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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

22/09/2014 14:47

Campo-grandenses até gostam de ciclovia, mas não ficam sem carro "nem a pau"

Elverson Cardozo
Cidade tem cerca de 90 quilômetros de ciclovias, mas poucos utilizam. (Foto: Marcelo Victor)Cidade tem cerca de 90 quilômetros de ciclovias, mas poucos utilizam. (Foto: Marcelo Victor)

Campo Grande tem aproximadamente 90 quilômetros de ciclovia, mas, mesmo assim, pouca gente tem disposição para sair às ruas sob duas rodas. Não foi à toa que, nesta segunda-feira (22), Dia Mundial Sem Carro, um grupo de ciclistas decidiu colocar melancias na cabeça para chamar a atenção dos motoristas no Centro. Se deu certo, só o tempo vai dizer.

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A verdade é que, na Capital, o hábito de pedalar ainda não “pegou”. Não como em outras cidades do País. É o que dizem os moradores. “A turma não se adaptou”, afirma o aposentado Aparecido Pereira.

Na opinião dele, as pessoas não vão deixar o carro em casa tão cedo porque se acostumaram à comodidade, mesmo enfrentando engarrafamentos nos horários de pico, situação que, infelizmente, já faz parte da rotina dos campo-grandensses.

Um bom exemplo desse condutor acomodado, e que representa muitos outros, é o esposo da dona de casa Noeli Luzia Vieira Maciel, de 34 anos. “Ele só anda de carro. Só para jogar bola é que sai a pé. É um vício”, conta a mulher.

O trabalhador rural Ancelino Gonçalves, de 52 anos, tem outra explicação: “É preguiça mesmo”, dispara. Ele dirige uma vez por semana, para ir à fazenda onde trabalha, a 40 quilômetros de Campo Grande, não abre mão do veículo na cidade, e se encaixa na própria definição.

Ancelino apoia iniciativas que estimulam outras formas de transporte, mas não deixaria o carro por nada. (Foto: Marcelo Victor)Ancelino apoia iniciativas que estimulam outras formas de transporte, mas não deixaria o carro por nada. (Foto: Marcelo Victor)

Ancelino apoia iniciativas como a do grupo que que colocou melancias na cabeça hoje cedo. Acha legal e “muito importante”, mas diz que não deixaria o veículo em casa para trabalhar pedalando. “É muito longe. Não aguento”.

Mas não precisa sai por aí, bancando o ciclista de maratona de uma hora para outra. É só ir devagar, no próprio rítmo. Quem sugere o “método” é o aposentado Jair França dos Santos, de 57 anos. Ele não dirige e anda mais de ônibus.

“É muito difícil largar o carro porque é um meio de transporte rápido e as pessoas já estão acostumados”, declara.

O ideal, para estimular esse novo comportamento, seria o poder público estabelecer rodízios para circulação de veículos, como acontece no Estado de São Paulo, avalia. “Poderia começar toda segunda”, diz.




Talvez se nos locais de trabalho tivessem banheiros para tomar banho, com certeza haveriam mais adeptos, já ouvi isso de muitos ciclistas. Como vou pedalar 7 km e chegar linda e cheirosa no serviço?? hehe ai fica difícil.. Tirando o medo de ser assaltada ou sofrer um acidente. Por essas e outras não largo meu carro por nada, já sofri um acidente de moto e fiquei com medo de pilotar, imagina de bike.
 
Maryanna Meins em 22/09/2014 15:33:15
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