem assim não”, completa o parlamentar que se diz um caipira bem esperto.

Cabeça de cobra é uma das relíquias do deputado.Cabeça de cobra é uma das relíquias do deputado.



Verdade verdadeira..tem que aparecer pelas botas mesmo...porque se depender de projetos, esse deputado com atuação pífia na Assembléia, apareceria nunca. Aliás é a primeira vêz que vejo seu nome na mídia.
 
Araujo em 22/10/2015 17:50:00
Matéria muito fraca, ostentando bota de quase 2 mil reais enquanto o trabalhador brasileiro recebe uma mixaria de R$ 788,00 de salario minimo por mês, isso devia ser motivo de vergonha pro senhor deputado, que deveria estar trabalhando a favor do povo, nosso país esta um caos por causa de sangue sugas igual o senhor!

Muitas famílias passando fome e as ruas da capital tomadas por drogas e buracos, como pode um pai de família sustentar filhos e uma casa com 788 reais por mês sr Deputado?

Essa mixaria pelo jeito não paga nem seus sapatos né, sinto vergonha da raça humana, Politico que não trabalha pelo povo e jornalista que digita abobrinha, afinal, não deve ter nada mais importante pra noticiar na cidade do que um par de botas.

 
phdoms em 22/10/2015 08:33:45
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