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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

29/08/2011 11:06

Cliente é esculhambado, mas loja vive cheia na Calógeras

Ângela Kempfer
 
Cliente é esculhambado, mas loja vive cheia na Calógeras

Entre o burburinho de uma pequena multidão de mulheres, muitas com crianças no colo, o destaque de uma loja de roupas na avenida Calógeras é a proprietária, pessoa que, de tão sincera, mais parece uma personagem maluca de novela.

A empresária Magda Murad não para de gritar e é sempre muito direta. A loja cheia, ao contrário do que parece, para ela é “um tormento”. “Vender para pobre é complicado, eles acham que R$ 10,00 é dinheiro”, reclama aos berros sem o menor constrangimento diante das clientes.

Ao conversar com a empresária impressão é de que na loja, localizada entre a Barão do Rio Branco e Dom Aquino, cliente nunca tem razão e é um incomodo, uma antítese ao que prega todo marqueteiro famoso. “Estou já há quinze anos aqui me degradando”, comenta, lembrando que o pai tinha loja há 40 anos na Calógeras. “Mas era granfa. Depois quebrou e morreu”, diz.

A “turca”, como é chamada pelas clientes, tem planos para daqui a dois anos. “Vou vender a loja e mudar para São Paulo, morar com minha filha que casou”, solta a gargalhada. “Cansei de tanta tormenta”, explica.

Na fila, as consumidoras já não se assustam com as ofensas, só dão risada, cheias de peças nos braços. E a mulher continua: “No Natal, me chamaram de p...”, protesta.

Dona Magda, do outro lado do balcão em mais um dia de loja lotada. (Foto: João Garrigó)Dona Magda, do outro lado do balcão em mais um dia de loja lotada. (Foto: João Garrigó)

As vendedoras, com ar de assustadas, andam de um lado para o outro, sempre com os olhos arregalados. “Tem sempre alguém roubando”, justifica Dona Magda.

Para evitar o prejuízo, também há seguranças. São homens fortes, com cara fechada, em locais estratégicos e sobre patamares para ver tudo por cima.

A irmã também ajuda nas vendas e é ainda mais pitoresca. Ao se irritar com o falatório da mulherada avisa em tom áspero: “O santo vai azedar, a ciganona vai baixar aqui, porque hoje o sangue tá pesado”, avisa, também gritando.

Depois, ela mira em uma mulher e apontando para sacolinha que a cliente tem na mão faz o lembrete: “Você sabe que tem de pagar isso, né?!”

A consumidora vai para fila e ouve outra bronca, agora da Dona Magda, que fica o tempo todo no caixa. “Ei, fica quieta aí na fila porque você tá dando muito trabalho hoje. Tá bem doidona hoje”.

Constrangida, a cliente diz bem baixinho: “Eu só queria pagar”.

Sobre o motivo de loja sempre cheia, apesar dos pesares, a proprietária ensina: “Nosso lucro em cima das mercadorias é pequeno e por isso garantimos um preço bom e nosso cliente”.

Depois de tantos berros e desabafos, dona Magda abre o sorrisão para a equipe do Lado B e diz tchau, com direito a beijo jogado.




Como se diz: O QUE É DE GOSTO NÃO SE DESCUTE ....
 
DANIEL CALVANI em 28/01/2014 15:58:09
Nem dá pra acreditar que ainda há um ser humano defendendo essas mulheres aqui...é pra rir...kkkkkkkkkkkk Essas mulheres não desse mundo não. Leiam as noticias nas redes sociais, as reclamaçoes das pessoas. Elas são campeãs em reclamações.
 
Fernanda Arantes em 22/01/2014 13:19:29
Sou compradora dessa loja já tem um tempo, realmente elas são assim como eles colocaram, más comigo e com toda a minha família isso não acontece, chego lá e sou recebida com muito carinho, nunca fui obrigada a comprar delas, as vendedoras são ótimas e sempre dispostas a te ajudar, eu acredito que a vida das duas irmãs realmente não foi tão fácil e elas acabaram criando uma máscara de força e de pessoas aparentemente carrancudas para sobreviverem nesse mundo. Más convido vocês a irem lá e tirarem suas conclusões.
 
Sandra Nakkoud Ruiz em 04/09/2011 04:33:58
E parabéns ao Lado B, uma forma diferente de falar . O texto não é conservador, não é radical. O tempero certo. Vida longa ao Lado B
 
Givago Oliveira em 03/09/2011 03:44:25
Dona Magda é uma querida. Sempre fui bem atendido. Acontece que essa manifestação informal é cultural. A pasteurização do bom humor mac donald me incomoda muito mais. Parabéns a Turca que desenvolve esse tipo de comunicação, que educa e faz a gente pensar como não queremos ser tratados.
 
Givago Oliveira em 03/09/2011 03:41:14
Sou cliente dela há anos,adoro comprar lá e indico pois se procurar acha pecas de boa qualidade com um precinho melhor ainda,me divirto com seu mau humor ,e ela sempre esta com dor de cabeca e reclamando da vida com chingamentos bem chulos!
saiu de lá satisfeita por que sempre encontro o que procuro!
lá é assim !!!!quando vou na turca sei que vou rir muito e encontrar muitas coisinhas baratas !ela ja me conhece e fala assim:Sumiu hemmmmmmmmm!
adoro!
 
valeska catoie em 01/09/2011 11:28:14
LAMENTÁVEL QUE O COMERCIO DE CAMPO GRANDE TENHA PESSOAS DESSE NÍVEL. DIGO A ESSA SENHORA QUE POBRE É ELA, POBRE DE ESPIRITO, POBRE DE EDUCAÇÃO. MAL AMADA, POR MAIS HUMILDE QUE SEJA O SEU CLIENTE, É ESSE CLIENTE QUE LHE DÁ PÃO DE CADA DIA. EDUCAÇÃO NAO FAZ MAL, PELO CONTRARIO, ENSINA A VIVER.
 
Wagner Camargo em 31/08/2011 10:14:41
Coitada das meninas q trabalha com essa senhora,eu n aguentaria 1 dia se quer ao lado dela.Bom seria ela ser uma senhora alegre,tratasse os clientes com educaÇão assim todos iam tá essa hora falando bem dessa figura e Não a criticando.Pessoas assim ransinsas pareçe n ter felicidade vive de mau com a vida.
 
PRISCILA vieira MARTINEZ em 31/08/2011 09:50:31
Como cliente eu sempre busco o melhor preço, mas nem por isso me sujeitaria a um tratamento desses, afinal de contas eu estou pagando e o minimo que um ser humano merece é respeito, seja em qualquer situação.As pessoas deveriam parar de ir nessa loja e buscar outras opções pq assim não estimularam o desrespeito que essa senhora tem com as pessoas. Uma criança sem educação é feio uma idosa sem educação é HORRIVEL!!!!
 
Eliane Salu em 31/08/2011 08:51:47
Essa pessoa é muito desagradável, jamais poderia atuar no comércio causando danos morais aos funcionários e aos clientes. É claro, que ela continua agindo deste modo porque não sofreu condenação judicial ainda. Penso, que educação e as normas de condutas são para todos os indivíduos da sociedade e para aqueles que querem sabotá-las resta o judiciário.
Pense nisso!
 
eli torres em 31/08/2011 08:46:47
nossa essa senhora pensa que e oque pra chingar as pessoas de pobre e depende dos pobres para sobreviver essa mulher mesmo e uma groça sem educaçao trata ate as fucionarias mau e mas o sustento dela a 15 anos sai dos pobres ne kkkkkkkkkkkkkkk
 
cristina maria em 31/08/2011 08:19:56
Como dizia minha sábia e maravilhosa mãe, EDUCAÇÃO vc tem ou não tem , não existe meio termo, independente de cor,classe social,financeira " Educação é Berço, base familiar". Ninguém gosta de ser mau atendido, humilhado,desprevilegiliado. Esta Sra. relata q. pobre reclama de R10,00, ela deveria agradecer q. os pobres ainda entram na " loja " dela. m. Obrigado.
 
lourdes melo em 31/08/2011 08:14:24
Pois é, ai esta mais um exemplo que tem mercado para todos, a proprietária falou a formula da conquista, preço justo! Muitos procuram Comodidade e por isso pagam mais caro, mais esta senhora busca o publico que procura Preço baixo, por isso tanta gente. Agora claro, é possivel associar preço baixo com educação. Abraços a todos de Campo Grande.
 
Alexandre Santiago em 30/08/2011 11:53:42
Para mim não tem outro nome...falta de E D U C A Ç Ã O...E o povo vai comprar...por necessidade...Mais se pesquisar bem tem lugar mais barato e com muita E D U C A Ç Ã O...POIS POBRE....E DEZ REAIS É DINHEIRO SIM...E FALA MUITO PARA GANHAR....PENSE NISSO...Tenho orgunho de ser pobre e busco valorizar o meu dinheiro...
 
Adriana Lino Gomes em 30/08/2011 10:18:42
Infelizmente muitas pessoas tem a alta estima muito baixa e entram num lugar ridículo desses. Eu passo longe. Na própria Calógeras tem lojas com excelente atendimento. Só que o Brasil está melhorando, as pessoas estão tendo acesso ao consumo mais elaborado. A Calógeras, senão tiver uma revitalização, está com os dias contados. Essa senhora tem a sorte de já estar com a vida feita, talvez, porque o comércio dela não dura nem dez anos mais desse jeito. Coisas baratas existem em lugares muito melhores em Campo Grande. Até nos bairros tem lojas super bonitinhas e com pessoas educadíssimas. Vamos ter respeito por nós mesmos e deixem pessoas desse tipo para lá...
 
REGIANI AP ALEXANDRE em 30/08/2011 09:55:29
Viva a sinceridade! Abaixo a hipocrisia!
 
Régis Marlo - Mineiro em 30/08/2011 08:21:56
Interessante isso! Pelo meu ver! Comerciante tem que ter postura, e atender muito bem seus clientes, não dessa forma!?
Sou totalmente contra esse tipo de atendimento, EU nunca colocaria e nem colocarei meus pés em um comércio desses! JAMAIS.....
Tem gosto para tudo! Fazer o que?
 
Isabela Camargo em 30/08/2011 08:05:02
se eu estivesse comprando nesta loja, e essa
senhora falasse comigo, como falou com essa
senhora da sacolinha, eu largaria tudo e saia
numca mais voltaria lá, jamais
 
rosemaire pereira de oliveira em 30/08/2011 07:35:05
eu ri muito...quero conhecer esse lugar e essa personagem...ela nao obriga ninguem comprar lá, se vao é pq querem...so lembrando, mesmo com toda essa grosseria ela consegue se manter ha 15 anos no mercado...é pelicular.
 
joao carlos em 30/08/2011 07:14:59
imagem transparente

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